<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813</id><updated>2012-01-20T13:47:29.623+04:00</updated><category term='visual'/><category term='folclore'/><category term='pós-graduação'/><category term='China'/><category term='estudo'/><category term='Univap'/><category term='abandono'/><category term='conquista'/><category term='Portugal'/><category term='pinguim'/><category term='integração'/><category term='domingueiras'/><category term='decibéis'/><category term='heróis'/><category term='cultura tradicional'/><category term='teatro da igreja'/><category term='jesuítas'/><category term='origens'/><category term='bonifrates'/><category term='adoção'/><category term='cultura'/><category term='professores'/><category term='criança'/><category term='amizade'/><category term='distância'/><category term='verdade'/><category term='surdez'/><category term='esforço'/><category term='estudar depois de velho'/><category term='desencanto'/><category term='cultura tradiional'/><category term='diabetes'/><category term='mundo virtual'/><category term='romance'/><category term='goleiro'/><category term='filhos'/><category term='Paraolimpíadas deficiência honra medalhas coragem futebol'/><category term='vulnerabilidade'/><category term='descoberta'/><category term='ladrão'/><category term='perder'/><category term='ética'/><category term='desrespeito'/><category term='esperança'/><category term='sonhos'/><category term='audição'/><category term='Yachin'/><category term='alegria'/><category term='parada'/><category term='parceria'/><category term='homenagem'/><category term='rei'/><category term='persistência'/><category term='marulho'/><category term='Bee Gees'/><category term='Pindamonhangaba'/><category term='coração'/><category term='twitteiros'/><category term='teatro de bonecos'/><category term='Gilmar'/><category term='geladeira'/><category term='paralenda'/><category term='Mandrágora'/><category term='praga'/><category term='marionetes'/><category term='morte'/><category term='cultura popular brasileira'/><category term='crescer'/><category term='dançar'/><category term='saci'/><category term='Ypiranga'/><category term='choro'/><category term='simetria'/><category term='gordo'/><category term='caipira'/><category term='família'/><category term='futebol'/><category term='feijão'/><category term='revelação'/><category term='vida'/><category term='reencontro'/><category term='foto'/><category term='roça'/><category term='escuridão'/><category term='medíocres'/><category term='barulho'/><category term='emagrecer'/><category term='marionetas'/><category term='eleições'/><category term='mães'/><category term='pais'/><category term='percussão'/><category term='amigos'/><category term='alfaia'/><category term='Figueira da Foz; irmãs; família'/><category term='UNIMA'/><category term='sinceridade'/><category term='políticos'/><category term='primeiro beijo'/><category term='viagem'/><category term='timidez'/><category term='escolha'/><category term='menina de rosa'/><category term='teatro de animação'/><category term='novidades'/><category term='adolescente'/><category term='madrugar'/><category term='transparência'/><category term='amor'/><category term='menino'/><category term='paixão'/><category term='retorno'/><category term='idiotas'/><category term='adotivos'/><category term='desafeto'/><category term='twitter'/><category term='popular'/><category term='vereador'/><category term='patrimônio imaterial'/><category term='voto'/><category term='crônica'/><category term='luto'/><category term='não dançar'/><category term='valeparaibano'/><category term='palavras'/><title type='text'>Blog do Cintrão</title><subtitle type='html'>espaço eletrônico das minhas crônicas</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>78</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-787724702114833647</id><published>2011-09-17T19:27:00.004+04:00</published><updated>2011-09-17T19:27:57.679+04:00</updated><title type='text'>É hora de desabafar</title><content type='html'>A vontade é de desabafar. Mas eu já aprendi: não se faz isso em público. Ninguém desabafa em uma crônica que vai ser lida por milhares de pessoas. Mas eu preciso desabafar. Estou sem espaço para manobras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Poesia, vá buscar a poesia!, reclama meu bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais difícil do que desabafar em público, é pensar em poesia neste momento. Pareceria provocação poetizar em meio a tantas indefinições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, azedado como estou, não enxergo poesia no congestionamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo para uma reunião de trabalho e acontece algum problema com alguém em algum lugar e o trânsito enlouquece. Isso é São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moro no interior e fico feliz em constatar na prática que não me acostumo mais às loucuras da capital. Quem já foi de São Paulo e mudou para uma cidade menos ensandecida (e gostou) sabe do estou falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi a desaprender esse amor doentio pelos grandes aglomerados urbanos. Mesmo assim, gosto de pessoas que amam cidades assim. Meus filhos, por exemplo, os da Capital, adoram continuar enfrentando filas, congestionamentos e manias. Amo meus filhos paulistetes, apesar dos congestionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trânsito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista do carrão ao meu lado abaixa o vidro revestido com aquela película escura e cospe no asfalto. Em seguida, levanta o vidro e volta a se encastelar na invisibilidade do carro de janelas escuras. Enxames de motociclistas passam entre os carros, zumbindo suas buzininhas irritantes e sua agressividade guerrilheira. E a moça do carro detrás examina o rosto pelo retrovisor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amiguinha, preste atenção ao volante e não bata na traseira deste carro que dirijo neste anda-e-para que parece eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria me dar ao luxo de delirar encontrando outra ocupação profissional que não a atual. Não é impossível, mas parece tão despropositado quanto pensar em poesia em meio a essa crise existencial e a este congestionamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poesia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Lembro de uma época em que resolvi ouvir poesia no CD do carro. Estava em uma fase melhor que a atual. Escolhi ouvir Augusto dos Anjos na belíssima interpretação do excelente ator Othon Bastos. Quase surtei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta fase da história em que agregar valor é sinônimo de muitas coisas e de nada ao mesmo tempo, penso no medo que já senti desses discursos circulares. Não que tenha perdido o medo dos oradores medíocres, pois ainda me irrito com os discursos fabricados e com as frases feitas dos pensadores de época. Mas perdi o medo da hipocrisia. Os hipócritas são doentes contagiosos, porém, dependem da boa vontade de muitos para as suas epidemias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro o enfarto ao enfado, o mau cheiro ao excesso de perfume, o silêncio à fábula discursiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu falava da vontade de desabafar e não vejo o porque de fazer isso em público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Cintrão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(publicado pelo jornal O Vale, caderno Viver&amp;amp; em 17/09/11)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-787724702114833647?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/787724702114833647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=787724702114833647&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/787724702114833647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/787724702114833647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2011/09/e-hora-de-desabafar.html' title='É hora de desabafar'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-5951618275209710069</id><published>2011-08-28T03:57:00.000+04:00</published><updated>2011-08-28T03:57:52.858+04:00</updated><title type='text'>Alegria do estudante</title><content type='html'>O Pedro conta nos dedos os dias que faltam para o reinício das aulas. Engraçado, porque eu não gostava da escola nos tempos de criança. Até estranho essa alegria do meu filho caçula. Eu chorava e não queria ir à aula. Ele vibra e gosta dos mínimos detalhes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta das nossas dificuldades logísticas dos últimos meses, Pepeu passou a ir à aula de perua. A "Tia Gisele" passa em casa todos os dias por volta das 12h20 e lá vai meu pequenino todo orgulhoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei em casa um bom tempo cuidando da família e ainda hoje me espanto ao lembrar da animação do pequerrucho. São tempos diferentes e eu preciso me acostumar a eles. As aulas não seguem mais aquela liturgia do sofrimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa cultura do respeito pelo sofrimento ainda sobrevive em algumas empresas, instituições, partidos políticos, universidades e até em algumas escolas. Sei de histórias de jovens submetidos a regimes educacionais severos, verdadeiras fábricas de idiotas letrados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é isso o que tem acontecido com o meu filho. Ele gosta de ir à aula. E não é só porque tem amiguinhos e amiguinhas para brincar. Ele gostas das "tarefinhas". Quando traz a pasta plástica vermelha das lições de casa, chega mais feliz ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pai, hoje tem tarefinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas semanas em que estive fazendo as vezes de pai e mãe lá em casa, pude acompanhar de perto esses comportamentos divertidos. E experimentei um misto de espanto e tristeza, porque, no fundo, não tive isso na infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Escola Álvaro de Carvalho e no São Francisco Xavier dos meus tempos de menino eu era triste, amedrontado. Estudar era sofrer. E sofrimento chamava aula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando através da neblina de quem tenta enxergar o passado, sinto que essa sensação não era uma coisa só minha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pai, eu tô com saudade da Tia Nathália, disse o Pedro, outro dia, referindo-se à sua professora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu fiquei emocionado. Tenho saudades da Dona Carmen do meu pré-primário, muito menos porque as aulas eram legais, mais porque ela tinha o olhar solidário de quem entendia de tristeza. Isso, acho que ela era triste como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sei lá! Talvez eu esteja carregando nas cores, aqui, há dezenas de anos de distância (nossa, isso faz quase 50 anos!). Mas não custa exercitar a memória e o coração nesse caminho de volta, puxado pelo Pedro, esse pequeno e feliz estudante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas às vezes me perguntam porque eu escolhi ter tantos filhos. Eu acho que um dos motivos é esse: eles me ajudam a lembrar. E é nesse lembrar que eu reconstruo a mim mesmo. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;(publicada pelo jornal O Vale no dia 27.08.2011)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-5951618275209710069?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/5951618275209710069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=5951618275209710069&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/5951618275209710069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/5951618275209710069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2011/08/alegria-do-estudante.html' title='Alegria do estudante'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-8447703137159883835</id><published>2011-07-30T18:40:00.000+04:00</published><updated>2011-07-30T18:40:23.749+04:00</updated><title type='text'>Um disco no chão</title><content type='html'>O disco estava ali, caído no chão do estacionamento do hospital. Pude vê-lo porque sua superfície prateada refletiu a luz dos faróis do meu carro. Seria um CD ou um DVD? Momentos antes, um homem se despedia de uma criança naquele local. A mulher que estava ao volante do carro falava ao pequeno: dá tchau. Será que o disco caiu do carro? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a tentação de parar e pegar o disco. Mas achei que seria invadir um momento íntimo de despedida da família. Quem seria o homem? Um médico, um paciente? O disco seria dele, do menino, da mulher, de um vizinho... Poderia ser um disco com informações digitalizadas de exames médicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pedaço da história daqueles três talvez pudesse ser conhecida por meio do pequeno disco prateado. Que músicas estariam ali a permitir lembranças, sonhos, outros mundos... Um filme, quem sabe, que marcou um passeio, uma noite fria ou uma tarde divertida com pipoca e refrigerante. Fotos, o disco poderia ter fotos digitalizadas e guardadas. Ou seria uma tomografia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, mesmo, só sei que era um disco redondo como as minhas dívidas circulares, que sempre voltam, feito tempestades. Um disco a me fazer distrair a preocupação com a Viviane, minha mulher, deitada no quarto 13 do ViValle, hospital que a recebeu e aconchegou por longas duas semanas. Hoje, à distância, com ela aqui em casa, sei que se recupera. Mas naquela noite, eu tinha muitos temores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medos reais como o disco caído no chão do estacionamento. Delirantes como as suposições sobre o que poderia conter aquele CD os DVD. Discos, aliás, são problemas da Viviane. Discos desgastados da coluna lombar. Enigmáticos L5 e S1, que tiram o humor e a alegria da minha companheira-menina, e a derrubam na cama sob fortes medicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso nos vários CDs e DVDs que estão em casa, com músicas, filmes, fotos e tantos arquivos. Discos distribuídos em latas, caixas, pacotes e gavetas. Todos prateados, porque a memória dos tempos de hoje tem fixação no prata. Apesar do pendrives, os CDs ainda guardam as lembranças da maioria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que será que aquela família perdeu no disco prateado que eu poderia ter pego e entregue na recepção, mas não o fiz porque não queria invadir a privacidade daquelas pessoas? Na manhã seguinte, o disco não estava mais lá e nenhum vestígio dele. Alguém o pegou. Será que o homem voltou para resgatá-lo ou alguma boa alma foi mais solidária do que eu? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ver, algum abelhudo achou o CD ou DVD e foi xeretar a vida alheia. Eu poderia ter protegido as memórias, os sons, as imagens ou os exames daquela família. Bastava ter salvo o disco prateado que brilhou à luz dos faróis do meu carro naquela noite. Mas estava muito frágil para proteger quem quer que fosse. Eu tinha que me concentrar na recuperação da minha mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para casa e dormi de mãos dadas com o Pedro, meu filho caçula&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Cintrão &lt;br /&gt;(publicado em 30/07/11 pelo jornal O Vale)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-8447703137159883835?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/8447703137159883835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=8447703137159883835&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8447703137159883835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8447703137159883835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2011/07/um-disco-no-chao.html' title='Um disco no chão'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-6182676081960386540</id><published>2011-05-06T07:37:00.000+04:00</published><updated>2011-05-06T07:37:54.484+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pós-graduação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='percussão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura popular brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Univap'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Alarmes do coração*&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;“Chove chuva,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Chove sem parar.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Chove, chove, chove chuva&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Chove sem parar”&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Jorge Ben(1) &lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cYdkukqHrSk/TcNmp9dBJWI/AAAAAAAAAQM/n4RzkQ_IUNQ/s1600/jorge+ben.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-cYdkukqHrSk/TcNmp9dBJWI/AAAAAAAAAQM/n4RzkQ_IUNQ/s1600/jorge+ben.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;&lt;strong&gt;Capa do Disco Samba Esquema Novo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;No tempo em que Jorge Ben fazia muito sucesso e ainda não tinha o Jor acoplado ao nome, fui levado a aprender a tocar timba, o “atabaque da bossa nova”, pelo primo mais velho, o Cláudio, exímio violonista e mandão que só ele. A timba é aquele instrumento de percussão cônico que, nos tempos dos Festivais de Música, era empunhado pelo cantor Magro, do MPB4. Mais tarde, ficava sob as pernas de Joãozinho Parahyba, do Trio Mocotó, no saudoso Jogral. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;O convite-intimação do primo tinha um fundo operacional, devo reconhecer. Feito família que coleciona goleadores, meus primos violonistas queriam alguém que ficasse no gol, ou seja, na percussão, posição indesejada pela maioria. Sempre fui péssimo em futebol, então, foi fácil aceitar a penalidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Chove chuva” ainda era cantada nos encontros de samba de apartamento e entusiasmava muitos jovens. Foi inspirado pelos primórdios do sambalanço, portanto, que aprendi a tocar timba durante as férias de verão. Aliás, aprendi sem a timba, porque não tínhamos o instrumento em casa (lembre-se, não havia percussionista na família). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na falta de tu, vai tu mesmo”, dizia a vovó. Para “timbar”, eu improvisava uma estranha combinação de assento de cadeira de cozinha como “pele” e uma escova de cabelo como a vassourinha de bateria. O primo, alguns anos mais velho, explicou com o didatismo de uma manual de trator: “você faz assim com essa mão e assado com aquela”. E me deixou a pentear e espalmar o assento da cadeira enquanto todo mundo ia jogar bola nos finais de tarde. Assim virei o goleiro, quero dizer, percussionista da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yhXS9EGWy18/TcNpu2cuv0I/AAAAAAAAAQQ/K5os2zkx6qw/s1600/surrando+o+pandeiro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="150" j8="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-yhXS9EGWy18/TcNpu2cuv0I/AAAAAAAAAQQ/K5os2zkx6qw/s200/surrando+o+pandeiro.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;&lt;strong&gt;Eu, de azul, tocando pandeiro para Eugênia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;É evidente que ninguém se submete a um sacrifício desses se não vê vantagem, ainda mais na adolescência. E o interesse estava na possibilidade de acompanhar o primo em saraus musicais pelas casas de amigas, namoradas e pretendentes, bem mais velhas e interessantes do que minhas coleguinhas de escola. Funcionou. Namorei muito como goleiro-timba. Fiquei mais próximo do primo, com quem já tinha afinidades (apesar da eventual truculência daqueles tempos) e de quem fui aluno e com quem aprendi muita coisa para lá do pentagrama.&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;Hoje, à distância, percebo que o mais importante daquela experiência foi descobrir a magia da música, maior do que o eventual sucesso ou dos romances de fim de noite. A timba-atabaque permitiu que eu conhecesse, mesmo que de longe, o sentido da enigmática irmandade dos percussionistas, seres diferenciados que se comunicam com o Cosmo pela vibração de partículas de ar. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;﻿﻿﻿﻿ &lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Vivi a esperança de me transformar em percussionista por uns bons dois ou três anos, mas encerrei a pretendida carreira que, aliás, não era lá muito promissora. Nunca mais voltei a tocar timba, salvo raríssimas vezes, aqui ou ali. Fizeram os descaminhos da vida (ou das escolhas) que eu me afastasse do mundo percussivo com o passar dos anos e encontrasse outras formas de conquistar namoradas e conversar com o Universo. As sensações agradáveis da prática musical ficaram guardadas na memória, naquele recanto gosotoso que conserva imagens, sons e sabores do indizível. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;﻿﻿﻿﻿ &lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;“Velhinho”, hoje posso me dar ao luxo de fazer essa volta enorme para, a partir daí, falar sobre as aulas do módulo “Música na perspectiva da cultura popular: danças e folguedos I”, do curso de Pós-graduação em Cultura Popular Brasileira da Univap. Ministrado pela Professora Eugênia Nóbrega, o curso estabeleceu novas pontes com aqueles tempos de goleiro-timba, em que o som da pele animal esticada sobre madeira ensinou, de alguma maneira, como evocar a sabedoria ancestral da vibração do mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Nei Lopes, em sua emblemática Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana (2)&amp;nbsp;, define o verbete tambor como nome genérico de todo instrumento de percussão membranófono. A música africana, diz ele, na origem e na Diáspora, compreende enorme variedade de tambores. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;“...quando usados ritualisticamente, são sacralizados, já que o som que emitem é portador de energia vital, de axé (3)&amp;nbsp;, servindo , por isso, como veículo de contato entre o mundo dos vivos e o das entidades sobrenaturais”.&lt;/div&gt;﻿ &lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-t_RxFKEUims/TcNq6fM6LsI/AAAAAAAAAQU/hKhf6pVUYMs/s1600/turma+de+M%25C3%25BAsica+Eug%25C3%25AAnia+N%25C3%25B3brega+Univap+2010.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="150" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-t_RxFKEUims/TcNq6fM6LsI/AAAAAAAAAQU/hKhf6pVUYMs/s200/turma+de+M%25C3%25BAsica+Eug%25C3%25AAnia+N%25C3%25B3brega+Univap+2010.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;&lt;strong&gt;Turma do pós de Cultura Popular Brasileira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ &lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Um colega do curso, o Flávio Itajubá, fundador do Maracatu Baque do Vale, de Taubaté (SP), e muito bem iniciado nas artes de fazer vibrar as partículas do ar para “falar” ao sobrenatural, lembrou durante a aula: depois de tocar um instrumento de percussão, sua vida nunca mais será a mesma. “A vibração é tão forte que até dispara os alarmes dos carros”, dizia ele. E eu brinquei: “dispara os alarmes do coração”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pieguismo à parte, acho que aí está a base das minhas reflexões sobre o curso. Por isso escolhi a expressão como título deste texto de reflexão. Os ensinamentos suaves e firmes da Professora Eugênia dispararam meus alarmes afetivos para a retomada dessa comunicação com o Cosmo que eu já conhecia de esbarrão, mas deixava guardada no sótão da memória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compreender música e os folguedos populares é preciso aceitar essa magia que estabelece contato com as energias que desconhecemos, mas que mexem com todos nós. Porque cultura é, como bem definiu Weber, uma teia de significados, pública, visível, audível, vibrável, que serve de referência, identificação e ponte de entendimento entre as pessoas, desde que dividam o mesmo repertório. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A base do cantar e tocar no universo da cultura popular brasileira está na tradição e na ancestralidade de sobreviventes da diáspora africana e do desterro indígena. O que para muitos de nós é mero baticumbum dos espetáculos coreográficos, para outros é releitura de manifestações religiosas transformadas pela necessidade, pelo passar dos tempos ou mesmo pela hibridação provocada por diálogos entre manifestações culturais distintas. Assim, o místico não está despegado da realidade quando se trata de danças e músicas de inspiração popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na abertura de seu livro “O que é folclore”, Carlos Rodrigues Brandão, citou uma fala de um dançador de congo de Machado, no interior de Minas Gerais, muito apropriada a esta altura das reflexões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isso o povo daqui faz por uma devoção. É uma devoção que a gente tem com o santo, e por isso canta e dança conforme fez agora. Agora, tem gente que aparece que chama isso de folclore” (4)&amp;nbsp;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa talvez tenha sido a maior de todas as razões da ambivalência no trabalho de Mário de Andrade, meio intelectual racionalista, meio bruxo “pesquisador-farejador” (como disse certa vez o Maestro Villa-Lobos). Andrade buscou dividir entre o racional e o incomensurável suas andanças de turista aprendiz por esse Brasil tão rico e fascinante. “Êh coisas de minha terra, passados e formas de agora/Êh ritmos de síncopa e cheiros lentos de sertão/Varando contracorrente o mato impenetrável do meu ser...” (5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bem definiu CAVALCANTI, 2004, “De seus primórdios até nossos dias, os estudos de folclore trazem embutida a notável capacidade de provocar entusiasmo, e mesmo encantamento” (6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encantamento trazido para a sala de aula pela pequenina professora Eugênia, que adquire dimensões monumentais quando se coloca entre uma alfaia e o universo, ensinando os rudimentos da percussão compassada que permite a conversa com o invisível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo confessar que, bem diferente de meu primo-mandão daqueles tempos de menino, a professora tirou de mim e de todos nós o máximo de musicalidade possível com delicadeza, paciência e um gestual próprio, coreográfico, bailarino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tocamos alfaias, caixas, pandeiros, ganzás, sete flechas e tamborins, com um emaranhado de contatos principiantes com algumas das dimensões do eterno, reafirmando que o estudo da musicalidade pela óptica do “popular” passa necessariamente pelo mágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro me esquivar da discussão inacabável sobre o que é ou não “popular” e abordar as questões da música pela perspectiva das manifestações mantidas pelas camadas mais pobres da população. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não se entenda aí qualquer conotação pejorativa. Aquilo a que se acostumou chamar de folclore ou cultura popular é manifestação que sobrevive por ser um patrimônio de resistência de afro descendentes e índio descendentes que ainda conversam com o sagrado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nos rincões deste País de dimensões continentais que sobrevivem os xamãs que falam ao Universo sem precisar de letras, pautas ou definições rebuscadas. Falam porque assim sempre foi desde tempos imemoriais, quando os moradores originais desta terra dançavam, cantavam e homenageavam seus ancestrais, dos posteriores terreiros de batuques, travestidos em festas aculturadas e transformados em festejos católicos de porta de Igreja. Falam porque conhecem como poucos a arte do percutir o ar para abrir corações e espíritos à grande conversa com o transcendente. Falam porque até na sua diversão trazem a humildade de quem sabe da pequenez humana e finita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não se espere, com isso, que essas manifestações sejam peças emboloradas de museu. São fatos vivos da cultura, emocionantes, emocionados. ´´É sempre igual”, dizia um dançador de jongo de São Luís do Paraitinga ao Prof. Carlos Brandão, “mas é sempre diferente”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi mais uma lição trazida pelo módulo “Música na perspectiva da cultura popular: danças e folguedos I”. E buscamos no mesmo Prof. Brandão uma fala que consideramos importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aquilo que se reproduz entre pescadores, índios e camponeses como saber, crença ou arte reproduz-se enquanto é vivo, dinâmico e significativo para a vida e a circulação de trocas de bens, de serviços, de ritos e símbolos entre pessoas e grupos sociais. Enquanto resiste a desaparecer e, preservando uma mesma estrutura básica, a todo momento se modifica. O que significa que a todo momento se recria” (7)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora Eugênia mostrou que é possível participar, mesmo que à distância, dessa dinâmica da vida, em ligação com o sagrado, respeitando as regras que limitam o acesso dos iniciantes. Basta abrir o coração com serenidade. E ela mostrou isso de maneira surpreendente. Se não estivéssemos todos encantados, o reproduzir do toque do tamborim seria cômico, mas não foi: “teco, teco, teco, teteco, teco, teco”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não se engane. Percutir com coerência permite fazer sons razoavelmente inteligíveis. Entretanto, só isso não basta. O tocar de verdade independe da pauta matemática dos compassos. É preciso aprender a voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência vivida em aula foi muito maior do que apenas reproduzir gestos, passos e sons. Tivemos a oportunidade de abrir a janela da alma para o entendimento da música como ferramenta e não apenas como produto. Um bom começo para compreender as dimensões da sabedoria que fogem aos livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descoisifiquemos o mágico! Sejamos livres! Que Macunaíma perca o muiraquitã, cuja sorte é apenas reflexo da beleza da imensidão. Sejamos belos pela beleza do que se faz, não do que se tem ou expropria. E que os corações disparem seus alarmes na busca da sorte das construções cotidianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Oi Maria vem ver&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Oi Maria vem cá&lt;br /&gt;Vem dançar Mazurca (coco)&lt;br /&gt;Pro povo se alegrar”(8) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) texto reflexão produzido para a aula de “Música na perspectiva da cultura popular: danças e folguedos I”, do curso de Pós-graduação em Cultura Popular Brasileira da Univap, Ministrado pela Professora Eugênia Nóbrega&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt; Chove Chuva, música de Jorge Bem Jor lançada no disco Jorge Bem Samba Esquema Novo, Universal Music 1963 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[2] LOPES, Nei, Enciclopédia da Diáspora Africana, Selo Negro Edições, São Paulo, 2004, pp 639.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] “Axé, termo de origem ioruba que, em sua acepção filosófica, significa a força que permite a realização da vida”, LOPES 2004.&lt;br /&gt;[4] BRANDÃO, Carlos Rodrigues, O que é folclore, São Paulo, Editora Brasiliense, 1984. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] “Improviso do mal da América” (fevereiro de 1929), Andrade (1993, p. 265). APUD CAVALCANTI, Maria Laura Viveiros de Castro, Cultura Popular e Sensibilidade Romântica: as danças dramáticas de Mário de Andrade, REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS SOCIAIS - VOL. 19 Nº. 54, 2004.&lt;br /&gt;[6] Op cit&lt;br /&gt;[7] BRANDÃO, 1984&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8] Coco de Valdir Manoel da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-6182676081960386540?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/6182676081960386540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=6182676081960386540&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/6182676081960386540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/6182676081960386540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2011/05/alarmes-do-coracao-chove-chuva-chove.html' title=''/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cYdkukqHrSk/TcNmp9dBJWI/AAAAAAAAAQM/n4RzkQ_IUNQ/s72-c/jorge+ben.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-5374969905477446449</id><published>2011-02-15T19:54:00.000+04:00</published><updated>2011-02-15T19:54:33.231+04:00</updated><title type='text'>Mamães brasileiras na Irlanda pedem ajuda cultural em português</title><content type='html'>Olá amigos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma prima minha participa de um grupo de mães brasileiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que moram em Dublin, na Irlanda, onde criam seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Para que as crianças não percam o contato com valores &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;brasileiros, elas comemoram carnaval, falam de saci,&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;boitatá, Yara, cantam músicas do repertório popular&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;brasileiro, mas ainda assim é pouco. Precisam de materiais&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;para consolidar esse vínculo com as referências do&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês sabem de instituições, escolas ou editoras que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pudessem doar livros, CDs e outros materiais para enviar a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;elas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-18YHkaFwklc/TVqg7sLOSqI/AAAAAAAAAQI/TDUvJY5X4Us/s1600/Saci+aidu.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="299" src="http://2.bp.blogspot.com/-18YHkaFwklc/TVqg7sLOSqI/AAAAAAAAAQI/TDUvJY5X4Us/s320/Saci+aidu.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Se você souberem de algum lugar, me avisem, que elas fazem&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;contato direto de lá. Se pudermos adiantar a conversa,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;melhor ainda, porque as ligações internacionais são&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;caras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tiverem dicas, escrevam para mim.&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:m_cintrao@yahoo.com.br"&gt;m_cintrao@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-5374969905477446449?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/5374969905477446449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=5374969905477446449&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/5374969905477446449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/5374969905477446449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2011/02/mamaes-brasileiras-na-irlanda-pedem.html' title='Mamães brasileiras na Irlanda pedem ajuda cultural em português'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-18YHkaFwklc/TVqg7sLOSqI/AAAAAAAAAQI/TDUvJY5X4Us/s72-c/Saci+aidu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-4860260959403749081</id><published>2010-12-05T02:18:00.000+04:00</published><updated>2010-12-05T02:18:31.218+04:00</updated><title type='text'>Dia beliche</title><content type='html'>Preciso de um dia beliche. Sabe? Aquelas camas montadas uma sobre a outra para aproveitar melhor o espaço. Já falei isso outras vezes, mas nunca foi tão verdadeiro. Preciso de um dia oficial, de 24 horas, na cama de baixo. E outro, extra-oficial, na cama de cima, com 48 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre achei a cama de cima melhor, mas como fui sonâmbulo na infância e na adolescência, fiquei proibido de dormir na cama de cima. Uma vez, nas férias, até tentei. Mas caí da cama no meio da noite, para susto dos outros três que dividiam o quarto comigo, em dois beliches.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia extra-oficial é o mais divertido, por isso teria que oferecer mais horas. Tempo para ler, para estudar, para escrever, desenhar, pintar, vagabundear (lembrem-se, o ócio é criativo!) e amar. Amar muito, oficialmente, é claro (mas na cama de cima). Quer dizer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está aí uma provável incompatibilidade. Peso 130 quilos. A patroa não é leve (falei bonito). Os dois juntos na cama de cima representam um risco potencial para que estiver na cama debaixo. Como na cama inferior estaria o dia oficial, em caso de acidente eu seria acusado de premeditação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matar um dia oficial por um extra-oficial de 48 horas não é lá um mau negócio. Mas isso não está em questão no momento. Eu mal tenho tempo no dia oficial para fazer tudo o que preciso. Aliás, estou aqui conjeturado e o relógio segue seu curso circular, implacável. Melhor parar de perder tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que eu estou em vias de fazer uma besteira em nome da falta de tempo e resolvi dar uma paradinha para ver se consigo acertar alguns ponteiros. Falta disposição, cabeça (e tempo, é evidente) para compatibilizar a vida em família, o trabalho e o estudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum cortar dentista, médico e estudo na hora do aperto em países subdesenvolvidos (o eufemismo é “em desenvolvimento”). Agi automaticamente: “melhor parar de estudar” (isso é a minha cabeça da cama debaixo pensando). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como desfruto de uma certa mordomia em uma cama de cima virtual, histórica e eventualmente disponível (não pensem que sou louco, essa é uma das vantagens de quem é multimídia) parei de pensar no axioma contas-menos-tempo-mais-afazeres-mais-cansaço e fui ler alguns textos teóricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem, não é arrogância. Estou na fase de caldeira intelectual (politicamente incorreto, porque faço uma fumaça daquelas...). Estudo, pois preciso de muitos neurônios para avançar milímetros em meus recordes olímpicos. Não avancei nenhum milímetro, é bom destacar. Mas continuo tentando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, a questão é que continuo em dúvida. Paro ou não paro de estudar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu até já havia decidido parar. E, metaforicamente, estava ajoelhado diante de meu testamento, pronto para o seppuku (harakiri), fora de mim, já naquela esfera superior de quem está partindo, quando tocou o meu telefone e era a minha orientadora, danada da vida. “você não pode parar; isso é um absurdo; e patati e patatá...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ela é fácil dizer. Afinal, consegue compatibilizar o trabalho de professora em escola pública, com a coordenação do curso de pós-graduação (quatro turmas), atuar como orientadora de alguns loucos como eu e estudar para doutorado (é doutoranda em fase de produção da tese). Além disso, tem tempo para dançar, ir a shows, correr, chacoalhar, nadar e, coitada, torcer para o Corinthians.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho dúvida nenhuma que ela já encontrou a fórmula para o beliche das tarefas diárias. Suspeito, até, que tenha um triliche (quem sabe quadri). E também sei que ela não desiste fácil. Por isso, vou ficar por aqui a matutar como fazer para:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) fugir dela&lt;br /&gt;b) fugir de mim mesmo&lt;br /&gt;c) alinhar as agendas e seguir tocando o barco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima crônica informo o que aconteceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-4860260959403749081?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/4860260959403749081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=4860260959403749081&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/4860260959403749081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/4860260959403749081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2010/12/dia-beliche.html' title='Dia beliche'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-8733694850358536581</id><published>2010-11-10T20:03:00.000+04:00</published><updated>2010-11-10T20:03:13.703+04:00</updated><title type='text'>Pós-Graduação em Cultura Popular Brasileira chega à quarta turma, em São José dos Campos (SP)</title><content type='html'>Único no Brasil a oferecer especialização na área, curso prepara-se para formar seus primeiros pesquisadores e dá início a uma nova geração &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Cultura Popular Brasileira, Profa. Zuleika Stefania Sabino Roque comemora. O segundo semestre de 2010 marcou o início de aulas da quarta turma do curso, inaugurado no início de 2009 e que já vai formar os primeiros alunos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal objetivo primeiro do curso, diz a professora, de criar uma nova geração de pesquisadores e estudiosos na área de Cultura Popular, está sendo cumprido. Os pós-graduandos da primeira turma apresentam suas monografias apenas no início de 2011, mas já chamam a atenção.Vários trabalhos realizados por eles em aula ou em função das aulas estão ganhando destaque, pela combinação da excelência pessoal com as contribuições do curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em setembro, por exemplo, a aluna Magali de Castro, que é educadora, foi premiada no Simpósio de História do Instituto de Estudos Valeparaibanos por suas pesquisas sobre a relação dos moradores de São Luiz do Paraitinga (SP) com o movimento de revalorização do Saci”, cita Zuleika Stefania. “Essas pesquisas formam o eixo principal da monografia que a aluna vai apresentar na conclusão do nosso curso de Pós”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aluno, lembra Stefania, é o músico e professor de educação física Carlos Rogério, o Cagério, que está desenvolvendo uma série shows e oficinas de música infantil no SESC de São José dos Campos. “A pesquisa dele para encerramento do Pós busca entender como funciona o processo de aprendizagem e transmissão de músicas tradicionais entre famílias do Interior”, ressalta a professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&amp;nbsp;professora destaca que os alunos da primeira turma encerrarão seu ciclo inicial de estudos em Cultura Popular Brasileira no primeiro trimestre de 2011, com a apresentação das monografias. Mas a expectativa dos organizadores da especialização é que, mesmo depois de encerrado o curso, eles continuem ligados à área para prosseguir em suas pesquisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Queremos que o Pós se transforme em ponto de encontro de gente interessada em estudar e pesquisar Cultura Popular Brasileira e, com isso, contribuir para a criação de uma nova geração de pesquisadores na área”, destaca Stefania. “Afinal, o curso nasceu como sequência natural de conquistas da região, como as reuniões da comissão setorial do Folclore, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, do Centro de Estudos da Cultura Popular, o Museu do Folclore e os Cadernos do Folclore”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professores de destaque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora Zuleika Stefania lembra que o Pós-graduação em Cultura Popular Brasileira permite não só a reunião de gente interessada na temática, como criar condições para trazer a São José dos Campos professores e pesquisadores que são referências nacionais no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Já tivemos aulas com verdadeiros ícones dapesquisa na área, como o etnomusicólogo Alberto Ikeda, o antropólogo rural Carlos Rodrigues Brandão, a artista plástica Ana Duarte, a música e pesquisadora Eugênia Nóbrega, entre tantos outros”, destaca a coordenadora do curso. “E na medida em que esses pesquisadores conhecem o curso e os nosso alunos, viram nossos parceiros na divulgação do potencial do curso que é diferenciado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coordenadora do curso faz questão de destacar que as turmas são ecléticas e isso favorece o ambiente para debates enriquecedores. “Temos educadores, historiadores, músicos, jornalistas, profissionais da área de saúde, de artes plásticas, história, comunicação e até escritores”, afirma. “Um exemplo é a escritora Christina Hernandez, recém empossada na Academia Joseense de Letras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras pesquisas realizadas pelos alunos servem de exemplo da vitalidade do curso, lembra a coordenadora, como a pesquisa de campo da aluna Miriam Cristina, orientanda de Carlos Brandão. “Além deles, há estudos sobre manifestações da cultura tradicional, discussões sobre salvaguardas do patrimônio imaterial e pesquisas abordando a questão da cultura no comércio, na indústria e na infra-estrutura da região”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-8733694850358536581?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/8733694850358536581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=8733694850358536581&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8733694850358536581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8733694850358536581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2010/11/pos-graduacao-em-cultura-popular.html' title='Pós-Graduação em Cultura Popular Brasileira chega à quarta turma, em São José dos Campos (SP)'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-8475115868776272773</id><published>2010-07-09T07:12:00.002+04:00</published><updated>2010-07-09T07:22:37.584+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura tradicional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura popular brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Univap'/><title type='text'>S. J. dos Campos (SP) tem Pós-graduação em Cultura Popular Brasileira</title><content type='html'>Estão abertas as inscrições da UNIVAP, em São José dos Campos (SP) para o Pós-Graduação em Cultura Popular Brasileira. Curso oferece especialização na área com 392 horas-aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Coordenadoria de Educação Continuada da UNIVAP – Universidade do Vale do Paraíba, em São José dos Campos (SP), abriu as inscrições para a quarta turma do curso de Pós-Graduação em Cultura Popular Brasileira. O curso é presencial e ministrado aos sábados, das 09h00 às 17h00, voltado para profissionais com graduação universitária que desejem especialização na área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/TDaTPND5WXI/AAAAAAAAAPY/sOV5HMhF0yg/s1600/curso+Ikeda+Tatiane.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rw="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/TDaTPND5WXI/AAAAAAAAAPY/sOV5HMhF0yg/s320/curso+Ikeda+Tatiane.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;&lt;strong&gt;A turma do curso em volta do Prof. Dr. Ikeda&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Nesta entrevista, a Coordenadora do Curso, Profa. Zuleika Stefania Sabino Roque, fala sobre a Especialização em Cultura Popular Brasileira e da importância da ação universitária no estímulo de pesquisas acadêmicas na área, em especial no Vale do Paraíba paulista, região rica em manifestações da cultura tradicional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/TDaUNacJ80I/AAAAAAAAAPg/oNlQXuxmNJc/s1600/prof+Zuleika+2.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rw="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/TDaUNacJ80I/AAAAAAAAAPg/oNlQXuxmNJc/s320/prof+Zuleika+2.JPG" width="229" /&gt;&lt;/a&gt;Qual o objetivo do curso de Pós-Graduação em Cultura Popular Brasileira?&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;O objetivo do curso é estimular a produção de pesquisas &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;acadêmicas sobre Cultura, em especial na nossa região, o &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Vale do Paraíba paulista. Nada melhor para isso do que contribuir para a&amp;nbsp;&amp;nbsp;formação de pesquisadores. Ao criar um curso de &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;especialização dessa natureza, não só estamos reunindo alunos interessados na temática, como criamos oportunidades para &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;trazer a São José dos Campos professores e pesquisadores &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;que são referências nacionais no assunto. Neste primeiro &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;semestre de 2010, por exemplo, tivemos a honra de contar &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;16 horas de aulas do etnomusicólogo Alberto Ikeda e &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;32 horas de aulas e monitoramento de pesquisas de &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;campo do antropólogo rural Carlos Brandão, apenas para &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;citar dois exemplos.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;&lt;strong&gt;Prof Zuleika Stefania&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Por que Cultura Popular? &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A Univap acompanha uma tradição regional, que é pesquisar sobre as culturas tradicionais. Esse processo intensificou-se há cerca de 20 anos, com as reuniões da comissão setorial do Folclore, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, aqui de São José dos Campos, um marco no campo das pesquisas do patrimônio imaterial. Foi na esteira dessas reuniões que surgiram o CECP, Centro de Estudos da Cultura Popular, o Museu do Folclore e os Cadernos do Folclore. A necessidade da formação de pesquisadores “acadêmicos” sempre esteve em pauta. Em 2008, uma parceria entre a UNIVAP – Universidade do Vale do Paraíba e o CECP viabilizou o curso de Especialização, Lato Sensu em Cultura Popular Brasileira, que abre este mês as inscrições para sua quarta turma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/TDaVjy6enKI/AAAAAAAAAPo/Dv4iDaupBls/s1600/aula+aplicada+mini.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rw="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/TDaVjy6enKI/AAAAAAAAAPo/Dv4iDaupBls/s320/aula+aplicada+mini.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;O curso é voltado para alguma área profissional específica?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não existe um direcionamento específico do curso para esta ou aquela profissão. Buscamos promover a circularidade do conhecimento com a oferta de professores e doutores de diferentes formações e filiações acadêmicas. A idéia é oferecer aos alunos uma gama de abordagens que possibilite o debate coletivo e o desenvolvimento de pesquisas. Em última análise, buscamos incentivar ações práticas como descobrir, inventariar, entender e dialogar com as diversas manifestações culturais que nos cercam. Por conta disso, os perfis das turmas (estamos indo para a quarta turma neste semestre) são bastante ecléticos, reunindo educadores, músicos, profissionais da área de saúde, artes plásticas, história, comunicação e até escritores, cada um trazendo sua experiência e uma perspectiva diferente no universo da cultura tradicional, o que tem tornado as discussões e os objetos de pesquisa de uma riqueza motivadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curso já apresenta resultados práticos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/TDaV1wTvKAI/AAAAAAAAAPw/G9uuhmtWgC4/s1600/aula+maracatu+2+mini.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rw="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/TDaV1wTvKAI/AAAAAAAAAPw/G9uuhmtWgC4/s320/aula+maracatu+2+mini.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Sim, várias pesquisas realizadas pelos nossos alunos indicam a vitalidade do curso. Por exemplo, um dos projetos de pesquisa estuda as brincadeiras de crianças em uma rua domiciliar de São José dos Campos. Outra, busca entender como funciona o processo de aprendizagem e transmissão de músicas tradicionais entre famílias do Interior. Há ainda estudos sobre manifestações da cultura tradicional como a congada, discussões sobre salvaguardas do patrimônio imaterial e estudos que transcendem o universo de pesquisa clássica, abordando a questão dos saberes e fazeres da cultura no comércio, na indústria e na infra-estrutura. Em breve, alguns desses trabalhados começarão a ser apresentados em congressos e simpósios regionais. Uma boa mostra dessa nova safra de pesquisadores poderá ser conhecida no X Encontro Latino-americano de Pós-Graduação, que acontecerá aqui na UNIVAP Urbanova nos dias 21 e 22 de outubro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso diploma de nível superior para ingressar no curso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, é preciso diploma da graduação, ou, provisoriamente, declaração de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;histórico escolar. O curso é presencial, exigindo mínimo de 75% de presença, sendo oferecido aos sábados, das 9 às 17 horas. Os módulos possuem de 16 a 32 horas/aula. Há 30 vagas. Estamos trabalhando para a criação de uma turma durante a semana, com aulas às terças e quintas pela manhã, mas esse projeto depende do interesse dos alunos. Quem quiser saber mais, pode entrar em contato conosco pelo e-mail do curso: latosensu@univap.br. Outras informações podem ser obtidas no site http://www.posgrau.univap.br/curso_culturapopular.php&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SERVIÇO&lt;br /&gt;Curso de Pós-Graduação em Cultura Popular Brasileira&lt;br /&gt;Horário: sábados das 9h00 às 17h00&lt;br /&gt;Número de vagas: 30 alunos&lt;br /&gt;Mensalidade: R$ 250,00&lt;br /&gt;Local do curso: Campus Urbanova CEPLADE - Bloco 8 - Av. Shishima Hifumi, 2911&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-8475115868776272773?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/8475115868776272773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=8475115868776272773&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8475115868776272773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8475115868776272773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2010/07/s-j-dos-campos-sp-tem-pos-graduacao-em.html' title='S. J. dos Campos (SP) tem Pós-graduação em Cultura Popular Brasileira'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/TDaTPND5WXI/AAAAAAAAAPY/sOV5HMhF0yg/s72-c/curso+Ikeda+Tatiane.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-7982822096901377646</id><published>2010-05-09T16:26:00.000+04:00</published><updated>2010-05-09T16:26:37.947+04:00</updated><title type='text'>Eu como (e enquanto) Cultura</title><content type='html'>Os primos diziam com maldade que eu nasci quebrando expectativas. Era para nascer Márcia, mas nasci Maurício. Uma questão de gênero, apenas, porque os equipamentos estavam todos em ordem. De enxoval cor de rosa, eu teria assustado a família na primeira semana, não tanto pela roupa, mais por esta cara de homem-bomba já delineada nos tempos de bebê; um bebê com cara de joelho, como qualquer outro, mas nariz grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui criado em uma família “cristambeira”, meio cristã, meio macumbeira, no bairro fabril do Ipiranga, em São Paulo, bem pertinho do museu dos bichos (o Museu de Zootecnia da USP), onde os animais empalhados faziam com que a gente achasse que baleia era uma enorme ossada e onça era um bicho com olhos de bolinha de gude. Pura bobagem de criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci sendo treinado para ser um profissional bem sucedido de classe média ascendente, mas o máximo que consegui foi virar jornalista, artista em potencial em muitas áreas e um espantado observador muitas vezes sem palavras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que algum idiota resolva dizer que me arrependo de minha profissão, destaco: tenho muita honra em ser jornalista diplomado (apesar de ter sido expropriado dos diretos quando desqualificaram minha profissão e meu diploma). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas falemos de minha cultura (e não entenda aí nível de instrução, mas conjunto de saberes e fazeres que constroem a sabedoria humana). Sou uma curiosa mistura de formações imigrantes, como ademais, boa parte dos brasileiros. Este país uniu em mim portugueses e espanhóis, caboclos e caipiras, estudiosos e preguiçosos, com pitadas de costumes japoneses (apanhei muito no Judô), temperos italianos (com massas, claro), sobremesas da roça e o diabetes multinacional que ataca alguns da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, procuro entender melhor as ondas que formaram os mares onde navego. Ainda busco um sentido para navegar, tentando não perder o lirismo, a curiosidade e o senso de orientação dos descobridores (apesar dos temores, dos amores e das piadinhas). Sou um apanhado de muitos, sou a intercomunicação de vários mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a href="mailto:mauricio.cintrao@gmail.com"&gt;mauricio.cintrao@gmail.com&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-7982822096901377646?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/7982822096901377646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=7982822096901377646&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/7982822096901377646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/7982822096901377646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2010/05/eu-como-e-enquanto-cultura.html' title='Eu como (e enquanto) Cultura'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-6839017032953254414</id><published>2010-03-28T03:05:00.000+04:00</published><updated>2010-03-28T03:05:12.785+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro da igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jesuítas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estudo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esforço'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='madrugar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro de animação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marionetes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro de bonecos'/><title type='text'>Um dia vocês ainda vão gostar disso</title><content type='html'>Quase todo dia, tenho emprestado uma ou duas horas das madrugadas para estudar. No começo, parecia extravagância, mas me acostumei à idéia. Aliás, eu e a família nos acostumamos. Já não provoco espanto em ninguém. O taquetaquear do teclado já faz parte dos sons da madrugada para os sonâmbulos domésticos a caminho do banheiro ou da cozinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é sempre que consigo acordar mais cedo. As rotinas às vezes fazem madrugadas de chumbo. O cotidiano é um triturador de vontades. Mas quase sempre acordo antes da hora para levantar da cama e mergulhar nos estudos. Antes “da hora” do passado, porque o acordar mais cedo criou uma nova hora de acordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso perceber esse interesse pelos estudos. Comecei timidamente, há uns dois anos, quando fui atraído pelo teatro de bonecos. Não me pergunte os motivos, pois ainda não sei explicá-los. Pareceu (e ainda parece) fazer sentido entender a influência das marionetes na cultural popular tradicional (e vice-versa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não encontrei todos os elos para fechar a corrente de argumentos a favor da idéia de que o teatro de animação existiu no interior brasileiro há séculos. A grande pergunta é: quando as marionetes chegaram no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem sugira que o teatro de bonecos teria entrado na vida tupiniquim no bojo da obra dramatúrgica do Padre José de Anchieta. Até agora não encontrei nenhuma evidência que ligue a catequização aos títeres entre jesuítas no século XVI. Também não encontrei nada que desmentisse essa suspeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que os jesuítas utilizaram sofisticados recursos da arte teatral para encantar, convencer e cooptar os índios. Não seria de duvidar que bonecos animados fossem empregados para enriquecer enredos envolvendo o poderoso imaginário de céu versus inferno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há várias citações de que as óperas de bonecos na Europa tiveram origem nos presépios e na teatralização do nascimento de Jesus. Estudos sobre procissões na Europa também mostram uma forte influência das formas animadas na liturgia e nas representações públicas em festas religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É espantoso notar a grande quantidade de imagens articuladas ainda existentes em museus de arte sacra utilizadas em procissões, os chamados santos de roca ou imagens de vestir. Para dar maior dramaticidade às celebrações, imagens de madeira ou papier maché na proporção do corpo humano ganhavam vida aos olhos dos espectadores e crentes com texturas, roupas e gestos humanizantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, há muita coisa para conhecer e descobrir. Tenho muitos motivos para acordar mais cedo do que era habitual para ler, pesquisar e me encantar. Porque, no fundo, o que me parece ser mais cativante nesse mecanismo é reflexo da propriedade quase mágica de emocionar do teatro de formas animadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajo todos os dias pelo mundo fascinante do conhecimento. Seja acordando uma ou duas horas antes do que estava acostumado a fazer, seja aproveitando os preciosos minutos do ônibus fretado para ler a caminho do trabalho ou de volta para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, nos meus tempos de menino, quando reclamávamos das lições de casa, uma professora disse: “um dia vocês ainda vão gostar disso”. Não lembro quem era a professora, mas recordo com alegria dessas sábias palavras. Sabedoria de quem provavelmente acordava mais cedo para estudar e se encantar com as imensas possibilidades do conhecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Cintrão&lt;br /&gt;(escreva para mim, critique, xingue, elogie, reaja&amp;nbsp; &lt;a href="mailto:mauricio.cintrao@gmail.com"&gt;mauricio.cintrao@gmail.com&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-6839017032953254414?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/6839017032953254414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=6839017032953254414&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/6839017032953254414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/6839017032953254414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2010/03/um-dia-voces-ainda-vao-gostar-disso.html' title='Um dia vocês ainda vão gostar disso'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-8731565046100421601</id><published>2010-03-21T17:53:00.002+04:00</published><updated>2010-03-21T17:54:09.615+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UNIMA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mandrágora'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marionetas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro de animação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marionetes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro de bonecos'/><title type='text'>21 de Março - DIA MUNDIAL DA MARIONETA</title><content type='html'>MENSAGEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via Unima Internacional (traduzida pelo blog &lt;a href="http://www.marionetasdemandragora.blogspot.com/"&gt;http://www.marionetasdemandragora.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia mundial das marionetas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como muitas pessoas, eu fui profundamente afectado pelo sismo que recentemente devastou o Haiti. Olhando constantemente para as imagens transmitidas na televisão e na internet eu perguntei-me, de entre todos os meios de expressão das artes cénicas, qual o que seria o mais eficaz para expressar a dimensão humana de tal cataclismo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual seria o melhor meio de evocar a compaixão sem cair na mera piedade, para inspirar solidariedade sem ser moralista, e que seria melhor capaz de provocar no nosso próprio corpo, um eco da dor física dos ferimentos e amputações? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, eu me perguntei como seria possível transpor para um palco, não só o sofrimento do povo haitiano, mas igualmente sua resiliência, que tanto nos comove e nos inspira ao mesmo tempo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareceu-me que a marioneta seria o melhor meio para transmitir esta tragédia. A sua impotência, a sua vulnerabilidade, mas em igual medida a força de sua pureza e sua inocência combinadas para criar uma ligação tanto íntima e única com o espectador. Essa solidariedade decorre, provavelmente, da grande vantagem que detém sobre o teatro do actor e do cinema: o actor desempenha um papel, o boneco é sempre verdadeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contraste com o actor, as crueldades feitas a uma marioneta não são fingidas e quando as cordas são cortadas, quando é agredido, ridicularizado, humilhado, maltratado ou desmembrado, ela nunca reclama. É reparado, re-colado e novamente se ergue sobre os seus pés, tão bom como novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta verdade dota as marionetas com um poder magnífico, pois parecem, ao mesmo tempo ser capaz de enfrentar os atropelos do destino e possuir a coragem necessária para reconstruir um mundo em ruínas. " &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert Lepage&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-8731565046100421601?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/8731565046100421601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=8731565046100421601&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8731565046100421601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8731565046100421601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2010/03/21-de-marco-dia-mundial-da-marioneta.html' title='21 de Março - DIA MUNDIAL DA MARIONETA'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-5613631357120986495</id><published>2010-03-20T05:22:00.000+04:00</published><updated>2010-03-20T05:22:47.053+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Figueira da Foz; irmãs; família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Maninhas</title><content type='html'>Lembro das maninhas cantando nos finais da tarde de Ilhabela. E do quanto nos transmitiram o amor pelas raízes portuguesas. Yolanda agora volta a Portugal para fazer o que a Maria Luiza não conseguiu: visitar o epicentro deste terremoto chamado Cintrão que ainda provoca tremores (de amores e desamores) nos quatro cantos do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem Cintrão em tudo quanto é lugar. Nem preciso de muito esforço para provar. De brincadeira, abri uma comunidade no Orkut chamado Família Cintrão. Sem promover atividades, já alcançamos mais de 70 representantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu irmão Roberto, o Tio Beto da Internet, já sabia disso há mais de 40 anos. Foi ele quem retomou contato com vários os primos em meados dos anos 1960. Naqueles tempos o Google não era cogitado nem pela ficção científica. As pesquisas eram feitas à unha, ou melhor, a dedo, por carta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como o Beto chegou à família? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele conta que, depois que passou o trauma da morte do Vovô Cintrão (esse é um capítulo triste, que merece registro outro dia), Landa e Iza foram ajudar a vovó a se desfazer das coisinhas do véio e encontraram endereços dos irmãos dele em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Com esses endereços, comecei a pesquisar via correio (carta), solicitando informações sobre quem era quem e quem ainda estava vivo”, narra o Beto. “Quem me respondeu pela primeira vez foi a Belmira”. E as correspondências se seguiram, primeiro com ele, depois com a mamãe, porque o Beto não tinha paciência para escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Velha Iza chegou a viajar a Portugal, mas não conseguiu visitar a Marinha das Ondas, onde estão as raízes da família. Mas a maninha Yolanda leva a primogênita da família de Iza até lá. É como se todos os filhos de Maria Luiza estivessem até Figueira da Foz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza todos estaremos em espírito. Aquele espírito de porco, que faz troça e piada com tudo e não perdoa nada. Porque essa família perde o amigo, mas não perde a piada. Landinha e Suely são legítimas representantes dessa estirpe que teve início lá nos tempos em que algum engraçadinho apelidou o bife com ovo de “bife a camões” e caolho assim ficou o prato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse é outro cardápio que fica para outras piadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-5613631357120986495?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/5613631357120986495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=5613631357120986495&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/5613631357120986495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/5613631357120986495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2010/03/maninhas.html' title='Maninhas'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-8723783496027671191</id><published>2010-03-15T16:06:00.001+04:00</published><updated>2010-03-15T16:07:41.831+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='retorno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='origens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bonifrates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marionetas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marionetes'/><title type='text'>Retorno à santa terrinha</title><content type='html'>São curiosas as coincidências da vida. Pesquiso neste momento as origens do teatro de bonecos no Brasil em textos antigos de Portugal. E, justo agora, minha irmã e minha tia viajam para a Europa a caminho de uma visita às origem da família, em Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Vovô Antônio Cintrão veio de Figueira da Foz, Sampaio, Moinho das Figueiras, Marinha das Ondas. Como tantos outros portugueses, vovô venceu as águas do Atlântico para encontrar na Terra Nova um sentido para sua vida; conquistou seu destino em São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Entre paulistas constituiu sua família brasileira, compondo com vovó Donária uma dupla de peregrinos pelas terras do Interior paulista. Maria Luiza, minha mãe, nasceu em Jaú. Yolanda - a tia que viaja com minha irmã Suely à santa terrinha - nasceu em Taquaritinga. E tio João nasceu em Santa Rita do Passa Quatro. Entre idas em vindas, a família estabeleceu-se na Capital, São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/S54iR1-P59I/AAAAAAAAAPQ/NHnAx5y7EAw/s1600-h/bigod%C3%A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/S54iR1-P59I/AAAAAAAAAPQ/NHnAx5y7EAw/s320/bigod%C3%A3o.jpg" vt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;José, irmão de vovô Antônio, também veio ao Brasil estimulado pelas possibilidades brasileiras. Casou-se com a irmã de vó Donária, Anita, e instalou-se em Nova Europa, perto de Araraquara, onde constituiu família e viveu por muitos e muitos anos até morrer. Um outro irmão deles, João, também tentou a sorte nestas terras, mas não se deu bem, voltando a Portugal onde casou-se com Maria José, tendo cinco filhos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a história é comprida, ficas para outro dia. O que cabe destacar aqui é que Tia Landinha e a sobrinha Suely seguem a Portugal para encontrar as raízes da família. Vão conhecer a prima Belmira, neta do João que voltou. Ela mora no lugar de origem de todos nós, um santuário da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso que eu esteja pesquisando o processo de desenvolvimento histórico das marionetes (marionetas, em Portugal; ou bonifrates, como antigamente). O teatro de bonecos do Brasil deve muito a essa raiz e é isso que busco comprovar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo indica que os espetáculos de animação com bonecos já tivessem aportado em terras brasileiras muito antes do sucesso das óperas de Antônio José da Silva, O Judeu - brilhante marionetista que foi sacrificado pela Santa Inquisição no século XVIII. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem provável que os catequizadores da Igreja Católica, especialmente jesuítas, tenham trazido marionetes na bagagem ainda no século XVI. Mais provável ainda que os bonecos fossem a animação dos tripulantes dos navios da época. Animação nada religiosa que teria aportando (e agradado) nestes brasis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas essa conversa é cansativa. O que importa é que Landinha e Su estão singrando os mares do Atlântico no caminho de volta da Família Cintrão, do Brasil para Portugal. Uma saga iniciada no início do século XX e que ainda tem muita história para ser construída. Parte dela vai ser contada quando as duas voltarem ao Brasil, enriquecidas por um reencontro familiar intercontinental que é prometido há décadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-8723783496027671191?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/8723783496027671191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=8723783496027671191&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8723783496027671191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8723783496027671191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2010/03/retorno-santa-terrinha.html' title='Retorno à santa terrinha'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/S54iR1-P59I/AAAAAAAAAPQ/NHnAx5y7EAw/s72-c/bigod%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-5366384944400797752</id><published>2010-03-05T05:36:00.002+04:00</published><updated>2010-03-06T05:26:15.632+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sonhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura tradiional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pós-graduação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='patrimônio imaterial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caipira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estudar depois de velho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura popular brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='valeparaibano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esperança'/><title type='text'>Voltei a estudar</title><content type='html'>Amigos, voltar a estudar é mágico e terrível (para não rimar com trágico). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me formei na faculdade há pouco menos de 30 anos. É quase a idade do meu filho mais velho. Depois disso, fiz vários cursos de diversas naturezas, mas nada que se comparasse à formalidade (ou ao rigor científico) de um pós-graduação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que, em nome da minha sanidade mental, não escolhi um pós-engravatante que desse nomes novos para coisas velhas ou um MBA em excel mania avançado. Estou cursando Cultura Popular Brasileira na Universidade do Vale do Paraíba, a UNIVAP, aqui em São José dos Campos. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/S5Be6-Itu6I/AAAAAAAAAPA/iy-peyUzJW0/s1600-h/Curso+Ikeda+015.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/S5Be6-Itu6I/AAAAAAAAAPA/iy-peyUzJW0/s320/Curso+Ikeda+015.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;(eu sou o véio gordão de blusa pólo verde-azul; dançávamos "no baião da Mariquinha caranguejo peixe é", de Lagoinha, SP - Foto da professora Zuleika Stefânia; O japa é o professor Alberto Ikeda).&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Diga-se de passagem, o único pós-graduação do gênero reconhecido pelo Ministério da Educação, segundo nos falam os professores. Reconhecimento é bom, mas não é o mais importante. A importância está no lugar e no foco desse curso. Está nas pessoas que o conduzem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estou conhecendo(e reconhecendo) os mestres. Mas já deu para perceber que aqui ninguém morre de picada de cobra, de coice de jegue nem de raio em tempestade. É gente sabida, pela leitura e pela vida, pelo respeito e pela fé no saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse, estamos situados em uma região riquíssima em manifestações da cultura tradicional, que passa pelo afro descendente, o indígena, o caboclo, o caipira, o europeu deserdado (ou degredado) e o asiático renascido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É região que vai da viola à rabeca, dos presépios em argila às imagens coloridas das figureiras, de São Benedito a Aparecida, das assombrações ribeirinhas às histórias encantadas, do Saci à Curupira, da paçoca de pilão ao bolinho caipira (qual deles aliás?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, eu já estava caipira e não sabia. O fato é esse. Vocês mesmos já sabiam disso porque percebiam nas crônicas interioranas que escrevia vez ou outra. Curioso, porque eu não desejava vir para o Interior. Era um ogro da Capital. Tive que mudar por força do trabalho e peguei logo o gosto pela região. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, virei caipira em Pinda, minha querida Pindamonhangaba adotada de coração. Depois em São José, essa tecnológica cidade que tem de tudo um pouco, do avião ao rugby, da orquestra sinfônica às brejeirices deliciosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, acaipirei-me pelo Vale adentro, da Silveiras do tropeirismo sempre vivo à Cunha da cerâmica noborigama tupiniquim, da Jacareí das Paulistinhas à Guararema da Escada e de São Longuinho, Guará de Frei Galvão e Queluz das revoluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o fato é que voltei a estudar e estou sofrendo um bocado para reacostumar a conduzir a conjugação de autores e conhecimentos diversos em favor de textos coesos, coerentes e inovadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção acadêmica logo vai embalar e deve promover influências em minhas crônicas. A começar por esta, que retoma minha jornada acaipirante a caminho de mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a estudar, mais do que tudo, para redescobrir minhas preferências abandonadas da música, da escultura, do teatro e da poesia/trova. De quebra, vou rever meus pais, caipiras de São João da Boa Vista (ele) e Jaú (ela), que perderam os sotaques, mas não perderam a lindeza, nunca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por eles e pelos meus filhos, quero compreender melhor as raízes que emprestaram a sabedoria dos remédios, dos temperos, da intuição e do sorriso no olhar. Quero entender porque perdemos isso e como fazer para reconquistar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que voltei a estudar e isso é gostoso demais. O fato é que voltei a sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(quer fofocar? Mande um e-mail &lt;a href="mailto:mauriciocintrao@gmail.com"&gt;mauriciocintrao@gmail.com&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-5366384944400797752?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/5366384944400797752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=5366384944400797752&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/5366384944400797752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/5366384944400797752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2010/03/voltei-estudar.html' title='Voltei a estudar'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/S5Be6-Itu6I/AAAAAAAAAPA/iy-peyUzJW0/s72-c/Curso+Ikeda+015.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-8233219045857251659</id><published>2010-01-10T07:40:00.001+04:00</published><updated>2010-01-10T07:42:52.575+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marulho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palavras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='barulho'/><title type='text'>Barulhar</title><content type='html'>Gosto do verbo barulhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até bem pouco tempo, usava a palavra meio em tom de brincadeira e nem sabia que era verbo dicionarizado. Por acidente, acabei parando no Aurélio e encontrei o verbete.&lt;br /&gt;Estava procurando “marulho” e não sei por quais cargas d’água, acabei arrastado pela correnteza da curiosidade até o verbo barulhento. Agora, à distância daquele momento, faço algumas suposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marulho, devia estar imaginando, é o som do mar. Nada disso! É o movimento ininterrupto do mar. Às vezes, nem faz barulho. Ato contínuo, devo ter ido xeretar pelos lados do “B”, talvez na dúvida de que “barulho” pudesse significar o movimento constante do bar. Não, barulho é barulho e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bar é barulhento, na maioria dos casos. Mas nem mesmo as lojas de conveniência têm barulho permanente. Entenda-se aí, barulho mesmo, não aqueles tin-tin-tins de máquinas eletrônicas ou os ron-ron-roncs de motores de frigorífico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo os bares à beira-mar não têm tanta constância assim. Barulham apesar dos marulhos e da gente mareada que vem e vai ao ritmo das marés e da madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marulham as correntezas, os calores e os frios da água salgada. Barulham em diversos humores pessoas e copos, navegando pelo bar. À beira-mar, ali, do ladinho do bar, o barulho das águas, entretanto, não é marulho, é chuá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-8233219045857251659?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/8233219045857251659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=8233219045857251659&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8233219045857251659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8233219045857251659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2010/01/barulhar.html' title='Barulhar'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-776988510779379495</id><published>2009-12-18T05:37:00.005+04:00</published><updated>2009-12-18T05:50:33.277+04:00</updated><title type='text'>Tem anti-vírus aí?</title><content type='html'>Quando o meu irmão Beto contraiu erisipela, escrevi uma crônica empolgada em defesa do mais velho, porque era uma grande injustiça dizer que a doença era característica de bambis. Tirei um sarro, é claro, porque irmão foi feito para chatear o(s) outro(s).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais imaginaria que o sarro se voltaria contra o sarrista. Descobri esta semana que contraí erisipela na perna esquerda. Ainda não sei a extensão do problema. Sei que enche muito o saco. Perna prá cima, castigo sentado e muito antibiótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, faço exames de sangue para avaliar a extensão do estrago. Na semana que vem volto à infectologista para saber se o antibiótico em dose equina que tomo a cada doze horas está fazendo efeito ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ô, bactéria calhorda! Parece vírus de computador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-776988510779379495?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/776988510779379495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=776988510779379495&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/776988510779379495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/776988510779379495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2009/12/temk-anti-virus-ai.html' title='Tem anti-vírus aí?'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-2908561879068619756</id><published>2009-12-01T14:19:00.003+04:00</published><updated>2009-12-01T14:33:25.179+04:00</updated><title type='text'>PARA CANTAR EM INGLÊS</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410213632576483906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 348px; CURSOR: hand; HEIGHT: 292px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SxTwomCyckI/AAAAAAAAAO4/EdnwZ_uy-VM/s400/beatles.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(este texto é para relembrar, já tem uns 4 anos, mas ainda é atual)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho vários defeitos. O mais grave deles, talvez, seja não falar nem escrever em inglês. Aliás, eu não entendo nada de inglês. Para falar a verdade, isso não faz falta nenhuma no meu dia-a-dia. Vivo em Português. Trabalho em Português. Amo em Português. Mas fico mordido de raiva quando gosto de uma música em língua inglesa e não consigo cantá-la. Morro de inveja dos amigos que cantarolam as estrofes igualzinho aos artistas. E isso não é de agora, vem desde pequeno, quando o pessoal ouvia Elvis e Beatles e eu boiava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lembro que naqueles tempos havia um curso transmitido pela TV Cultura, de São Paulo, em que as lições eram dadas em cima das letras de música. Puxa, como eram legais aquelas aulas. Caíam como uma luva para as minhas modestas ambições. Não quero saber inglês para fazer grandes negócios ou para escrever uma declaração de amor à Sharon Stone. Queria saber cantar em inglês, só isso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O meu filho João Paulo, resolve bem essas questões. Ele põe a música no driver do computador (aquele tocador de CD do micro) e canta do jeito dele, na base do iéis-bêibi-tchíqui-tchu-guéder. É bonito de ver. Ele gosta das músicas e acompanha como entende, imitando os sons. E se diverte. Sabe ouvindo o quê? The Beatles. Veja só que coisa. Ele curte Beatles e canta com eles na base do "tróbous-cróbous" como eu nunca tive coragem de fazer nem quando menino, muito menos depois de adulto. Não tenho a mesma coragem, definitivamente. Em público, ainda, nem pensar! Até faço isso sozinho de vez em quando, no banho, por exemplo. Só quando não tem ninguém em casa. E ainda canto baixinho para não dar bandeira.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Puxa, deveria ter um curso de inglês para quem deseja apenas cantar. Nada que implicasse em ficar repetindo dis-is-a-têibou ou gúdi-mórnin-títcher. Seria um curso para cantores frustrados como eu. Tenho certeza que existem outros candidatos a cantores, fãs dos Beatles e analfabetos em inglês como eu. Tem que haver!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não me interessa entender ou traduzir as letras. Não, seria uma decepção. Já vi algumas versões de músicas de John e Paul. Fiquei horrorizado. Acho que deve ser como encontrar uma pessoa que você só conhece das salas de bate-papo da Internet. Não tem nada a ver com o que imaginava. "Rélpi-ai-nidi-sambóre" é lindo porque é "rélpi-ai-nidi-sambóre, ôô, iéis!". Nada de cultura, nada de ilustração. Eu quero apenas cantar igual ao disco, poxa! E não ria que é sério. Ninguém liga para um garoto que arrisca as primeiras melodias cantadas em um inglês de marciano, como o meu filho. Mas um velho como eu, ah!, seria motivo de gozação. Tenho certeza.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Imagine a cena. Eu aqui, escrevendo, ouvindo meu CD e murmurando um empolgado: "sânsin-in-de-uêi-chi-uuuuussss". O Gabriel, meu filho mais velho, que fala, lê, canta e escreve em inglês, olharia com aquela cara de John Wayne na frente de um apache e diria: "Tsk! Tsk! Por que você não aprende inglês de uma vez, heim, pai?". Ele não entenderia a resposta. Eu não quero aprender inglês. Eu só quero cantar os Beatles!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-2908561879068619756?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/2908561879068619756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=2908561879068619756&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/2908561879068619756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/2908561879068619756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2009/12/para-cantar-em-ingles.html' title='PARA CANTAR EM INGLÊS'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SxTwomCyckI/AAAAAAAAAO4/EdnwZ_uy-VM/s72-c/beatles.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-3946926468888122968</id><published>2009-11-27T19:21:00.003+04:00</published><updated>2009-11-27T19:23:30.190+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amizade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desencanto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mundo virtual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='twitter'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reencontro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='twitteiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paixão'/><title type='text'>O que esperar do Twitter?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/Sw_uk5o99KI/AAAAAAAAAOw/NYIv1ZAJAWk/s1600/twitter.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408803995210609826" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 125px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/Sw_uk5o99KI/AAAAAAAAAOw/NYIv1ZAJAWk/s400/twitter.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma das recentes curiosidades da Internet é o Twitter, o microblog que movimenta milhões de fãs em todo o mundo. As pessoas estão se reencontrando em um espacinho de 140 caracteres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com poucas palavras, algumas imagens e eventualmente música, alguns voltam a amar. Outros deixam de amar uns para amar outros. A moça revela tristezas e os seios. O rapaz recita poesias e asneiras. Vetustos professores encantam menininhas. Meninas travessas enlouquecem possíveis professores. Poetas filosofam. Filósofos contam piadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que muitas pessoas mudaram seus hábitos diários e agora trocam aspirações, angústias, piadas e malícias (não nessa ordem necessariamente) pelo Twitter. Gente com o eu que há muito tempo não teclava ao vivo nesse mundão eletrônico. De repente, voltou a ser interessante trocar impressões no mundo digital, sem impressões digitais, na maior parte dos casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais curioso é que personagens ganham celebridade e continuam sendo personagens, sem necessidade de revelar seus criadores. Há muitos casos em que a brincadeira está exatamente em não sair da personagem e procurar variações que justifiquem a sobrevivência do alter ego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda aprendo com essas novidades. Apanho dos mecanismos de acompanhamento de comentários e mensagens, mas já me entendo bem em algumas esferas desse universo de gente conversadeira. E bote conversa nisso. Dependendo do de twitteiros que você acompanhe, as mensagens mudam na velocidade do aperto da tecla “enter”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu estou escrevendo como se vocês não soubessem o que é Twitter. Santa ingenuidade! Aliás, enquanto perco tempo nesta lenga-lenga, um monte de gente já postou mensagens que ainda não li e, com certeza, estou ficando desatualizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que eu não tenha tempo para acompanhar os comentários o dia inteiro. Reservo o início da manhã, a hora do almoço e a noite para xeretar o que se twitta por aí. E recebo tanta informação que nem sei o que fazer com tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa talvez seja a grande novidade: como lidar com tanta novidade. Hehe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-3946926468888122968?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/3946926468888122968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=3946926468888122968&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/3946926468888122968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/3946926468888122968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2009/11/o-que-esperar-do-twitter.html' title='O que esperar do Twitter?'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/Sw_uk5o99KI/AAAAAAAAAOw/NYIv1ZAJAWk/s72-c/twitter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-4365730175493353356</id><published>2009-11-24T23:11:00.001+04:00</published><updated>2009-11-24T23:13:32.898+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adolescente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='descoberta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='menino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='primeiro beijo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>O primeiro beijo</title><content type='html'>O primeiro beijo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro beijo foi obra e graça da Gabriela. Ela foi a grande responsável pela conquista. Tecnicamente, eu também estava lá, é claro, ou não haveria meu primeiro beijo. Mas, de fato, inteiro eu não estava. Estava a milhões de anos luz de distância, pererecando feito um meteorito, de alegria, de medo e de ansiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, para valer, o primeiro beijo era um dos maiores mistérios do Universo, para nós, alunos do IV Centenário, da Rua Bom Pastor. A incógnita não era saber o que fazer durante o beijo. Isso a gente sabia, conversava bastante e discorria a respeito com a mesma naturalidade com que se versava sobre raiz quadrada. O grande problema era saber onde colocar o nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando conto essa história, as mulheres riem. Riem porque nunca foram meninos. O nariz, meu Deus, onde colocar o nariz? Devo confessar que, nas teorizações do grupo, imaginava-se o beijo (com nariz), como a entrada de um astronauta na cápsula da Gemini I. Isso porque ninguém tinha coragem de perguntar aos meninos mais velhos como funcionava, para não virar motivo de gozação pelos próximos milênios. O negócio era adivinhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as mulheres desconsideram esses momentos solenes e a Gabriela não poderia ser diferente. Nem deu chance para estudos de campo a respeito do assunto. A noite morna de brisa leve e céu estrelado, à beira-mar, foi cenário espetacular para o maior susto de minha vida. Ela veio, agarrou meu rosto e, ignorando solenemente meus cálculos espaciais, mandou bala num beijo de boca cheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu lá, concentrado, naquele pequeno espaço entre Marte e Ilhabela, sentindo que o Sheppard já estava a bordo mas sem saber se punha o capacete ou não, se fazia contagem regressiva ou abria os pára-quedas. Fiquei meio fora de órbita por algumas horas, com aquela expressão embasbacada de quem foi “abseduzido” por uma marciana gulosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dono de toda essa verve romântica, minha carreira de namorado (naquela época, a gente beijava e virava namorado) durou os dois últimos dias de férias. E como amor de praia não sobe a serra, só voltei a ver a Gaby uma única vez, em São Paulo, para saber que não a beijaria nunca mais. Perdê-la no entanto, acabou não sendo o problema. Doeu, é claro; afinal, eu havia ganho o título de conquistador naqueles braços. Mas a maior dificuldade foi na volta às aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cometi o deslize de contar ao André, meu maior amigo de classe, que havia conhecido as estrelas nos lábios da Gabriela. Já no primeiro recreio, fui cercado pelos outros colegas, ansiosos por saber: “e o nariz, onde põe o nariz?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só aí percebi que não sabia explicar. E meu primeiro beijo - que daria diploma de galã e direito a líder da turma -, foi tratado como a mentira mais mal contada da volta das férias. Com direito a gozação de todos os garotos mais velhos da escola, justo o que eu queria evitar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-4365730175493353356?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/4365730175493353356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=4365730175493353356&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/4365730175493353356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/4365730175493353356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2009/11/o-primeiro-beijo.html' title='O primeiro beijo'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-7403344009097069248</id><published>2009-11-13T17:31:00.003+04:00</published><updated>2009-11-13T17:45:08.529+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='distância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amizade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='parceria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='abandono'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='integração'/><title type='text'>Afastamentos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/Sv1iyhoFytI/AAAAAAAAAOo/MJSvnssmUmg/s1600-h/cumprimento.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403583748073966290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 380px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/Sv1iyhoFytI/AAAAAAAAAOo/MJSvnssmUmg/s400/cumprimento.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;Os afastamentos acontecem e fazem parte da vida. As pessoas têm suas coisas, suas vidas. Nos últimos tempos, falta tempo. Falta tempo para muita gente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tenho pensado muito nisso. Queria parar e ligar para as pessoas queridas que há muito não vejo. Fico triste porque a rotina de compromissos me afasta do próprio desejo. Esqueço e, quando lembro, já não há tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem está afastado, porém, não precisa estar distante. Amigo que é amigo, sempre está presente. Os amigos ficam conosco. Onde quer que estejamos, nos acompanham. É quase uma sina. Ficam pertinho, apesar de estarem a quilômetros, às vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi há muito tempo que os amigos não são apenas eles e suas roupas, manias, gostos e sorrisos. São tudo isso e o que por eles sentimos. É assim que nos transformamos em amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tê-los presentes, os amigos não precisam acampar em nossos caminhos. Eles simplesmente ficam. E continuam ficando, queridos, presentes, a despeito da falta de um abraço gostoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, por exemplo, estou acompanhado enquanto escrevo.&lt;br /&gt;Ficamos por aqui, solitários no garimpo dos pensamentos. Estamos eu, o computador e não sei quantas pessoas queridas. Muitas delas, há anos não vejo. Solenes, dividimos o silêncio barulhento da criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomam um cafezinho, zombam de minhas dificuldades, participam de minhas angústias, alegrias e necessidades. Ninguém vê, ninguém de fora sente. Eles estão em mim, na verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que não se queira, as pessoas que importam passam a fazer parte da gente. Talvez por isso, seja tão difícil a amizade. O perfume do amigo é permanente, não sai. E o que fizermos de errado ficará, para sempre, com o perfume de nossa gente, de nossos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, no fundo, os afastamentos não deveriam incomodar. Por uma ligação qualquer, uma internet intergalática que não usa Windows nem cai no meio do bate-papo, volto a conversar, mesmo sem querer, com as pessoas de quem gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo agora e sinto os perfumes de muitas amizades. Emprestam palavras, sugerem sentimentos e dão a certeza de que, até nos piores apertos, sozinho eu não fico. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Alguns médicos ainda não sabem, mas o corpo humano é formado por cabeça, tronco, membros e... amigos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-7403344009097069248?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/7403344009097069248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=7403344009097069248&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/7403344009097069248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/7403344009097069248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2009/11/afastamentos.html' title='Afastamentos'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/Sv1iyhoFytI/AAAAAAAAAOo/MJSvnssmUmg/s72-c/cumprimento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-5889938408720284075</id><published>2009-11-10T04:59:00.001+04:00</published><updated>2009-11-10T05:02:34.583+04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Na primeira noite eles se aproximam&lt;br /&gt;e roubam uma flor&lt;br /&gt;do nosso jardim.&lt;br /&gt;E não dizemos nada.&lt;br /&gt;Na segunda noite, já não se escondem;&lt;br /&gt;pisam as flores,&lt;br /&gt;matam nosso cão,e&lt;br /&gt; não dizemos nada.&lt;br /&gt;Até que um dia,&lt;br /&gt;o mais frágil deles&lt;br /&gt;entra sozinho em nossa casa,&lt;br /&gt;rouba-nos a luz, e,&lt;br /&gt;conhecendo nosso medo,&lt;br /&gt;arranca-nos a voz da garganta.&lt;br /&gt;E já não podemos dizer nada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Alves da Costa - No caminho com Maiakovski&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-5889938408720284075?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/5889938408720284075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=5889938408720284075&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/5889938408720284075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/5889938408720284075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2009/11/na-primeira-noite-eles-se-aproximam-e.html' title=''/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-7724226426338493016</id><published>2009-10-31T01:12:00.002+04:00</published><updated>2009-10-31T16:35:08.333+04:00</updated><title type='text'>Eu e os artesanatos</title><content type='html'>Muita gente pergunta como consigo arranjar t&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SuwurzCU18I/AAAAAAAAAOY/YGWY3XtftB8/s1600-h/saci.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398741383279597506" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SuwurzCU18I/AAAAAAAAAOY/YGWY3XtftB8/s400/saci.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;empo para fazer artesanato. A curiosidade é compreensível. Não é comum encontrar pessoas com atividades profissionais que absorvem, como a minha, e ainda têm tempo para seguir com a carreira de escritor, fazer palestras e produzir artesanato. Não sobra tempo para nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo anda curto mesmo, fazendo ou não fazendo tudo o que faço. Meu trabalho oficial absorve a imensa maioria do dia, no escritório e fora dele. E até por conta disso, o potenciômetro que mede o estresse fica, às vezes, com o ponteiro lá em cima (ou lá embaixo, dependendo da leitura). O problema, ou a vantagem, é que as outras atividades funcionam como válvulas de escape; se a vida complica, conto com elas para esvaziar o tanque das amarguras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais ou menos como se eu acumulasse combustível sempre que ficasse de saco cheio. Gasto a lenha acumulada (calma, não tem sentido figurado) com a escrita, as palestras e o artesanato. Entre outras coisas feitas artesanalmente estão pins de geladeira. Ultimamente, tenho me dedicado a produzir figurinhas do folclore brasileiro. Não é de hoje que a Cuca e o Saci têm minha preferência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inconsciente é irônico. A Cuca é uma adaptação brasileira da bruxa velha, a Coca que veio de Portugal nos tempos da colonização. Mulher velha e malvada (não porque velha), com cabeça de Jacaré e unhas de gavião. O Saci-Pererê é uma divindade menina, talvez um parente d’além mar do Trasgo português, que acabou sendo misturado com mitos indígenas e africanos. Ele apronta toda a sorte de traquinagens com todo mundo e (segundo a versão que eu prefiro), não o faz por maldade, faz de molecagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu Saci e a minha Cuca são do bem. E ajudam a espantar os males da estafa. Por isso, me pego a produzi-los nos momentos livres. Mas como fazer se o tempo livre é tão escassso? Tenho uma estratégia que funciona bem. Primeiro, crio várias versões da mesma personagem. Depois, escolho as versões mais interessantes. Em seguida, crio um molde de silicone e passo a reproduzi-los em escala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O truque está em fazer dezenas de reproduções e deixá-las secando. Uma hora sobra tempo e eu passo a pintar as figurinhas uma a uma, com paciência de quem perdeu o ônibus e só vai ter nova condução no dia seguinte. Às vezes, consigo ficar pintando por horas. Outra tantas, não paro muito mais do que alguns minutos e, de tempinho em tempinho, vou montando o estoque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última fornada acabou saindo na capa do caderno Vale Viver, da editoria de Variedades do jornal Valeparaibano, aqui de São José dos Campos (SP). Foi uma homenagem à Festa do Saci e seus amigos, que começa nesta sexta, em São Luiz do Paraitinga, localizada às margens da rodovia que liga Taubaté a Ubatuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sábado, 31 de outubro, comemora-se o Raloim caipira, porque esse é o Dia do Saci. Viva o Saci. Viva nóis! Viva Tudo! Viva o Chico Barrigudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, sugiro que vocês conheçam o site da entidade festeira, a SOSACI – Sociedade dos Observadores de Saci: &lt;a href="http://www.sosaci.org/"&gt;http://www.sosaci.org/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dá licença que eu vou sacizar. #saci&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-7724226426338493016?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/7724226426338493016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=7724226426338493016&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/7724226426338493016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/7724226426338493016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2009/10/eu-e-os-artesanatos.html' title='Eu e os artesanatos'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SuwurzCU18I/AAAAAAAAAOY/YGWY3XtftB8/s72-c/saci.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-894181202421498214</id><published>2009-10-30T15:35:00.002+04:00</published><updated>2009-10-30T15:40:53.750+04:00</updated><title type='text'>Olha só os sacis que fiz na capa do caderno de artes e espetáculos do jornal Valeparaibano</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SurQsPSnCOI/AAAAAAAAAN4/dHwBKZ2Byyw/s1600-h/sacis+no+Vale.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398356561794369762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SurQsPSnCOI/AAAAAAAAAN4/dHwBKZ2Byyw/s400/sacis+no+Vale.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-894181202421498214?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/894181202421498214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=894181202421498214&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/894181202421498214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/894181202421498214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2009/10/olha-so-os-sacis-que-fiz-na-capa-do.html' title='Olha só os sacis que fiz na capa do caderno de artes e espetáculos do jornal Valeparaibano'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SurQsPSnCOI/AAAAAAAAAN4/dHwBKZ2Byyw/s72-c/sacis+no+Vale.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-2430796926500629747</id><published>2009-10-25T02:32:00.004+04:00</published><updated>2009-10-25T02:43:21.799+04:00</updated><title type='text'>VII Festa do Saci e seus amigos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SuOCwmOWAnI/AAAAAAAAANw/HpW0pIyBDDI/s1600-h/sacizada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396300549926027890" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 296px; CURSOR: hand; HEIGHT: 318px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SuOCwmOWAnI/AAAAAAAAANw/HpW0pIyBDDI/s400/sacizada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;Essa festa promete. De 30 de outubro a 01 de novembro, a cidade de São Luiz do Paraitinga (SP) promove a VII Festa do Saci e seus Amigos. O acpontecimento é uma iniciativa da SOSACI – Sociedade dos Observadores de Saci, e da Prefeitura. Sempre é bom lembrar: 31 de Outubro é Dia do Saci e seus Amigos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Festa começa dia 30, às 19 horas, com apresentação da Famig – Fanfarra Monsenhor Ignácio Gióia, na praça, seguida do passeio saciclístico (19:10), lançamento do Anuário da Mitologia Brasílica, de Mouzar e Ohi (19:30) e de seminário sobre a história da música caipira e a via da cultura (20:00). Haverá, ainda, os seguintes shows: violeiros Louro e Lucas, de São Luiz (20:00); percussão com Dinho Nascimento em “Ser Hum Mano” (21:30), e Grupo de Serestas, pelas ruas do centro (23:00).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Saiba mais da programação no site da Sosaci: &lt;a href="http://www.sosaci.org/"&gt;http://www.sosaci.org/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-2430796926500629747?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/2430796926500629747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=2430796926500629747&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/2430796926500629747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/2430796926500629747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2009/10/vii-festa-do-saci-e-seus-amigos.html' title='VII Festa do Saci e seus amigos'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SuOCwmOWAnI/AAAAAAAAANw/HpW0pIyBDDI/s72-c/sacizada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-8567000503095047670</id><published>2009-10-17T02:51:00.003+04:00</published><updated>2009-10-17T02:58:15.983+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não dançar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='menina de rosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ypiranga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dançar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bee Gees'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='timidez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='domingueiras'/><title type='text'>O gordinho e a menina de rosa</title><content type='html'>Deixei muitos pedaços por aí. Uso como cola as lembranças que voltam. Com elas, reconstituo minhas andanças. É assim, por exemplo, quando ouço as músicas lentas da infância. Imediatamente, fico sem jeito, meio ridículo. Volto a ser aquele menino que ia ganhar coragem para tirar a menina de vestido rosa para dançar, mas que nunca tirou. Tentava, mas não conseguia. Puxa, eu juro, tentava mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gastei muitos bailes no Clube Atlético Ypiranga para criar coragem, levantar, seguir, andar determinado em direção à menina de vestido rosa... Mas, ali, na hora da verdade, desviava. Eu sempre desviava. Via um ET no salão, um morcego verde na cortina, uma minhoca jogadora de basquete... e fugia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se ela notava. Eu queria tirá-la para dançar. Queria, sim! Só não conseguia. Jamais consegui. Acho que ela também não conseguiu, porque não me lembro de tê-la visto dançando com ninguém. Estava lá, no mesmo lugar, com o mesmo vestido, sentada no canto, esperando pelo bailarino que não chegou. Era minha parceira, havia de ser, meu Deus, sempre foi. Minha parceira que não foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci, mudei do bairro e nunca mais vi a menina de rosa. Até hoje tenho altos grilos para dançar. Apesar dos whiskies quebra-gelo e das vezes em que balancei ao som dos bailes da vida, nunca pude dançar inteiramente. Creio que meu pedaço dançarino ainda vaga lá pelo salão do clube, feito alma penada, vacilante, seguindo em direção à cadeira que já não tem a menina de vestido rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se outras pessoas já experimentaram isso. Ao ouvir músicas dos tempos das domingueiras, tenho a estranha sensação de visitar um museu. Eu as sinto como sendo de um passado remoto. Feito as peças que pertenceram a alguém de dois ou três séculos atrás. As músicas lentas da meninice me fazem viajar, como se houvesse dançado com a menina de rosa, mas nunca dancei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porventura, se você for dessa época das domingueiras do Ypiranga e conhecer aquela que já foi a menina do vestido cor-de-rosa, por favor, não fale de meu medo. Fale apenas que o par estava lá, sim, e a admirava, encantado. Diga que ele quase chegou, mas perdeu para o ímpar das circunstâncias. Fale que o menino gordinho do outro lado do salão dançava com ela de coração. Coração bailarino que, ainda hoje, ensaia passos elaborados ao som dos Bee Gees.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(esta é a crônica-título do meu livro, lançado na Bienal do Livro de São Paulo, em 2004; resolvi publicá-la em homenagem aos alunos da Univap que assistiram à minha palestra, esta semana)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-8567000503095047670?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/8567000503095047670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=8567000503095047670&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8567000503095047670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8567000503095047670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2009/10/o-gordinho-e-menina-de-rosa.html' title='O gordinho e a menina de rosa'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-8962621711084320383</id><published>2009-10-05T03:02:00.001+04:00</published><updated>2009-10-05T03:04:53.157+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='visual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='simetria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='foto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='parada'/><title type='text'>60 Anos de Rep. Popular da China</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SskpwFMZsJI/AAAAAAAAANo/WudJh3dMhdk/s1600-h/Boston+Globe+AP+Photo+-+Xinhua,+Xie+Huanchi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388884335130161298" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SskpwFMZsJI/AAAAAAAAANo/WudJh3dMhdk/s320/Boston+Globe+AP+Photo+-+Xinhua,+Xie+Huanchi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Belíssima foto publicada no Big Picture do Boston Globe - &lt;a href="http://www.boston.com/bigpicture/2009/10/china_celebrates_60_years.html"&gt;http://www.boston.com/bigpicture/2009/10/china_celebrates_60_years.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-8962621711084320383?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.boston.com/bigpicture/2009/10/china_celebrates_60_years.html' title='60 Anos de Rep. Popular da China'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/8962621711084320383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=8962621711084320383&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8962621711084320383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8962621711084320383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2009/10/60-anos-de-rep-popular-da-china.html' title='60 Anos de Rep. Popular da China'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SskpwFMZsJI/AAAAAAAAANo/WudJh3dMhdk/s72-c/Boston+Globe+AP+Photo+-+Xinhua,+Xie+Huanchi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-9152028786228804854</id><published>2009-07-31T02:03:00.001+04:00</published><updated>2009-07-31T02:04:57.225+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='luto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crescer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='perder'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='heróis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vulnerabilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'>Perdendo heróis</title><content type='html'>(uma antiga crônica minha que vale a pena reler)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdemos muitas coisas ao longo da vida: amigos, dinheiro, amados e bugigangas. O tempo passa e percebemos que a dinâmica implacável das derrotas aumenta em ritmo e intensidade. Perdem-se os dentes, a memória, o ânimo e alguns sonhos. Perdem-se amores para sempre. Alguns se vão por esclerose. Outros seguem seus caminhos por conta dos erros de cálculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vão-se os amigos, as amadas e as amarras. E nem o vento volta para nos empurrar mar adentro. Partem os vizinhos, os colegas de trabalho e os próprios empregos. Morre muita gente pelo caminho. Uns morrem de burrice. Outros morrem de velhice. Vários cederam às tentações e decepcionaram. Morreram também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sítio morre para garantir a poupança. A casa cede ao apartamento pelo desperdício de espaço. O carro falha, o sapato fura e o pijama fica. Pára o relógio mais querido, some o brinquedo que seria para sempre, fica para trás alguma coisa importante da qual agora eu já nem lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destino é infiel e decidido. Mesmo que eu acredite que nada está decidido. Fui criado para lutar e fazer o futuro que pudesse conquistar. Apesar disso, assisto espantado aos lances definitivos do acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse mundo de perdas, a pior de todas é a da sensação de invulnerabilidade. Depois de certa idade, morrem os pais, os tios, os padrinhos. Parece que combinam. Chega um momento e morrem todos aqueles que nos deram tudo o que somos (ou boa parte das perdas e dos ganhos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos percebemos que até os nossos heróis acabam sendo abatidos. E é difícil aceitar que não há mais quem nos proteja da vida. É quando, mesmo já adultos, marmanjos, perdemos de vez o que podia sobreviver da meninice protegida. Ou viramos nós mesmos os heróis de nossos filhos, sobrinhos e afilhados, ou perdemos todos e tudo, a começar pela esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste perceber que nascemos dessas perdas. Renascemos, na verdade. Recomeçamos de onde estávamos para seguir além do possível.  Até que o tempo, a burrice ou as decepções nos matem. E ganhemos o status de buracos nas vidas daqueles que nos amam (ou nos amaram).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos tempos tenho perdido muita gente querida. E não gosto de acreditar no inevitável. Queria muito poder voltar a ser o cowboy de mentirinha que montava no cavalo-goiabeira do jardim. Arremessar mangas na cachoeira como se fossem granadas de uma guerra imaginária (e eu sempre vencia). E exercitar meus super poderes de brincadeira enquanto meus velhos heróis batalhavam de verdade para que eu pudesse brincar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas até os meus heróis acabaram perdendo. E como se não soubesse que isso fosse acontecer, fico muito triste. Talvez não quisesse acreditar. Pois os próximos a perder serão meus filhos, sobrinhos e afilhados, que escolheram a mim, pobrezinhos, para ser o super herói que vai morrer um dia. E eu não quero que eles cresçam, porque vão perder o que venho perdendo nestes últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nós, humanos, somos feitos daquilo que perdemos. E nada mais podemos fazer que não reconstruir em nós mesmos aqueles que nos fizeram vencer. Até para sabermos perdê-los. Até para saber que um dia também seremos perdidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-9152028786228804854?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/9152028786228804854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=9152028786228804854&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/9152028786228804854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/9152028786228804854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2009/07/perdendo-herois.html' title='Perdendo heróis'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-1831174892956593881</id><published>2009-04-18T18:24:00.003+04:00</published><updated>2009-04-18T18:43:23.232+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='criança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alegria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='choro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conquista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adoção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filhos'/><title type='text'>O caminhar e o choro</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/Senm3y7xt3I/AAAAAAAAANg/k7FgFN_3irc/s1600-h/p%C3%A9+e+sand%C3%A1lia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326041880582010738" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/Senm3y7xt3I/AAAAAAAAANg/k7FgFN_3irc/s320/p%C3%A9+e+sand%C3%A1lia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Pedro usou esta semana seu primeiro par de tênis. Adorou e não quis mais tirar os calçados. É engraçado acompanhar esses detalhes da evolução dos filhos. São momentos que a gente guarda para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pequeno Pedro já é dono de três ou quatro pares de sandálias de borracha (acho que chamam papetes, aquelas de prender com elástico, no calcanhar). Agora, com os tênis, ele inicia literalmente uma nova caminhada pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse momento do Pedro me lembrou da minha filha Jéssica, quando a conheci (e me apaixonei) há 12 anos. Foi com sandalinhas brancas e vestido creme que ela chorou pela primeira vez no meu colo, ainda sem intimidade, balbuciando uma ou outra palavrinha difícil de entender. Era março de 1997 e eu começava uma nova caminhada pelo mundo. Acho que usava tênis, mas não tenho certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, fui ao Interior de São Paulo conhecer meus filhos: o João Paulo, que tinha seis anos, a Mônica, que tinha quatro, e a pequena Jéssica, de quase dois. A princípio, achei um absurdo trazê-los todos juntos para casa. Não tinha dinheiro, nem perspectivas de melhorar de vida. Mas o choro da pequenina encontrou dentro de mim os caminhos do convencimento. Foi o jeito da Jéssica se instalar em meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca é demais lembrar: trazê-los para minha vida foi um desafio que não assumi sozinho. Uma decisão dessas é difícil de tomar sozinho. Foi uma ação que resultou de um projeto desenhado e executado em conjunto com a Regina, com quem era casado na época. Gabriel, meu filho mais velho, que tinha 16 anos de idade, também participou das discussões. Mas a decisão de adotá-los foi do então casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desses 12 anos, o Pedro, agora, é o novo pequenino da minha vida. Hoje, sou casado com a Viviane e Pepeu é o sexto filho em uma história que tem dois biológicos, três adotivos e uma enteada (que é filha, também). Tudo isso em três casamentos. E por uma curiosa coincidência, os tênis conquistam os pés do pequenino Pedro no mesmo mês em que se completam 12 anos da entrada de três dos meus filhos em minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Jéssica já chorou muitas outras vezes desde que conquistou meu coração. Em alguns casos, chorei junto, amparando e abraçando. Em outros, fui o motivo do choro, seja por um não, uma palmada ou um castigo qualquer. Houve casos em que ela chorou e não tive como impedir, mesmo estando por perto. Tantos outros choros não aconteceram porque eu pude agir. Ambos já choramos em separado aqui ou ali (às vezes pelo mesmo motivo) e porque a vida é assim mesmo: leva a gente chorar e não há o que se possa fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo o Pedro caminhar aos tropeções com seu tênis novo, volto a ficar emocionado e disfarço o choro de pai admirado, feliz por testemunhar mais essa conquista da vida. E celebro a lembrança das tantas conquistas que já tive com todos os filhos, cada um a seu tempo, cada um a seu modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda vou rir e chorar com muitas outras histórias construídas pelas crianças (ainda considero a todos como crianças, mesmo ao Gabriel, que casou com a Luanna e segue seu destino). Cada uma das histórias dos filhos é pessoal e intransferível, como a paternidade, mesmo à distância, mesmo em casamentos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pedro caminha com seus novos tênis e eu agradeço a Deus por está aqui para ver isso. Espero viver muito mais para assistir e depois lembrar dessas pequenas conquistas que constroem o mundo. Como do choro da Jéssica que me conquistou há 12 anos, quando eu nem imaginava que tivesse coração para tanta vida.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-1831174892956593881?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/1831174892956593881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=1831174892956593881&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/1831174892956593881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/1831174892956593881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2009/04/o-caminhar-e-o-choro.html' title='O caminhar e o choro'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/Senm3y7xt3I/AAAAAAAAANg/k7FgFN_3irc/s72-c/p%C3%A9+e+sand%C3%A1lia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-2140487347076515323</id><published>2009-04-04T01:23:00.001+04:00</published><updated>2009-04-04T01:29:19.259+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desrespeito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desafeto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='abandono'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filhos'/><title type='text'>Não, você não sabe...</title><content type='html'>Sabe, pai? Não, você não sabe... Sua filha foi dormir chorando. Sabe por quê? Não, você não sabe. Não deve fazer a mínima idéia. Ela está desistindo de você. E isso dói. Dói para ela, é claro, porque você nem desconfia que isso esteja acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não a vê há meses. Parecem anos para ela. Parecem séculos. E a cada dia que passa, a garotinha de olhos brilhantes desenvolve um olhar cansado, envelhecido, de quem já não tem mais paciência de esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você não vê, então, não sabe. Só pode ser esse o motivo de tanta indiferença. Porque, se soubesse, se percebesse o tamanho da dor que provoca, agiria diferente. Teria um pouquinho mais de consideração por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você não sabe, não percebe. E usa argumentos insustentáveis (até para uma criança) para explicar o inexplicável. Você não vem visitá-la e essa verdade adquire dimensões assustadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você ainda estivesse longe... Mas os sonhos de abraçá-lo estão apenas a uma hora de viagem, talvez um pouco mais. Ela já compreendeu isso. E sabe que não há muitos motivos para justificar sua falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está longe e não sabe, mas ela já se sentiu culpada por desejar sua vinda. Chegou a ficar brava com ela mesma por desejar vê-lo. Pois se sentia malvada por não conseguir disfarçar a tristeza provocada pela sua ausência. Mas isso está virando passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passa e ela vê outros exemplos na escola, na vizinhança, até em casa. E faz comparações. Outros pais, mesmo separados, fazem muito mais do que você. E ela já percebeu que dinheiro e posses nada têm a ver com a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de dinheiro atrapalha? Claro que atrapalha. Mas se há empenho e amor, até a falta de dinheiro se apequena. Porém, você não vê, então, não percebe. A neblina dos seus problemas roubou a sua capacidade de enxergar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba que sua menininha cresce, vira moça, evolui. Logo, será adolescente e você não terá mais oportunidades para se fazer presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tristemente, você ocupará uma posição nebulosa no passado dela. Será quase um estranho. Como se desejar o pai por perto fosse coisa de criança, um daqueles desejos mágicos dos tempos de infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há tempo. Mas você não sabe, você não vê...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-2140487347076515323?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/2140487347076515323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=2140487347076515323&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/2140487347076515323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/2140487347076515323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2009/04/sabe-pai-nao-voce-nao-sabe.html' title='Não, você não sabe...'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-4288391852439996796</id><published>2009-03-25T11:07:00.002+05:00</published><updated>2009-03-25T11:10:54.515+05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feijão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paralenda'/><title type='text'>Paralenda</title><content type='html'>O rei manou me chamar&lt;br /&gt;Pra casar com sua filha&lt;br /&gt;Só de dote ele me dava&lt;br /&gt;Europa, França e Bahia&lt;br /&gt;Me lembrei do meu ranchinho&lt;br /&gt;Da roça, do meu feijão&lt;br /&gt;O rei mandou me chamar&lt;br /&gt;Ó seu rei, não quero, não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(resgatada pelo interessante site &lt;a href="http://www.jangadabrasil.com.br/"&gt;http://www.jangadabrasil.com.br/&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-4288391852439996796?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/4288391852439996796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=4288391852439996796&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/4288391852439996796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/4288391852439996796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2009/03/paralenda.html' title='Paralenda'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-6361874100563782263</id><published>2009-03-23T01:35:00.001+05:00</published><updated>2009-03-23T01:37:55.678+05:00</updated><title type='text'>trava trava</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Tinha tanta tia tantã.Tinha tanta anta antiga.Tinha tanta anta que era tia.Tinha tanta tia que era anta." Curioso e apropriado trava línga do folclore. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-6361874100563782263?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/6361874100563782263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=6361874100563782263&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/6361874100563782263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/6361874100563782263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2009/03/trava-trava.html' title='trava trava'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-700306661048864751</id><published>2009-03-18T09:04:00.002+05:00</published><updated>2009-03-18T09:07:21.222+05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escuridão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medíocres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='idiotas'/><title type='text'>Luz, tragam a luz!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Senhor, iluminai os medíocres! Se não der para iluminar a todos, pelo menos arranje uma luzinha de emergência. Se for complicado mesmo assim, por favor, empreste um farolete. Vou brincar de teatro de sombras. Nesse meio tempo, abençoai o bom senso e nos livrai da idiotice, antes que seja tarde de mais, amém!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-700306661048864751?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/700306661048864751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=700306661048864751&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/700306661048864751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/700306661048864751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2009/03/luz-tragam-luz.html' title='Luz, tragam a luz!'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-1315525021323700040</id><published>2008-11-27T05:19:00.003+05:00</published><updated>2008-11-27T05:26:28.786+05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='revelação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mães'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='transparência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adotivos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sinceridade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adoção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filhos'/><title type='text'>E se o filho não nasce da gente?</title><content type='html'>Meus amigos, publiquei o texto abaixo há 10 anos. Mas ele ainda é tão atual. Trata de um assunto que me toca muito forte. Fala sobre os pais adotivos que não revelam aos filhos sua condição de filhos escolhidos. Não fazem por maldade. E por isso mesmo, escrevi a crônica que segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.........&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tem filho adotivo e ele não sabe disso, acho que você ainda não tem um filho. Desculpe, mas filhos só são filhos de verdade quando podem ser filhos na verdade. Não importa se adotivos ou não. Eles não podem ser filhos de mentirinha. Mesmo porque, esses baixinhos têm uma capacidade incrível de saber de coisas que nem a gente sabe direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há estudos mostrando que as crianças têm registros de memória desde os tempos de útero das genitoras. Genitoras, sim, esse nome estranho que faz referência àquelas que geraram. Genitoras são diferentes de mães, aquelas que criam, acompanham e sofrem, torcem a favor e dão castigo, amam, choram e cometem erros e acertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, lá dos tempos em que estavam nas barrigas daquelas que os geraram, os filhos adotivos trazem lembranças por vezes irreconhecíveis. Muito desse reconhecimento depende do conhecimento das verdades sobre suas origens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, falo daqui, meio metido: filhos adotivos não podem passar por filhos biológicos de pais adotivos. Quer dizer, podem até ser enganados por um tempo, mas, vai chegar a hora da verdade e se ela faltar, um ciclo fundamental não será concluído. Filho adotivo que não sabe da condição da adoção, vai ter muito mais dificuldades para ser filho em sua plenitude. No fundo, acredito que vai sofrer com um vazio inexplicável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entenda aí que filhos adotivos são melhores ou piores do que filhos biológicos. A condição de filhos se dá pela relação construída ao longo do tempo e não pela consangüinidade. A Tina, psicóloga amiga da minha família, diz que, se o parentesco pelo sangue fosse garantia de amor entre pais e filhos, não haveria abandono de filhos, ou de pais. Vivo repetindo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, volto ao princípio. Se você tem filho adotivo e ele não sabe disso, faça um esforço e encontre uma forma de entregar o mapa desse tesouro a ele. Conte a verdade. Não há maior prova de carinho. Vai mostrar, em definitivo, uma escolha que fez dele filho porque você tinha o amor que ninguém mais poderia dar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-1315525021323700040?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/1315525021323700040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=1315525021323700040&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/1315525021323700040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/1315525021323700040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2008/11/e-se-o-filho-no-nasce-da-gente.html' title='E se o filho não nasce da gente?'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-1538417281537754205</id><published>2008-11-06T12:10:00.003+05:00</published><updated>2008-11-06T12:21:51.299+05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='audição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='decibéis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='surdez'/><title type='text'>Cuidado com o MP3 da garotada!</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Filho, baixa essa vitrola. Você vai acabar ficando surdo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe ficava irritada quando ligávamos a Rádio-Vitrola Hi-Fi com o volume do som muito alto. Não tinha nada disso de estéreo, muito menos de surround sound. O máximo &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SRKalU0rR5I/AAAAAAAAAM4/e7R50lKHQrU/s1600-h/r%C3%A1dio+vitrola.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265440880385017746" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 134px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SRKalU0rR5I/AAAAAAAAAM4/e7R50lKHQrU/s200/r%C3%A1dio+vitrola.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;de tecnologia era o gravador Geloso, da Suely, minha irmã. O fone era um cacarequinho em plástico duro (acho que era braquelite) cor gelo, que mais parecia uma rolha de ouvido (era mono, é bom lembrar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, mas não é isso o que importa. Eu queria falar sobre tocar música em alto volume. Uma campanha lançada pela Sociedade Brasileira de Otologia faz um alerta muito importante. Os meninos já não incomodam tanto suas mães com barulhos ensurdecedores como nos meus tempos de vitrola. Mas estão ensurdecendo. Talvez até porque as mães já não gritem como antigamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na raiz do problema estão os pequenos tocadores de MP3. De custo baixo e, por isso, acessíveis, eles ocupam parte do cotidiano dos jovens e adolescentes brasileiros. Mal utilizados, podem representar riscos à audição em proporções muito mais sérias do que os tocadores de long plays do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo informações da campanha da Sociedade Brasileira de Otologia, os tocadores MP3 podem alcançar intensidade sonora de até 120 decibéis, o que equivale ao barulho da turbina de avião ao decolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe ficaria realmente irritada se eu ligasse a turbina de um avião na sala de casa, lá no Ipiranga, em São Paulo. Mas esses meninos usam fones ultra-potentes, que disfarçam o bombardeio dos putz-putz-putz barulhentos dos dias atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso não é muito diferente dos jovens que têm iPODs, capazes de reproduzir sons com intensidade que varia de 100 a 115 decibéis, sendo que o nível sugerido pelos médicos é inferior a 60 decibéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudos desenvolvidos na Europa revelam que os jovens de 20 anos de idade, hoje, não percebem a perda de audição. Eles só vão experimentar as conseqüências dos abusos atuais quando tiverem cerca de 30 anos de idade. Aí será tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer saber mais? Visite o site da campanha e divulgue. Acho que vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.saudeauditiva.org.br/"&gt;http://www.saudeauditiva.org.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 de novembro&lt;br /&gt;Dia da Audição. E de abaixar o volume do mp3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer ver como era o gravador Geloso da minha irmã?&lt;br /&gt;Clique no link abaixo. Ele mostra um aparelho igualzinho em gravação arquivada no Youtube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Cpq3HLtyOYE&amp;amp;NR=1"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Cpq3HLtyOYE&amp;amp;NR=1&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-1538417281537754205?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/1538417281537754205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=1538417281537754205&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/1538417281537754205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/1538417281537754205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2008/11/cuidado-com-o-mp3-da-garotada.html' title='Cuidado com o MP3 da garotada!'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SRKalU0rR5I/AAAAAAAAAM4/e7R50lKHQrU/s72-c/r%C3%A1dio+vitrola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-19701727346243840</id><published>2008-10-31T07:00:00.003+05:00</published><updated>2008-10-31T07:06:09.071+05:00</updated><title type='text'>Viva o Dia do Saci!!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SQpnzSMXS5I/AAAAAAAAAMw/Fewxv1C4Ugs/s1600-h/saci.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263133245290531730" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 362px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SQpnzSMXS5I/AAAAAAAAAMw/Fewxv1C4Ugs/s400/saci.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Vamos sacizar o Dia das Bruxas! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Hoje é Dia do Saci.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;É dia de pensar na cultura popular do Brasil!!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-19701727346243840?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/19701727346243840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=19701727346243840&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/19701727346243840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/19701727346243840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2008/10/viva-o-dia-do-saci.html' title='Viva o Dia do Saci!!!!'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SQpnzSMXS5I/AAAAAAAAAMw/Fewxv1C4Ugs/s72-c/saci.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-4858953421931283325</id><published>2008-10-28T06:17:00.009+05:00</published><updated>2008-10-28T06:54:42.066+05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Yachin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gordo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='goleiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gilmar'/><title type='text'>Coisas de Menino</title><content type='html'>Nos meus velhos tempos do Ipiranga, em São Paulo, todos os meninos &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SQZvfD7CM8I/AAAAAAAAAMo/_BcJXky2vEI/s1600-h/GOLEIRO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262015794048545730" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 183px; CURSOR: hand; HEIGHT: 260px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SQZvfD7CM8I/AAAAAAAAAMo/_BcJXky2vEI/s320/GOLEIRO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;sonhavam em ser jogadores de futebol. Quer dizer, não só no Ipiranga, mas no Brasil todo. Isso já era normal naquela época. E nem havia essa exportação de jogadores que existe hoje. Ser jogador de futebol no futuro era um sonho comum e, bem ou mal, possível. Acho que tinha mais a ver com a notoriedade do que com o dinheiro. Você ia ter seu rosto estampado nas figurinhas, seu nome seria falado nas rodas de bar e padaria, os colegas de infância lembrariam de você com admiração. &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E tinha uns meninos que eram bons de bola na minha turma. Até poderiam ter conquistado o sonho. Entretanto, não lembro de nenhum amigo que tenha virado craque profissional. Eu, com certeza, não virei. Sempre tive desempenho lamentável no jogo de bola. Em qualquer jogo de bola, diga-se de passagem. Deve ter sido por solidariedade. Eu sou uma bola desde pequeno. E quando eu era garoto, tinha a agilidade de um pudim cansado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas eu sempre jogava. Isso porque era o "pega um". Sabe como é? "Ô, gente, tá faltando alguém para jogar no gol". E logo apontavam para os dois ou três que ficavam de fora. "Pega um aí". O responsável pelo convite era o "capitão" do time. Ele chegava perto da gente e perguntava com aquela careta de quem tem vergonha da proposta indecente: "alguém quer jogar no gol?". Eu ia, apesar dos gemidos do time.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Talvez você não saiba, mas a posição de goleiro era a mais abominada entre os meninos. Só iam para o gol dois tipos de garotos: os ruins de bola, como eu, ou aqueles que gostavam de jogar na posição (casos raríssimos). Eu conheci duas pessoas com esse talento: o Donizetti, que era da turma e defendia feito um gato, e, mais tarde, o Raphael, meu cunhado, um muro na frente do gol.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Naquele tempo, os astros eram Gilmar dos Santos Neves, o "Girafa", goleiro da Seleção Brasileira e do Santos, e Lev Yachin, o "Aranha Negra", da Seleção Soviética e do Dínamo de Moscou. Sujeitos que combinavam duas condições essenciais para ocupar a posição: talento e sorte. Em se tratando de futebol, nunca experimentei nenhum dos dois. E como eu tinha fama de frangueiro, já entrava em campo desacreditado. Conclusão: sempre levei vários frangos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas como eu falava, os outros meninos eram bons de bola. E nenhum ficou famoso como jogador de futebol. O que foi feito deles, então? Não tenho a mínima idéia. Suponho que tenham seguido outras carreiras com maior ou menor sucesso em suas áreas de trabalho. Talvez até atuem ou tenham atuado no futebol. Mas não sei de nenhum que tenha ficado famoso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para falar a verdade, sinto uma pontada de culpa. Porque eu era tão ruim, mas tão ruim como goleiro que marcar um gol no meu time nem merecia comemoração. Era humilhante. "Ah, com esse cara de goleiro nem tem graça", diziam os atacantes depois do gol. "O gordo é café-com-leite", emendavam. E eu ficava furioso. Poxa, isso não se faz! E no silêncio derrotado de quem vai buscar a bola no fundo das redes, eu rogava pragas horrorosas contra os craques adversários. Sabe como é, né? Coisa de menino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Será que as pragas pegaram?&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;(este texto foi publicado pelo Jornal do Site de Odonto há uns três ou quatro anos, mas vale a pena lê-lo novamente; pelo menos eu achei que valia)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-4858953421931283325?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/4858953421931283325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=4858953421931283325&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/4858953421931283325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/4858953421931283325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2008/10/coisas-de-menino.html' title='Coisas de Menino'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SQZvfD7CM8I/AAAAAAAAAMo/_BcJXky2vEI/s72-c/GOLEIRO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-81942862359399144</id><published>2008-10-23T04:06:00.003+04:00</published><updated>2008-10-23T10:13:46.566+04:00</updated><title type='text'>Para pensar e agir pelas crianças</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SQAVVbN2_dI/AAAAAAAAAMA/YNUEpdOGTDY/s1600-h/TV+de+gordinho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260227822596062674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 291px; CURSOR: hand; HEIGHT: 195px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SQAVVbN2_dI/AAAAAAAAAMA/YNUEpdOGTDY/s320/TV+de+gordinho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SQAVFafWD6I/AAAAAAAAAL4/EaijecffEyY/s1600-h/beb%C3%AA+gordo.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estatísticas são sempre fascinantes, mas perigosas. É preciso cuidado para não tomar como definitivas algumas interpretações de estudos e pesquisas. Nem sempre elas representam a palavra final em questões polêmicas. Coletei alguns dados referentes à infância e à adolescência no Brasil que chamaram minha atenção. Coisas publicadas pela mídia entre uma tragédia de grande audiência e outra. Alguns segmentos da indústria midiática dependem dos dramas sensacionalistas para sobreviver. Como se o urubu precisasse fabricar carniça para continuar voando. Mas isso não vem ao caso neste texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fábrica de gordinhos&lt;br /&gt;Pesquisa realizada pela Universidade Nacional de Brasília revelou que a propaganda de alimentos com alto teor de gordura, sal e açúcar manda no horário da tarde em emissoras de TV. Foram avaliadas 128 mil peças publicitárias em 4.108 horas de programação de dois canais de TV aberta e dois de TV a cabo. Os fast-foods representaram 18% das peças publicitárias, seguidos por sorvetes e guloseimas (17%). A propaganda de alimentos esteve concentrada no período da tarde, quando crianças e os adolescentes tendem a ficar mais vulneráveis pela falta de adultos por perto. Nos canais de TV paga dedicados ao público infanto-juvenil, 49% dos comerciais foram de produtos alimentícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que não sou um rato, mas...&lt;br /&gt;Uma pesquisa feita com camundongos nos Estados Unidos revelou que a dieta rica em gordura e açúcar aciona uma proteína que condiciona o organismo &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SQAVf0XH8XI/AAAAAAAAAMI/8BTwsJ39pXY/s1600-h/beb%C3%AA+gordo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260228001144500594" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SQAVf0XH8XI/AAAAAAAAAMI/8BTwsJ39pXY/s320/beb%C3%AA+gordo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a consumir mais alimentos do que o normal, levando à obesidade. O estudo foi produzido por pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison. Eles investigavam a "inflamação metabólica", um problema observado com freqüência em doenças relacionadas à obesidade. Uma proteína ligada às inflamações em camundongos foi ativada sempre que os animais comiam alimentos com muito açúcar e gordura. Depois disso, as cobaias passaram a comer mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordinhos e conforto&lt;br /&gt;De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística referente ao período 2002-2003 e divulgada recentemente, o excesso de peso já afeta um em cada cinco meninos nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. As informações constam do estudo de Medidas Antropométricas de Crianças e Adolescentes, que revela evidências de associação entre renda familiar e excesso de peso. No sexo masculino, a freqüência do problema aumenta com a renda, indo de 8,5% na menor classe de renda (até 0,5 salário mínimo per capita) até 28,2% na maior classe de renda (5 ou mais salários mínimos per capita).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SQAVzENszXI/AAAAAAAAAMQ/dzE9hfa-Xmw/s1600-h/PLACA+PROIBIDO+LER.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260228331817454962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 242px; CURSOR: hand; HEIGHT: 231px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SQAVzENszXI/AAAAAAAAAMQ/dzE9hfa-Xmw/s320/PLACA+PROIBIDO+LER.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sem sopa de letrinhas&lt;br /&gt;Em compensação, o Brasil miserável revela ops efeitos da falta de tudo. Atualmente, há 2,1 milhões de crianças com idades entre 07 e 14 anos que estão na escola, mas não sabem ler nem escrever. A maioria desses analfabetos vive no Norte e Nordeste do País (27,4%), as regiões mais pobres do Brasil. Na rota do analfabetismo dentro escola estariam professores mal preparados, mal remunerados e com excesso de trabalho, pais analfabetos que não têm tempo (nem ferramental) para ajudar aos filhos e crianças que precisam trabalhar para ajudar em casa. Aliás, das crianças que trabalham, 36,5% são explorados em fazendas, sítios e granjas. Os dados compõem a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) referente a 2007. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-81942862359399144?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/81942862359399144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=81942862359399144&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/81942862359399144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/81942862359399144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2008/10/para-pensar-e-agir-pelas-crianas.html' title='Para pensar e agir pelas crianças'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SQAVVbN2_dI/AAAAAAAAAMA/YNUEpdOGTDY/s72-c/TV+de+gordinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-411162088833194138</id><published>2008-10-18T03:57:00.005+04:00</published><updated>2008-10-18T04:11:42.308+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='persistência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homenagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='professores'/><title type='text'>Professores de esperança</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Na noite do último 15 de outubro, Dia dos Professores, fui palestrante na Faculdade Anhanguera, de São José dos Campos (SP). Atendi a um convite da coordenadora Regina Celi. Quem fez o contato da professora comigo foi o João Neto, &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SPkny_NGErI/AAAAAAAAAIw/EA64L2XHVWw/s1600-h/turma+da+Anhanguera.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258277796845064882" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 357px; CURSOR: hand; HEIGHT: 281px" height="206" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SPkny_NGErI/AAAAAAAAAIw/EA64L2XHVWw/s320/turma+da+Anhanguera.jpg" width="296" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;meu colega de trabalho. Ele cursa Letras por lá. Fui convidado para falar sobre meu livro “O Gordinho e a Menina de Rosa” (Editora Protexto). Na foto de destaque estão algumas das vítimas que sobreviveram à palestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fique muito feliz em constatar in loco que continuo conquistando novos leitores (alguns não tão jovens, mas renovados pela volta aos estudos), como o Ademir e o Neto. São alunos das turmas noturnas de Letras, Pedagogia e Administração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi muito legal o contato com eles. Me senti honrado não só pela atenção da platéia (que leu mesmo o que escrevi!!! uhhhhuuuu!!!) , mas também porque fui homenageado com &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SPkonMWVEVI/AAAAAAAAAI4/LThBcEHinxE/s1600-h/michele+na+performance.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258278693726654802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SPkonMWVEVI/AAAAAAAAAI4/LThBcEHinxE/s200/michele+na+performance.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;uma apresentação performática da Michele, da turma de Letras, que interpretou uma das minhas crônicas. Ela aparece aí na foto, de coelhinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto falava com eles, citei uma crônica que escrevi em homenagem ao meu colega João Neto, que é conhecido pelos amigos da classe como João da Dutra (ambos trabalhamos na NovaDutra, empresa que administra a rodovia). A crônica foi publicada em fevereiro deste ano no blog Crônica do Dia, com o qual tive a honra de colaborar. O endereço da crônica é &lt;a href="http://crondia.blogspot.com/2008/02/vencedores-emocionados.html"&gt;http://crondia.blogspot.com/2008/02/vencedores-emocionados.html&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vocês não conhecem o texto, convido-os a lerem. Primeiro, porque o João Neto merece a leitura. É um herói que serve de exemplo a muitos de nós que reclamamos da vida sem motivo. Garçom profissional, ele conseguiu tirar o atraso dos estudos nos intervalos de trabalho, nos trajetos de ida e volta ao trabalho e em muitas noites de sacrifício e perseverança. E a visita vale a pena também porque o Crônica do Dia tem cronistas de excelente qualidade, o que justifica uma passada por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei dessa crônica do João Neto porque ao visitar a instituição onde ele estuda, percebi que havia outros heróis como ele. E falei isso para eles. E como era Dia dos Professores, homenageei os meus ouvintes noite dizendo (com sinceridade) que eles eram heróicos, pois estavam estudando quando o mundo nos convida a viver na sombra do imediatismo preguiçoso e da mediocridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles homens e mulheres emocionaram este burro velho. Porque me emprestaram atenção valorosa na noite de 15 de outubro com a curiosidade de quem realmente quer crescer. Só os heróis fazem isso nestes tempos tão difíceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, naquele Dia dos Professores, agradeci a eles pela aula que me deram. Pois sua persistência é um exemplo (continua sendo, acreditem). Como professores de otimismo e esperança, merecem uma salva de palmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clap! Clap! Clap! Palmas para eles. O mundo tem jeito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-411162088833194138?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/411162088833194138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=411162088833194138&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/411162088833194138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/411162088833194138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2008/10/professores-de-esperana.html' title='Professores de esperança'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SPkny_NGErI/AAAAAAAAAIw/EA64L2XHVWw/s72-c/turma+da+Anhanguera.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-7495127696357997038</id><published>2008-10-14T21:02:00.009+04:00</published><updated>2008-10-14T23:39:16.298+04:00</updated><title type='text'>Homenagens, micos e velas perfumadas</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SPTRhRB2n4I/AAAAAAAAAII/phKKQ5wGL_A/s1600-h/joca+aproveite.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Às vezes, tenho a impressão de que a promessa de uma crônica pode representar uma punição e não uma simpática homenagem. Eu falo: “vou escrever uma crônica sobre você, ou sobre sua atitude, ou sobre sua história”... Alguns interlocutores reagem com estranheza, quase com má-criação. Já houve casos de quem reclamasse. Uma ou outra vez já foram diretos: disseram que não queriam e pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SPTSJEu1iGI/AAAAAAAAAIQ/HiuQPOeb0OQ/s1600-h/joca+aproveite.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SPTTDo7i2cI/AAAAAAAAAIY/EC-noq1VcHU/s1600-h/joca+aproveite.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SPT1UN9h2gI/AAAAAAAAAIg/qICLaATz-0M/s1600-h/joca+aproveite.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257096392742132226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SPT1UN9h2gI/AAAAAAAAAIg/qICLaATz-0M/s320/joca+aproveite.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tenho que concordar com o azedume da homenagem indesejada. Não há pior situação do que aquela em que o homenageado ou seus amigos reclamam da inconveniência de quem homenageia. Um exemplo clássico é o caso da festa de despedida do colega de trabalho que se aposenta. Em geral, esse tipo de homenagem é na base da surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia do tributo, todo mundo descobre que o homenageado não queria a consideração. Pior, não gostava da maioria das pessoas que foram ao local da confraternização. Muito pior: seu sucessor foi o mais irritante da companhia, cidadão que vivia chamando o alvo da despedida de folgado. E o pessoal da Comunicação ainda fez uma faixa muito infeliz: “JOCA, APROVEITE A FOLGA!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, melhor sondar a vítima discreta, mas claramente, para evitar o desastre. Pode ser mais proveitoso enviar o presente de despedida pelo Correio, com um simpático cartão assinado até por quem não conheceu o “falecido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que posso, verifico antes de cometer a crônica-homenagem. O problema é que nem sempre dá para perceber quando o texto vai provocar desgosto. Por isso, ainda me engano. E faço crônicas aparentemente simpáticas, até bem humoradas sobre pessoas que sequer apreciam o gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo acreditando que a vida do fabricante amador de velas perfumadas seja bem pior (para os amigos e conhecidos). Você já experimentou vela perfumada (mal) feita em casa? Daquelas que nem precisam ser acesas para fazerem o ambiente cheirar a sauna?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, correr riscos de ser desagradável é um dos desafios do cronista bissexto. Como um amigo que também escreve e às vezes escolhe o alvo errado. Certa vez, ficou sabendo que uma conhecida - daquelas com quem se troca e-mails mais freqüentemente -, estava chateada porque não encantava o parceiro que tanto desejava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a melhor das intenções, o amigo-cronista escreveu um texto inspirado, cheio de lirismo, bonito mesmo. Enviou para a amiga, dizendo que havia pensado nela. E correspondente respondeu lânguida. “Pois é isso mesmo o que eu sinto por você”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais fácil é homenagear quem não quer. Ou ganhar velas hiper-mega-perfumadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-7495127696357997038?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/7495127696357997038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=7495127696357997038&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/7495127696357997038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/7495127696357997038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2008/10/homenagens-micos-e-velas-perfumadas.html' title='Homenagens, micos e velas perfumadas'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SPT1UN9h2gI/AAAAAAAAAIg/qICLaATz-0M/s72-c/joca+aproveite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-8486792704275759993</id><published>2008-10-08T01:56:00.002+04:00</published><updated>2008-10-08T02:05:30.954+04:00</updated><title type='text'>Nem McCain, nem Obama</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Eu quero a minha parte em dinheiro.&lt;/span&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254536426781367746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SOvdClmnXcI/AAAAAAAAAIA/9iryiQC13TE/s400/Dolar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-8486792704275759993?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/8486792704275759993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=8486792704275759993&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8486792704275759993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8486792704275759993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2008/10/nem-mccain-nem-obama.html' title='Nem McCain, nem Obama'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SOvdClmnXcI/AAAAAAAAAIA/9iryiQC13TE/s72-c/Dolar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-5037654399312129807</id><published>2008-10-02T23:48:00.002+04:00</published><updated>2008-10-03T00:22:14.934+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='criança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ladrão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='políticos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='abandono'/><title type='text'>O bom ladrão</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SOUtZLYskiI/AAAAAAAAAHw/rA7cSur09Ok/s1600-h/BOM+LADR%C3%83O.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252654450973905442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SOUtZLYskiI/AAAAAAAAAHw/rA7cSur09Ok/s320/BOM+LADR%C3%83O.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O jornal O Estado de S. Paulo publicou recentemente informações sobre uma exótica ocorrência policial do início de setembro, em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. A central de atendimento de ocorrências da Brigada Militar, a polícia gaúcha, recebeu o telefonema de um ladrão de carros confesso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Seguinte, eu vou ser bem sincero prá ti, tá? Eu roubei um carro ali, tá, agora”, informou para surpresa do atendente. “E eu peguei o carro e tinha uma criança dentro, cara, e eu não vi”.&lt;br /&gt;Deu as instruções sobre o local onde estava o carro e completou: “então, tu manda uma viatura e manda o filho da p... do pai dele pegar ele e levar prá casa, um piazinho”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A polícia chegou ao local e encontrou o carro intacto, com a criança ainda em pleno sono, no banco detrás. A mãe e o padrasto haviam estacionado para entrar em um bar. Deixaram o carro com as portas destravadas com o menino dentro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não vou fazer apologia de bandido. Ladrão de carros é criminoso como qualquer outro vagabundo do gênero. Mas a história é curiosa, e disso não há dúvida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em algum recanto perdido, o ladrão ainda preserva um mínimo de humanidade. Poderia ter deixado carro e menino à própria sorte. Era só fugir e pronto. Mas escolheu avisar a polícia.&lt;br /&gt;O assunto ainda vai render outras notícias. Até porque, a polícia civil indiciou o casal que abandonou a criança (ele e ela declaram que foi por questão de minutos) por abandono de pessoa incapaz, o que pode dar de seis meses a três anos de cadeia a ambos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mais importante do isso, entretanto, é que o caso gerou uma acalorada discussão. Se for identificado, o ladrão deve ser preso? O que ele fez caracteriza-se como crime? Pelo fato de ter bom senso e avisar a polícia merece o abrandamento de eventuais punições? Afinal, ele é um bom ladrão? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Já ouvi essa argumentação há pouco tempo, quando políticos foram acusados de malversação de fundos para comprar votos de parlamentares em nome de causas nobres. Corrupção do bem?&lt;br /&gt;Não existe bom crime. Portanto, não pode existir bom ladrão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas que o bandido de Passo Fundo foi mais ético que muito político por aí, ah, isso não tem como negar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(crônica publicada no Jornal do Site Odonto - &lt;a href="http://www.jornaldosite.com.br/"&gt;http://www.jornaldosite.com.br/&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-5037654399312129807?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/5037654399312129807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=5037654399312129807&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/5037654399312129807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/5037654399312129807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2008/10/o-bom-ladro.html' title='O bom ladrão'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SOUtZLYskiI/AAAAAAAAAHw/rA7cSur09Ok/s72-c/BOM+LADR%C3%83O.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-2943766077176661586</id><published>2008-09-29T19:41:00.000+04:00</published><updated>2008-09-29T19:42:47.335+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eleições'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vereador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escolha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Em quem votar?</title><content type='html'>Ainda não sei a quem oferecer meu voto para vereador. A natural capitalização dos debates pelos candidatos à Prefeitura concentra a apresentação de propostas e xingos apenas entre aqueles que disputam os cargos maiores. Mas em quem votar para vereador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estabeleci como foco da minha escolha o candidato ou a candidata que estiverem claramente comprometidos com cultura popular. Também considero candidatos que tenham propostas para revitalizar a produção cultural no Vale do Paraíba paulista a partir de São José dos Campos, onde voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estabelecimento de meta desse gênero é bem interessante. Ajuda a definir projetos (ou expectativas) em relação ao vereador escolhido. Votarei nele ou nela e cobrarei resultados objetivamente. Mas não tenho a mínima idéia sobre como encontrar a pessoa merecedora da minha confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li prospectos, vi cartazes, até encontrei alguns candidatos em ruas e avenidas, mas não achei nenhum que falasse de cultura popular. Na Internet, a falta de informações é assustadora. Um instrumento de comunicação tão importante como a Rede não é usado por partidos e candidatos como deveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de partir para a escolha de risco, na base do chute, devo repetir a dose de outras eleições: ouvir amigos que pensem e atuem de forma parecida comigo. Essa talvez seja a maneira mais segura de entregar um voto. Mesmo assim, nem sempre há informações suficientes para pesar os prós e contras das pessoas indicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns de vocês podem até estar se perguntando: ora, por que ele não vota no candidato das últimas eleições? Respondo sem mágoas: não repito a escolha porque aquele candidato me decepcionou. Ele nem se elegeu, mas andou falando besteiras entre uma eleição e outra (esta que está chegando). Merece o meu desprezo eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que a mesma dificuldade em escolher candidatos deva estar afligindo outros eleitores. Especialmente aqueles que não participam ativamente de campanhas, ou que não tenham se identificado com algum. Talvez a dificuldade reflita um sistema eleitoral ainda a ser aprimorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que um candidato a vereador deva se dar a conhecer muito tempo antes das eleições, no dia-a-dia do bairro, da região. Propostas, projetos e metas não se definem da noite para o dia. Da mesma forma que a confiança não se conquista às pressas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conheço ninguém que tenha feito esse trabalho com antecedência. Isso não significa que ninguém tenha feito isso. Espero que vários candidatos se enquadrem nessa categoria e eu apenas esteja desinformado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que eu quero votar conscientemente. Você conhece alguém que esteja comprometido com a questão da cultura popular em São José dos Campos e região? Aceito sugestões. Pode escrever. Meu e-mail é cintrao arroba uol ponto com ponto br.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-2943766077176661586?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/2943766077176661586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=2943766077176661586&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/2943766077176661586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/2943766077176661586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2008/09/em-quem-votar.html' title='Em quem votar?'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-8803086602233784825</id><published>2008-09-26T05:12:00.001+04:00</published><updated>2008-09-26T05:15:33.356+04:00</updated><title type='text'>Dentro da linha “surto, logo escrevo”...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SNw3kBXnswI/AAAAAAAAAHQ/9iZnfObTQh0/s1600-h/ANZ%C3%93IS.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250132357589480194" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="170" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SNw3kBXnswI/AAAAAAAAAHQ/9iZnfObTQh0/s320/ANZ%C3%93IS.jpg" width="162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lembrei de quando achava ser mais fácil escrever sob o manto protetor de um apelido obscuro do que usar nome próprio (ou o próprio nome). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mais tarde, experimentei aquela curiosa sensação de invulnerabilidade, me achando poderoso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nem lá, nem cá. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O ideal é puxar a linhada e, na falta de peixe, reabastecer o anzol com nova isca e, tchum, lançá-la ao mar novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tchum!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-8803086602233784825?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/8803086602233784825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=8803086602233784825&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8803086602233784825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8803086602233784825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2008/09/dentro-da-linha-surto-logo-escrevo.html' title='Dentro da linha “surto, logo escrevo”...'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SNw3kBXnswI/AAAAAAAAAHQ/9iZnfObTQh0/s72-c/ANZ%C3%93IS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-3652281239645162194</id><published>2008-09-20T03:20:00.004+04:00</published><updated>2008-09-20T03:25:44.233+04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paraolimpíadas deficiência honra medalhas coragem futebol'/><title type='text'>Paralições</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SNQ0R1yKckI/AAAAAAAAAHE/RiKcR9QPcY8/s1600-h/cadeirante.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247876946893369922" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 282px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px" height="272" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SNQ0R1yKckI/AAAAAAAAAHE/RiKcR9QPcY8/s320/cadeirante.jpg" width="302" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Um país não precisa de celebridades internacionais ou grandes recursos de marketing para competir com honra no universo dos esportes. Os atletas brasileiros que participaram das últimas Paraolimpíadas provaram isso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Aliás, honra não foi a única qualidade daqueles meninos e meninas. A delegação brasileira foi formada por 188 vitoriosos. Pois a viagem que os levou até lá teve início há muitos anos e envolveu competições que ultrapassaram os limites de estádios, quadras e piscinas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Antes de competirem contra outros atletas do mesmo nível, eles tiveram que lutar contra adversários cruéis e traiçoeiros, como o preconceito, a ignorância e a falta de oportunidades. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;O Brasil não é um país que investe em esportes olímpicos, nem em pessoas com deficiência. Não é difícil imaginar o grau de dificuldades daqueles atletas que também são pessoas com deficiência. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Mas eles chegaram à China e não foi por acaso. Superaram muitas dificuldades e, de quebra, ganharam 47 medalhas, bateram recordes e deram um banho de exemplo. Mais ainda, os atletas paraolímpicos brasileiros ofereceram a todos nós um prêmio que supera em muito os 16 ouros, as 14 pratas e os 17 bronzes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Eles nos permitiram reconhecer que o Brasil de verdade é muito mais próximo dos meninos e meninas que estavam nas Paraolimpíadas do que dos decepcionantes e milionários craques do futebol derrotado nas Olimpíadas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;A equipe de cegos da delegação paraolímpica brasileira, por exemplo, ganhou uma medalha de ouro no futebol porque teve o que faltou aos videntes e famosos na Olimpíada: garra e vergonha na cara.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;A delegação paraolímpica brasileira mostrou que nem tudo está perdido. Ao lado de alguns atletas que se destacaram nas últimas Olimpíadas pela mesma perseverança e coragem, os atletas paraolímpicos lembraram a todos nós que ainda vale a pena torcer pelo esporte do Brasil. É só acreditar que celebridade não é sinônimo de sucesso. É só espantar a bruxa do pouco caso, da discriminação e da intolerância.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Valeu, paraolímpicos do Brasil! Com vocês é mais gostoso ser brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;(crônica publicada no Jornal do Site de Odonto - &lt;a href="http://www.jornaldosite.com.br/"&gt;www.jornaldosite.com.br&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-3652281239645162194?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/3652281239645162194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=3652281239645162194&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/3652281239645162194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/3652281239645162194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2008/09/paralies.html' title='Paralições'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SNQ0R1yKckI/AAAAAAAAAHE/RiKcR9QPcY8/s72-c/cadeirante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-792140452743451102</id><published>2008-09-01T05:48:00.002+04:00</published><updated>2008-09-01T06:07:12.000+04:00</updated><title type='text'>Aos surtos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLtN6HzOhNI/AAAAAAAAAG8/BRtSuOPXK9Q/s1600-h/camiseta.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240868252297364690" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLtN6HzOhNI/AAAAAAAAAG8/BRtSuOPXK9Q/s320/camiseta.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há muitas histórias a contar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas andei perdido na floresta. Os pássaros comeram os farelos de pão que deixei pelo caminho. Feito o Pequeno Polegar, perdi o rumo da volta. Mas antes de encotrar o ogro comedor de criancinhas, reencontrei o texto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ou melhor, encontrei um meio de voltar para casa. Talvez não tenha reencontrado texto algum e seja apenas a vontade de escrever que voltou por falta de prática.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Autores, artistas e doidos dividem essa mesma característica; têm surtos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Surto, logo escrevo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-792140452743451102?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/792140452743451102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=792140452743451102&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/792140452743451102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/792140452743451102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2008/08/aos-surtos.html' title='Aos surtos'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLtN6HzOhNI/AAAAAAAAAG8/BRtSuOPXK9Q/s72-c/camiseta.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-4569544214509730257</id><published>2008-08-28T02:30:00.000+04:00</published><updated>2008-08-28T02:31:09.667+04:00</updated><title type='text'>Calma!</title><content type='html'>Calma! Calma! Já tem texto em produção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-4569544214509730257?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/4569544214509730257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=4569544214509730257&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/4569544214509730257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/4569544214509730257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2008/08/calma.html' title='Calma!'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-2730003311914960867</id><published>2008-08-26T16:48:00.001+04:00</published><updated>2008-08-26T16:49:50.471+04:00</updated><title type='text'>Tô quieto</title><content type='html'>Amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou  quieto, mas estou vivo.&lt;br /&gt;Volto logo.&lt;br /&gt;Desculpem o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mau&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-2730003311914960867?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/2730003311914960867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=2730003311914960867&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/2730003311914960867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/2730003311914960867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2008/08/t-quieto.html' title='Tô quieto'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-1520063418121908782</id><published>2008-03-03T22:51:00.003+04:00</published><updated>2008-12-11T01:49:04.611+05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pinguim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pindamonhangaba'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='geladeira'/><title type='text'>E a geladeira volta</title><content type='html'>Pelo jeito, eu não devo voltar. Mas a geladeira volta. Parece gozação. Enquanto mudo de escritório novamente em direção à Grande São Paulo (Santa Isabel), minha velha geladeira vai voltar para Pindamonhangaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não pense que é uma mudança de alguém da família. Em uma daquelas coincidências incríveis, a velha guerreira foi comprada por uma família que está de mudança para Pinda. Eles nem sabem que compramos a bonitona por lá, de segunda mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é tão curiosa que vale a pena lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/R8xJGC9qRqI/AAAAAAAAAFs/qqdK6DV69Qw/s1600-h/PINGUINS.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173590440165394082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="178" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/R8xJGC9qRqI/AAAAAAAAAFs/qqdK6DV69Qw/s320/PINGUINS.jpg" width="278" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu tinha uma pequena geladeira nova. Só que não dispunha daquelas modernidades de descongelamento automático. Como o meu esporte predileto é batucar na geladeira com a porta aberta, enquanto penso no que vou comer, o congelador parecia maquete da Era Glacial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, num acesso de limpeza, resolvi aliviar o congelador da carga excessiva de gelo. Para tanto, peguei uma faca daquelas bem grandes. Você já está rindo porque sabe o que aconteceu. Pois é, furei o congelador e o gás foi para o espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço que uma parte pequena (mínima, ínfima, eu diria) do buraco da camada de ozônio foi provocada pela minha ex-geladeira nova. Mas isso não vem ao caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da vontade de morrer de vergonha por ter cometido essa enorme burrice, fiquei triplamente encabulado porque a Viviane estava para chegar do supermercado, onde já havia feito as compras do mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso ser da polícia ou da divisão de psiquiatria de um hospital para fazer o alerta: mulher que volta do supermercado com o carro cheio e descobre que o parceiro destruiu a geladeira faz mal à saúde (do parceiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirando os aspectos meramente dinâmicos da situação (eu corria e ela corria atrás com a vassoura em punho), chegamos a um acordo: era preciso consertar o equipamento. E numa dose de sorte daquelas (sempre tem um lado bom), encontramos uma assistência técnica funcionando (era sábado, quase à hora do almoço).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O técnico foi muito gentil, logo apareceu e procedeu ao conserto, com a seguinte recomendação. “Vamos aguardar até amanhã (domingo). Se não funcionar, eu volto”. Você acreditaria? Eu não acreditei. O fato é que a geladeira não funcionou, ligamos para o técnico e ele voltou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que apenas voltar em pleno domingo. Reapareceu com uma outra geladeira para usarmos enquanto consertava de vez a furadinha, o que demoraria dois ou três dias. E fez isso de graça. Pura prestação de serviços, como eu não via há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, a geladeira ex-nova foi muito bem consertada. Quando passamos na oficina do técnico para acertar a conta (teve isso, não pagamos na hora pelo serviço) vimos que ele tinha uma linda geladeira dúplex, frost free e o diabo a quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, para encurtar a história, demos a ex-nova geladeira de entrada e compramos a bonitona, de segunda mão, mas muito maior. Pois é ela mesma que agora, dois ou três anos depois, volta à cidade onde foi comprada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu espero de coração que dê muitas alegrias à família que a leva. Porque para nós ela foi muito útil e importante. Especialmente para nos lembrar que ainda é possível acreditar na prestação de serviços de algumas assistências técnicas. Especialmente no interior, onde a palavra basta e o apalavrado vale mais do que mil contratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E viveram felizes (e gelados) para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-1520063418121908782?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/1520063418121908782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=1520063418121908782&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/1520063418121908782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/1520063418121908782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2008/03/e-geladeira-volta.html' title='E a geladeira volta'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/R8xJGC9qRqI/AAAAAAAAAFs/qqdK6DV69Qw/s72-c/PINGUINS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-8879466518551619545</id><published>2008-02-21T23:21:00.003+04:00</published><updated>2008-12-11T01:49:04.927+05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saci'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='folclore'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caipira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='popular'/><title type='text'>Eu e minhas coisas simples</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/R8asJOpJrZI/AAAAAAAAAFM/ltqGOG7NNiQ/s1600-h/sacis+cucas+labis+recorte+blog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172010496631090578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/R8asJOpJrZI/AAAAAAAAAFM/ltqGOG7NNiQ/s320/sacis+cucas+labis+recorte+blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Busco encontrar os caminhos das minhas andanças por meio do folclore. É um movimento muito titubeante, de quem ainda aprende a andar. O sentido já havia sido escolhido há algum tempo, quando me encantei pela figura soberana do Saci, com os amigos de São Luís do Paraitinga (SP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode não acreditar, mas naquela pequena cidade do interior brasileiro existe a impagável SOSACI – Sociedade dos Observadores de Saci que, diferente do que possa sugerir, não surgiu de nenhuma instituição psiquiátrica. Reúne intelectuais e interessados pela cultura que propõem a revalorização do folclore e das culturas populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A técnica da cerâmica a frio combinada com a criação atabalhoada me levou a produzir centenas de carinhas da divindade menina. Sim, eu contribuí com a multiplicação do Saci. Audácia: até arrisquei fazer Sacis sem cachimbinhos, o que é modernidade demais para uma figura muito mais antiga do que as campanhas anti-tabagistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, dedilhei massinhas para a confecção de pequenas reproduções de violas. Violinhas de mentira, é bom estacar, que se transformaram em broches e ímãs de geladeira, ou “buttons” e “pins” como dizem os mais moderninhos. Na seqüência produzi pregadores de roupa travestidos de clipes de papel e ímãs prendedores para geladeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/R8asmOpJraI/AAAAAAAAAFU/8BATU64BMIg/s1600-h/violinha+close+blog.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/R8auVupJrbI/AAAAAAAAAFc/CnBx_Q3Vsg4/s1600-h/Violinhas+montagem+blog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172012910402710962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/R8auVupJrbI/AAAAAAAAAFc/CnBx_Q3Vsg4/s320/Violinhas+montagem+blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Daí foi um tirico para seguir em meus delírios. E viajei em direção à Cuca, ao Lobisomem e ao Boitatá. É o que estou fazendo neste momento, já com os olhos voltados para o Currupira, a Iara, e a Mula Sem Cabeça entre tantas fontes inspiradoras do imaginário popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero revisitar minha infância e, quem sabe, descobrir o que deixei passar sem registro. E especialmente recuperar o tempo perdido para oferecer aos meus filhos e aos amigos deles a chance de travarem contato com o que já foi natural um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditem, não era apenas em São Luís do Paraitinga que os Sacis saracoteavam à vontade. Há poucas décadas eles viviam nos jardins de nossas imaginações sem medo de desmatamento ou da sufocante globalização do entretenimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empacotaram para viagem a cultura culinária brasileira. Dedetizaram a paca, o tatu, a cotia e o mico. Dizimaram o peão, a amarelinha, o passa-anel. Empastelaram a riqueza criativa das pessoas comuns. A catira, o moçambique e os congos já tiveram muito mais importância. Será que ainda em jeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço meus bichinhos de massinha. Mostro para alguns, exibo-os para outros, dôo alguns para ajudar a esta ou aquela instituição. Faço isso só para não perder o jeito. E quem sabe colaborar para que outras pessoas adquiram o hábito de enxergar o universo mais próximo sem medo de reconhecer a si mesmos nas coisas mais simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes tenho a impressão que a simplicidade envergonha.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-8879466518551619545?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/8879466518551619545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=8879466518551619545&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8879466518551619545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/8879466518551619545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2008/02/eu-e-minhas-coisas-simples.html' title='Eu e minhas coisas simples'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/R8asJOpJrZI/AAAAAAAAAFM/ltqGOG7NNiQ/s72-c/sacis+cucas+labis+recorte+blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-7498770278924809221</id><published>2008-02-18T23:47:00.002+04:00</published><updated>2008-12-11T01:49:05.078+05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='emagrecer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diabetes'/><title type='text'>Nós, os diabéticos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/R7niMupJrXI/AAAAAAAAAE8/jkmW-xY28-Y/s1600-h/eu+e+o+Pedro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168410755691294066" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="222" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/R7niMupJrXI/AAAAAAAAAE8/jkmW-xY28-Y/s320/eu+e+o+Pedro.jpg" width="167" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Emagreci barbaridades. Coisa de vinte e tantos quilos. Provoco expressões de horror no reencontro de pessoas que não me viam há muito tempo. Não duvido que já tenham suspeitado de doença gravíssima. Como há muita gente que me conhece, resolvi fazer este aviso. Não vou morrer tão cedo. Esse, pelo menos, é o meu intento. Quero viver muito e os exames médicos confirmam que estou bem. Apenas sou diabético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doença manifestou-se no final do ano passado, mas eu não dei muita atenção. Veio chegando de mansinho, provocando muita sede e visitas freqüentes ao mictório. Em dezembro, uma disenteria arrasadora me obrigou a só beber caladinhos. E até pensei que a dieta estava funcionando. Em coisa de pouco mais de um mês, emagreci de fazer inveja a cliente de Spa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da alegria pela perda de peso e de recuperar roupas que não cabiam, achei melhor consultar um médico. Pimba! Minha dieta pós-disenteria não era tão revolucionária assim. O exame de glicemia mostrou que estou em uma fase , digamos, inicial do diabetes. Coisa que permite controle com comprimidos, dieta e exercícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma, volto ao passado e não só porque estou cabendo nas roupas guardadas há anos. O diabetes não me é estranho. Minha mãe e meu avô, pai dela, também tiveram a doença, que se manifestou com a idade. Sendo assim, crio mais um ponto para traçar uma linha de ligação com o velho Cintrão e sua filha Iza. Isso é bom e ainda vai render muita crônicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas confesso que ainda não absorvi muito bem às conseqüências da novidade. Terei que mudar meu comportamento. Fazer os exercícios que tanto prometi, mas não fiz. Controlar doces, massas e gorduras. Aprender a lidar com os desafios com menos ansiedade. Enfim, viver diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho até que o inconsciente andava preparando o terreno para essa mudança. No último dia 8 de janeiro, comemorei um ano sem fumar, depois de décadas de vício. Nesse intervalo, nasceu o Pedro, meu filho mais novo, que completa seis esta semana (20). Na esteira das mudanças, eu já vinha comendo mais frutas e verduras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A informática também aumentou gradativamente sua participação na minha rotina. Aprendi usar o Outlook para administrar meu cotidiano via agenda, a empregar o Excel no controle do orçamento familiar e a usar a Internet e o Palm para ler muito. Posso dizer que, hoje, tenho mais tempo para mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, se você estiver na rua e vir um sujeito vagamente parecido comigo, não deixe de olhar mais de uma vez. Pode ser que a criatura pálida, esquálida e cheia de olheiras seja este seu amigo do passado que ficou diferente, doce e emagrecente. Uma nova versão melhorada e bem revisada do Cintrão de antigamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-7498770278924809221?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/7498770278924809221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=7498770278924809221&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/7498770278924809221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/7498770278924809221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2008/02/ns-os-diabticos.html' title='Nós, os diabéticos'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/R7niMupJrXI/AAAAAAAAAE8/jkmW-xY28-Y/s72-c/eu+e+o+Pedro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-7143306332556749733</id><published>2007-09-17T17:44:00.000+04:00</published><updated>2008-12-11T01:49:05.320+05:00</updated><title type='text'>Não é justo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/Ru6FJfHQMCI/AAAAAAAAADY/-9o_ulSeBmI/s1600-h/tico+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111169025129328674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/Ru6FJfHQMCI/AAAAAAAAADY/-9o_ulSeBmI/s320/tico+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Leio em artigos diferentes na Internet que um gato não foge. É muito raro que isso aconteça. Normalmente, os bichinhos saem e voltam ao seu cantinho, em casa. Os que não voltam, morreram ou foram mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico triste, porque tínhamos dois gatinhos em casa. A Bela, que vai e volta o tempo todo. E o Bolinha que, no começo, não era de sair muito. Mas depois ele acostumou com a rua. Um dia saiu e nunca mais voltou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico sabendo pelos vizinhos que a Bela e o Bolinha andavam aprontando pelas redondezas. Atacavam gaiolas de pássaros, faziam suas necessidades em gramados alheios, azucrinavam os cachorros da região. Gatos não são bichos para serem presos em coleiras. Mas também não são animais assassinos. É só espantá-los que eles fogem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria acreditar que o Bolinha tivesse fugido, quem sabe atrás de alguma namorada. Depois, cheguei a ensaiar alguns delírios sobre alguém que tivesse roubado o bichano porque ele é lindo e muito carinhoso. Mas é cada vez mis difícil acreditar em finais felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sites de proteção a animais denunciam maus-tratos aos bichinhos. Trazem algumas fotos de animais que serviram ao capricho de pessoas perversas. Como tem gente doente no mundo! Os gatos são os prediletos desses animais de duas patas que se divertem maltratando bichinhos. Sinto arrepios em imaginar que tenham feito maldades com o Bolinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele chegou em casa com quarenta dia de vida (a foto dele, aí em cima, é dessa época). E desde então fez parte de nossa vida por quase um ano. Era o queridão de todo mundo, até porque foi criado no colo e adorava brincar com as crianças. Brincava de “luta”, mas não machucava ninguém. Sabia que era brincadeira. Talvez por isso possa ter sido pego em alguma armadilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto saudades do miado dele no corredor do quintal. A Bela, sua amiga de brincadeiras (nossa, como brincavam!), também sente saudades. Às vezes, ela volta dos seus passeios desanimada. Circula pela casa miando baixinho. Não é falta de água ou comida. Acho que é falta dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ela, olho para fora triste. O gatinho não deu mais sinal de vida. Preferiria imaginar que fui trocado por outro dono. Mas já não consigo me enganar. Apesar de estar vivo na memória, acho que o Bolinha morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro meses depois do seu sumiço, só agora consigo escrever sobre isso. Esse mundo não é justo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-7143306332556749733?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/7143306332556749733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=7143306332556749733&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/7143306332556749733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/7143306332556749733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2007/09/no-justo.html' title='Não é justo'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/Ru6FJfHQMCI/AAAAAAAAADY/-9o_ulSeBmI/s72-c/tico+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-4704530709642276918</id><published>2007-09-11T17:10:00.000+04:00</published><updated>2008-12-11T01:49:05.453+05:00</updated><title type='text'>Não me venha com frescuras</title><content type='html'>Pera lá! Pai fresco, não! Pai recente. O Pedro nasceu há poucos dias, mas eu continuo o mesmo cara de sempre, sem frescuras. Quer dizer, sem muitas frescuras. Ainda acho uma chatice ter que cortar cabelos, tomar banho pela manhã e à noite, ir ao dentista e prestar contas em final de viagem de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/RuaUyt0MdiI/AAAAAAAAACw/eZtAD2-t1H8/s1600-h/homem+aranha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108934426311292450" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/RuaUyt0MdiI/AAAAAAAAACw/eZtAD2-t1H8/s320/homem+aranha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas aí não sei se é frescura. É um pouco de excentricidade, digamos. Como também é excêntrica a resistência em levar o carro ao lava-rápido, em fazer compras com o cartão de supermercado da Viviane, minha mulher, comprar fiado em farmácia e mercearia e pedir qualquer coisa às pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse aspecto sou muito fresco. Odeio quebrar-galho para mim. De empréstimos a aumentos de salário, de favores a "jeitinhos" de uma forma geral, sou avesso a pedir o que quer que seja. Aí sim pode ser frescura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque sou malabarista para pedir coisas em favor de amigos e clientes. Mas não peço nada para mim. Tenho vergonha. Foi assim com a divulgação do meu livro, "O gordinho e a menina de rosa", que a livraria Maxsigma do Shopping Colinas, em São José dos Campos, ainda deve ter em estoque (se é que já não fez fogueira). A divulgação foi mediana porque fiquei sem jeito de pedir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, com o meu livro descobri que um autor precisa ser um pidão de marca maior caso não tenha estrutura de top model para divulgação e distribuição. Meu mestre e editor Airo Zammoner bem que cantou a pedra. Eu precisaria "trabalhar" meu livro. Isso significaria colocar exemplares embaixo do braço e ir à luta, feito mascate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fiz isso. Um pouco foi porque a minha carga de trabalho é de gente grande e outro tanto porque fiquei com vergonha de bater nas portas de escolas, universidades e instituições para oferecer livros e palestras. Poderia ter vendido muitos livros. Não vendi quase nenhum. Doei dezenas de exemplares, mas aí foi por prazer, não por necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas falávamos da frescura de pai novo. Bom, para quem não sabe, meu quinto filho, o Pedro, nasceu no dia 20 de agosto. Podemos dizer que é temporão, uma vez que a Júlia, filha da Viviane, vai fazer oito anos em outubro e a Jéssica, minha filha menor, fez 12 em maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já era babão com os outros quatro filhos. Agora, babo de desidratar. E começo a ter desejos de pai novato. Quero ir jogar bola com o mais novo, ver as moças bundudas no shopping com ele ou contar piadas juntinho e rir muito. Não agüento essas coisas de "espera o menino crescer, homi!", como reclama a mãe dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais isso não é frescura, é ansiedade. É vontade de ver o mundo com esse filho novo que não era programado. Ele veio sem pedir licença (e eu quase enfartei quando fiquei sabendo que viria). Chegou com toda a pompa e circunstância às 21h35 de uma segunda-feira. Saiu da barriga da mãe com um chorinho tímido, suave, de criança que parece saber que vai ser muito amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o Pedro já está sendo muito amado, mas eu não vou dar detalhes porque vocês já vão começar com aquela coisa de "ih, olha que frescura!", "tinha que ser pai fresco, mesmo!" etc e tal. Porque eu sou pai recente e excêntrico, mas não sou fresco. Só porque eu danço feito o Homem Aranha Gay com o menino no colo? Ah, isso não é frescura, é alegria!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(publicado pelo jornal Valeparaibano, caderno Vale Viver, no dia 06/09)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-4704530709642276918?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/4704530709642276918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=4704530709642276918&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/4704530709642276918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/4704530709642276918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2007/09/no-me-venha-com-frescuras.html' title='Não me venha com frescuras'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/RuaUyt0MdiI/AAAAAAAAACw/eZtAD2-t1H8/s72-c/homem+aranha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-4079832465941344246</id><published>2007-08-29T20:31:00.000+04:00</published><updated>2008-12-11T01:49:05.874+05:00</updated><title type='text'>Ah, essa Internet</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Mas que coisa chata! O que parecia resistência natural ganha proporções cada vez mais desagradáveis. Anda, vira e mexe encontro alguém falando mal da Internet. E o discurso está ficando simplório. O ponto de partida é sempre o mesmo. Além de ser um antro de perdição, o mundo eletrônico é um sugador de cérebros. Os jovens deixaram de fazer contato com a vida real para ficarem bestificados à frente de um monitor. Abandonaram a saudável leitura de clássicos da literatura e optaram por um linguajar simplificado e mediocrizante. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/RteBJN0MdOI/AAAAAAAAAAU/pum8su5FMQc/s1600-h/O+MUNDO+VAI+ACABAR.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104690697975133410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/RteBJN0MdOI/AAAAAAAAAAU/pum8su5FMQc/s200/O+MUNDO+VAI+ACABAR.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Ah, parem com isso! Os jovens não são imbecis. Eles sabem direitinho o que desejam. Os que ainda não sabem, vão descobrir logo. Pais, tios, mães e madrinhas falam dos dias de hoje como os moradores de uma cidade que deixou de ser capital. São viúvos de um jeito de viver que não existe mais. Rancorosas, essas pessoas generalizam defeitos, vulgaridades e vazios existenciais. Tratam do mundo eletrônico como se só houvesse internautas fascinados por pornografia, frivolidades e erros de português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos, pornografia, frivolidades e erros de português existem há muito mais tempo que a Internet. O problema não está no que a rede de computadores permite, mas naquilo que não estamos sendo capazes de compreender. E a maior de todas as nossas incapacidades envolve um fato simples e devastador: fomos criados para um mundo muito diferente do que o atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós jogávamos bola nas ruas de nossa infância. Os meninos de hoje já não podem ficar na rua, quanto mais jogar bola. O sonho de consumo do passado era a casa própria, o carro do ano e férias no verão. Hoje, vivemos olimpíadas pessoais e permanentes para conquistar nossas rendas diárias e pagar as conta como der. O que mais se ouve não é “arranjei um empregão”, mas “preciso me preparar para o próximo desemprego”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, a resistência à Internet é ridícula. Estamos sendo engolidos pelos fatos. Os &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/RteBmN0MdQI/AAAAAAAAAAk/0QmUJnKG2UU/s1600-h/monitor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104691196191339778" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/RteBmN0MdQI/AAAAAAAAAAk/0QmUJnKG2UU/s200/monitor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;jovens compreendem que o nosso discurso é incompatível com a nossa realidade. E vão partir para a conquista de seu mundo sozinhos se não soubermos acompanhá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá para reagir com a Internet como fizeram os pintores com a fotografia e, mais tarde, os apocalípticos com o cinema ou com a televisão. É besteira perder tempo a argumentar que a Internet acabará com os livros, os jornais, a televisão, o cinema, a fotografia, a pintura e o escambau a quatro porque isso não vai acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem adianta colocar na conta da Internet a falta de leitura dos jovens. Mesmo porque, tenho sérias suspeitas que os meninos e meninas lêem muito mais hoje do que líamos no passado, por obra e graça da própria Internet. Talvez não leiam os mesmos textos, mas lêem muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria o velho e bom Mario Prata, nunca se escreveu tanto no Brasil. Muitos escrevem mal. É verdade. Mas diferente de outros tempos, escrevem e isso é um grande avanço. E não venham com essa baboseira de crítica às abreviações que os garotos utilizam nos bate-papos eletrônicos. Ora, eles “falam” ao teclado com cinco, dez pessoas ao mesmo tempo. Têm que abreviar ou não dão conta dos diálogos. Daí a acreditar que estão abandonando a linguagem culta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, meus amigos, tudo deve ter limite. Até a incapacidade de alguns em saber dos próprios limites. Creditar ao meio de comunicação a imbecilidade de quem comunica é como culpar o revólver pelo assassinato a tiros. Não podemos ceder à tentação do saudosismo, que torna o passado em maravilha e os mortos em boas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, a Internet não é “O Bem” nem “O Mal”. É apenas um meio de aproximar, afastar ou anular pessoas. Resta saber qual alternativa escolheremos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-4079832465941344246?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/4079832465941344246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=4079832465941344246&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/4079832465941344246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/4079832465941344246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2007/08/ah-essa-internet.html' title='Ah, essa Internet'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/RteBJN0MdOI/AAAAAAAAAAU/pum8su5FMQc/s72-c/O+MUNDO+VAI+ACABAR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-6449459358771880484</id><published>2007-05-30T04:08:00.000+04:00</published><updated>2007-05-30T05:10:09.963+04:00</updated><title type='text'>Presentes da vida</title><content type='html'>Doem as costas, a memória falha e a vista não alcança. Daqui a poucos dias, chego aos 50 anos de idade. Pensa que estou deprimido? Que nada, estou em pânico. Porque a natureza decidiu surpreender este velhinho com mais um filho. Isso mesmo! Em plena era de acostumar com as dedadas dos médicos, volto no tempo e inicio nova fase, a de pai-avô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo mês de agosto, o Pedro deve chegar com tudo, cheio de vida, cheio de gás. O quinto filho de uma linhagem que já conta com dois meninos e duas meninas, em três casamentos sucessivos. O Pedro é obra da terceira administração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Viviane está uma graça, mas pouca gente nota sua gravidez. Talvez porque minha barriga seja maior que a dela. Isso é uma injustiça do senso comum. Pois quando descobrem que ela está grávida, olham para mim espantados, com aquele olhar de: “esse cara não consegue!”. Agora entendo a angústia do Romário às vésperas do milésimo gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas deixa a torcida de lado! O fato é que este velhinho vai iniciar um novo ciclo de vida. Curiosamente, o novo filho chega no ano em que meus filhos do meio completam o 10° aniversário de chegada em minha vida. Eu prometi que não escreveria sobre eles sem consultá-los, mas não posso deixar de registrar essa data histórica. Jonny, Mô e Jé são adotivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último fim de semana, depois de um longo período de dívidas e problemas, consegui pegá-los em São Paulo e trazê-los para São José dos Campos. Foi maravilhoso. Porque eu estava morrendo de saudade deles (e eles de mim), apesar de nos vermos quando eu ia a São Paulo. Eles conheceram o irmão que vem vindo, ainda na barriga da mãe dele. Curtiram as roupas, as coisinhas e os cacarecos que já providenciamos para o futuro novo habitante do Vale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E iniciaram, eles também, uma nova fase em suas vidas. É interessante notar como as gerações vão se encontrando. Pois a Viviane tem uma filha que mora conosco aqui, a Júlia. E neste fim de semana, senti que melhorou muito a relação entre os meus três do meio e ela. Talvez pelo fato de estarem ganhando para sempre laços familiares inequívocos. O pai de uns será pai do outro. A mãe de uma será mãe do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer confuso para vocês, lendo assim, em uma crônica de jornal. Mas para eles já foi muito mais confuso, porque viveram na prática essa modernidade das famílias compostas. Acredito que ainda seja confuso, mas a vida é uma incrível professora, que ensina pelos exemplos, pelos castigos e pelos presentes que oferece. E o Pedro está sendo um presente para todos nós. Inclusive para o Gabriel, o mais velho (que é casado) e acompanha a gestação de longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, meus amigos. Chego aos 50 anos com todos aqueles problemas de dores nas costas, memória curta e visão fraca. Mas não trocaria por nada nesse mundo este momento que estou vivendo. Um pai-avô que ainda vai dar muitas risadas com essa trupe de cinco filhos, uma enteada, uma nora, uma esposa encantadora e uma vontade louca de viver mais 50 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-6449459358771880484?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/6449459358771880484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=6449459358771880484&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/6449459358771880484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/6449459358771880484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2007/05/presentes-da-vida.html' title='Presentes da vida'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-114434101486272721</id><published>2006-04-06T20:29:00.000+04:00</published><updated>2006-04-06T20:30:14.876+04:00</updated><title type='text'>Brincadeiras de astronauta</title><content type='html'>Eu tinha pouco mais de 3 anos de idade quando o cosmonauta russo Yuri Gagarin foi lançado ao espaço, em abril de 1961. Era a primeira vez que um homem realizava um vôo em órbita da terra. Ele ficou uma hora e 48 minutos no espaço. Subiu, deu uma volta no planeta e caiu feito um meteorito sobre a Sibéria. Uma bobagem se compararmos com os vôos espaciais de hoje. Mas o seu vôo encantou o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de espantar que eu e minha geração tenhamos crescido com o olhar nas estrelas. Fomos encantados ao longo dos anos seguintes com uma sucessão de lançamentos, vôos e peripécias de homens no espaço que reforçaram o sonho de querer viajar ao espaço. Um desejo alimentado não só por meio das façanhas de cosmonautas e astronautas, mas também pelas maravilhosas fotos coloridas publicadas pelas revistas da época e pelas séries de TV que faziam sucesso, como "Perdidos no Espaço" e "Jornada das Estrelas", entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, em julho de 69, quando o astronauta norte-americano Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar no solo da Lua, eu não tinha dúvida nenhuma: um dia, chegaria lá. Cosmonauta ou astronauta, eu queria conquistar o espaço. Eu e milhares de outros meninos que olhavam com outros olhos os aviões que cruzavam os céus. Mas o destino é um triturador de sonhos. O tempo passou e tive quer buscar outras órbitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do sonho, restavam o prazer dos vôos em aviões comerciais, a conquista de um emblema original da Nasa (que um dia ainda vou pregar em alguma jaqueta) e as visitas ao Memorial Aeroespacial Brasileiro, aqui de São José dos Campos. E me dava por bem satisfeito. Até a noite de 29 de março, quando a razão e a ponderação do homem feito caíram por terra em frente à TV: o menino encantado ocupou meu lugar para ver a Soyuz TMA 8 partindo em direção ao céu com o tenente-coronel brasileiro Marcos Pontes a bordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 45 anos que o legendário Gagarin subiu ao espaço, Pontes tornou-se o primeiro de nós a realizar o sonho. Para muita gente, era apenas mais um lançamento. Mas, para tantos como eu que um dia sonharam em fazer aquilo mas nunca conseguiram, aquele era um momento solene. Dava para notar que o foguete subia pesado, lento, sacrificado. Não é para menos. Levava na bagagem as nossas esperanças. Naquele momento, Pontes era todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti um orgulho danado de ser brasileiro. Parecia final de Copa do Mundo. E lembrei que andava lamentando nos últimos tempos a falta de heróis. Menos pela sua magnitude, mais pela esperança que inspiram. O Brasil e os seus meninos precisam muito de novos heróis para voltar a sonhar e crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O foguete subia, os olhos marejavam e o Pontes semeava a crença em um futuro melhor. Pois aquele militar que subia aos céus foi um dia o menino de Bauru que sonhava com as estrelas. E acreditou tanto no sonho que o desejo de ser astronauta deixou de ser apenas uma brincadeira. No dia 29 de março, o menino deu lugar ao herói. E o herói, com certeza, abriu o espaço para novos meninos.&lt;br /&gt;Maurício Cintrão (cintrao@uol.com.br)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-114434101486272721?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/114434101486272721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=114434101486272721&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/114434101486272721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/114434101486272721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2006/04/brincadeiras-de-astronauta.html' title='Brincadeiras de astronauta'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-114355556455218578</id><published>2006-03-28T18:15:00.000+04:00</published><updated>2006-03-28T18:19:24.570+04:00</updated><title type='text'>Dias, horizontes e esperanças</title><content type='html'>Há certas manhãs construídas à talhadeira. Amanhecem às pancadas, brotando da noite contrariadas, cinzentas e tristes. Não nasceriam se pudessem. Mas nascem. Dão luz a novos dias e é isso o que importa. Foi isso o que sempre importou desde o mais antigo dos alvoreceres. Aliás, é apenas o que importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascem os dias apesar do calendário, dos compromissos, das estações ou do clima. Manhãs alheias às paixões ou desamores, dívidas ou saldos positivos e aos humores de todos nós. Elas acontecem apesar de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não raras vezes, manhãs também nos fazem acontecer. Existimos apesar das manhãs como as manhãs existem apesar de nós. Mas há dias que amanhecem com vontade de nos ajudar. Despertam magias desconhecidas em outras manhãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses casos, mesmo que o dia seja de dentista, proctologista ou endoscopia, a manhã pode ser melhor que o início de um feriado prolongado. Ninguém sabe o que vai acontecer ao longo do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é quando os dias não querem ser dias. Nascem noites, apesar de claros. E a pergunta não resiste: seria um problema dos dias ou das gentes? Difícil dizer. Porque há dias que são noites para muitos. Coincidência ou epidemia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias seguintes a derrotas de Seleção, golpes de Estado, brigas de família e guerras horripilantes são terríveis para muitos. Mas será que nascem contrariadas como alguns dos meus dias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma relação turbulenta com alguns novos dias. Nem sempre o humor combina com as manhãs marrentas, que amanhecem enjoadas. Raras vezes amanheço enjoado com elas. Mas quando combina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, por exemplo, não sei como vai ser a terça. E nem adianta arriscar um prognóstico. Pois escrevo na segunda-feira o texto que você vai ler na terça. Portanto, o seu hoje pode dar uma leitura cinzenta a um texto colorido que escrevi ontem em dia iluminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um pouco confuso, mas nem sempre a clareza de idéias é traduzida por dias igualmente claros. Gosto da chuva torrencial e me encanto com os nevoeiros. Produzo muito melhor quando o tempo não colabora com a maioria. E às vezes amanheço textos cinzentos, mesmo em dias prediletos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que os dias têm predileções?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho na parede do escritório um calendário colorido, daqueles feitos de pano. Um costume adquirido na casa de meus pais, onde as folhinhas deram lugar aos futuros panos de prato. Porque o destino de um calendário de pano é ajudar na limpeza do ano seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso notar como são diferentes as cores do mesmo calendário dependendo do dia ou da noite em que olho para ele. Mais curioso ainda perceber que o calendário do outro ano já está desbotado, mas às vezes oferece um colorido divertido, dependendo apenas do meu olhar enquanto enxugo pratos, lágrimas, suores e sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias, os horizontes e as esperanças brotam do espírito. Só não sabemos como fazer para controlá-los. Às vezes, são construídos à talhadeira, às pancadas. Mas brotam, florescem e murcham. Mesmo se tivessem a alternativa de não nascer. Nascem contrariados, menos por eles, mais por conta dos nossos descaminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Cintrão (&lt;a href="mailto:cintrao@uol.com.br"&gt;cintrao@uol.com.br&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-114355556455218578?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/114355556455218578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=114355556455218578&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/114355556455218578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/114355556455218578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2006/03/dias-horizontes-e-esperanas.html' title='Dias, horizontes e esperanças'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-114295451504434663</id><published>2006-03-21T19:20:00.000+04:00</published><updated>2006-03-21T19:21:55.056+04:00</updated><title type='text'>Problema de hardware</title><content type='html'>A pretensão é saber de tudo a todo o momento. Mas o cérebro e o resto do corpo não aceitam a minha voz de comando. A memória falha, o conhecimento nunca é suficiente e o resto padece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha visão, por exemplo, não consegue acompanhar a velocidade (e a miniaturização) destes brinquedinhos eletrônicos. Coisinhas inimagináveis em minha infância, como este Palmtop em que escrevo a crônica desta terça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, meus amigos. Cedi aos encantos da tecnologia para escrever meus textos. E é por isso mesmo que reclamo da incompatibilidade entre a pretensão e a prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a engenhoca é fantástica. Guarda documentos, textos e fotografias em quantidades espantosas. Posso transportar um volume enorme de informações em um aparelhinho pouco maior que um maço de cigarros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí? Hoje, tenho acesso a muito mais informações. Parabéns! Mas não tenho tempo para usá-las. Ah, agora falamos a mesma linguagem. Consigo realizar pesquisas muito mais amplas e transportá-las até para uma praia deserta, mas falta agenda para levar os dados a bom termo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse, aliás, é um problema da minha geração com e-mails, mensagens animadas, sites de banco e outras modernidades eletrônicas difíceis de administrar. As vantagens fascinam, mas o volume sufoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A molecada ri quando falo que escrevia matérias para jornal em máquina de escrever, com papel carbono entre as folhas para ter cópias. Gente, sou da época em que mimeógrafo era um equipamento super sofisticado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, por mais que o pessoal da minha geração se esforce, a adaptação à informática é um problema de grandes dimensões. É nesse contexto que volto ao início. O equipamento homem não responde com a mesma velocidade dos equipamentos eletrônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter um palmtop é uma maravilha. Simplifica o armazenamento e o transporte de dados. Mas quem transporta não dá conta disso tudo. É como usar gasolina aditivada em patinete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, festejo o fato de ter conseguido superar algumas das limitações características das pessoas de minha geração ao conquistar o uso efetivo de um aparelho maluquinho como este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tem uma gracinha de teclado, que monto e desmonto especialmente nas viagens em que sou obrigado a dormir fora de casa. Mas, na maior parte das vezes, utilizo o tecladinho digital do próprio palm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma curiosa mini-catação de milho, porque é feita na própria tela do aparelho em uma área de 2,0 cm por 5,0 cm em que cada tecla é um quadradinho de 4 milímetros de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não tem prática, acertar uma tecla comum de computador já é uma tortura. E estamos falando de um quadrado com 1,3 cm de lado. Pois no Palm eu escrevo em teclas que têm um terço desse tamanho. Não é o máximo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que preciso redobrar a atenção nas revisões, Porque o que passa de erro é uma barbaridade. Afinal, não só a teclinha é pequena, como a letrinha na tela também. Um bálsamo para os oftalmologistas. Um terror para os ceguetas como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a tecnologia é maravilhosa. O problema é comigo. Mas enquanto não inventarem um jeito de trocar meu cérebro por um modelo mais avançado, vou fazendo as minhas traquinagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Cintrão (cintrao@uol.com.br)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-114295451504434663?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/114295451504434663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=114295451504434663&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/114295451504434663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/114295451504434663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2006/03/problema-de-hardware.html' title='Problema de hardware'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-114191480018591055</id><published>2006-03-09T18:31:00.000+04:00</published><updated>2006-03-09T18:33:20.196+04:00</updated><title type='text'>Cachorros da vizinhança</title><content type='html'>Latidos fazem fundo musical a todos os meus dias de morador da curiosa São José dos Campos. Há cachorros em praticamente todas as casas da vizinhança. E pelo que pude verificar, eles são muitos em função do medo de assalto e roubo. Até parece que o medo é maior que o desejo de ter um bichano desses para companhia fiel. Tenho a impressão que já não se procuram cachorros para estimar. Buscam-se campainhas de patas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso eu tenha adiado o projeto de arranjar um bichinho desses. Porque, na verdade, só o faria mesmo por medo. Mas isso só serviria para engrossar o coro de latidos da rua. Ora, se não sou fã de bichos, para quê aumentar a barulheira reinante? Fico sem cachorro e sem fezes no quintal e pêlos espalhados por toda a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendo o medo reinante no bairro. As ações de assaltantes e ladrões não são raras. E se tem um tipo de notícia que se espalha rapidamente é aquela que trata de algum vizinho que foi vítima de bandidos. As brigas de marido e mulher também são populares na rua, mas essa é outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso dos cachorros, o grande inconveniente decorre da falta de horário para a barulheira. Deve haver 20 cachorros em um trecho de, digamos, 100 metros de rua. Cada um late quando bem entende. E dependendo do entusiasmo do latido, os outros acompanham empolgados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, reagem a movimentos externos. Por exemplo, cachorros irritam-se com outros cachorros. Assim, cada vez que um dono resolve passear com seu companheiro, os outros latem incomodados. Ora, como boa parte do pessoal trabalha, passeia-se com cachorros à noite. E como são vários passeios, a noite tem momentos ensurdecedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço que há poucos gatos nas redondezas. Mas os dois ou três que reinam por aqui têm poderes de uma ninhada. Quando resolvem passear esgueirando-se pelos muros e telhados é uma loucura. E os desgramados gostam de passear durante as madrugadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também um cachorro de rua que adotou o portão da minha casa para dormir. Metódico, sempre deita no mesmo ponto da calçada, encostado na grade. Não sem antes dar uma passeadinha em frente aos demais portões, para histeria dos cachorros barulhentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, essa companhia noturna que dorme colada no portão de casa chegou a me assustar no começo. Isso porque, lá pelas altas horas da noite, o bicho resolve se coçar. E balança o portão, como se alguém estivesse tentando soltar o cadeado. Imagine o susto. Hoje eu já estou acostumado às coçadas dele. Mas os caninos vizinhos não. E latem desesperadamente a cada coçadinha do sarnento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitas outras ocasiões em que os cachorros da vizinhança latem. Ainda não identifiquei todos os motivos. Mas isso não é importante. O que importa foi uma história que ouvi. Não sei se é verdade. Outro dia, um bandido teria entrado em uma casa da rua e o cachorro não reagiu. Os cachorros dos vizinhos também não latiram. E o sujeito teria feito a festa, levando todos os pequenos objetos de valor. Seria verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durma-se com um barulho desses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Maurício Cintrão cintrao@uol.com.br)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-114191480018591055?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/114191480018591055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=114191480018591055&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/114191480018591055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/114191480018591055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2006/03/cachorros-da-vizinhana.html' title='Cachorros da vizinhança'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-114062700337007786</id><published>2006-02-22T20:47:00.000+04:00</published><updated>2006-02-22T20:50:03.390+04:00</updated><title type='text'>Hora de lambuja</title><content type='html'>Sempre que termina o horário de verão eu sofro de novo. Porque demoro um século para me acostumar à hora adiantada e, quando parece que vou acostumar, termina a brincadeira. Os relógios voltam ao normal apesar dos meus protestos. É por causa disso que defendo que os ponteiros deveriam ser atrasados em duas horas. Durante uma semana, funcionaríamos com uma hora a menos do que o horário normal. Seria uma espécie de compensação pelo sacrifício daquela hora perdida quando os relógios foram adiantados, em outubro do ano passado. Os meus amigos de infância chamavam a isso de lambuja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram tempos em que os meninos ainda jogavam bola nas calçadas sem medo de traficantes ou balas perdidas. Às vezes jogávamos um contra um, pela falta de participantes. E como eu jogava futebol como um jacaré dançando tango, o adversário sempre me dava dois ou três gols de brinde, a lambuja. Era a compensação pelo massacre que se seguiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Gordo, você é ruim demais", dizia o adversário invariavelmente. "Dou dois de lambuja prá não parecer covardia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era uma covardia de qualquer forma, porque eu não jogava nada e levava dez, doze gols. Aliás, o drible da vaca só não foi chamado de drible do gordo porque a vaca entrou em campo antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu falava da lambuja no fim do horário de verão. Poxa, na sexta as pessoas comemoravam: oba, vai ter uma hora a mais no final de semana. Pois eu não comemorei. Ao contrário, voltei à minha campanha em defesa das duas horas a menos. Pois sabia que sofreria de novo nesta semana, achando que ainda estaria no horário de verão. Nesta segunda-feira, por exemplo, acordei uma hora mais cedo do que o necessário. Meio leso, não lembrei do fim do horário de verão de novo e fiquei esbaforido como se estivesse atrasado. Cheguei mais cedo na padaria para tomar o café-com-leite e o "Bigode", que atende ao balcão, foi educado e compreensivo, não tirando sarro da minha cara apesar de ter percebido meu engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não adianta dizer que eu errei, pois deveria ter atrasado os relógios. No começo do ano passado, quando acabou o horário de verão, sabia que sofreria com esse problema. Então, atrasei todos os relógios para não correr riscos. Mas quando acordei, sabe-se lá por conta de que fenômeno da mente, achei que o relógio da cozinha não estivesse atrasado. Olhava para o relógio satisfeito e dizia: este ano você não me engana. Fiquei ensebando, afinal, tinha uma hora a mais. Advinhe: perdi a hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu vou sobreviver a essas mudanças de horário. Até porque, é a única alternativa que me resta. Pois minha campanha para atrasar os relógios em duas horas não conseguiu encantar um só simpatizante. Vai ver o problema com o horário é só meu. O resto do país que estica e encurta os dias entre outubro e fevereiro não se incomoda com a brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos se eu tivesse uma hora de lambuja na primeira semana seria tão bom... Mas não adianta insistir porque já está ficando tarde e eu não quero que o leitor perca a hora com minhas reclamações contra o horário de verão que acabou antes que eu pudesse me acostumar com a idéia. Aliás, que horas são?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Cintrão (&lt;a href="mailto:cintrao@uol.com.br"&gt;cintrao@uol.com.br&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-114062700337007786?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/114062700337007786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=114062700337007786&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/114062700337007786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/114062700337007786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2006/02/hora-de-lambuja.html' title='Hora de lambuja'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-113797182513785745</id><published>2006-01-23T03:15:00.000+04:00</published><updated>2006-01-23T03:17:05.150+04:00</updated><title type='text'>Motoristas Chifrudos</title><content type='html'>Há muitos tipos de imbecis nas estradas brasileiras. Mas o maior deles é aquele que ultrapassa pelo acostamento. Isso não significa que outras modalidades de idiotas motorizados sejam passíveis de compreensão. Tem idiota para toda a sorte de infração. Mas eu gostaria de focar o corno vocacional ao volante. Corno, sim, porque o sujeito que desrespeita as leis do trânsito e do bom senso ultrapassando pelo acostamento, arriscando as vidas alheias e irritando todo mundo não deve ser poupado nem pela pessoa amada (se é que é amado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a pessoa amada também deve ser ultrapassada nos congestionamentos do cotidiano. Deve ficar na fila enquanto ele passa rindo, pobre e bobo, achando que é esperto. O apressadinho que não aceita as filas quilométricas dos finais de semana ensolarados é antes de tudo um fraco. Fraco de caráter, fraco de inteligência e fraco de parcerias pois, como já sabemos, é um corno pronto e acabado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último sábado desci a Tamoios em direção a Caraguatatuba para levar as crianças à praia. O passeio foi muito gostoso. O calor era escaldante. A vantagem é que as águas de Tabatinga estavam mornas. Até mesmo os engarrafamentos da ocasião podiam ser suportáveis, se não fossem os cornos apressadinhos que insistiam em querer chegar antes de todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na serra, por exemplo, há pontos onde não existe espaço para dois carros emparelhados na descida. Mas os queridinhos forçam a passagem, buzinam, estrebucham, como se os veículos enfileirados na pista fizessem parte de um corso de masoquistas dispostos a deixar os folgados passarem na frente.E não eram apenas garotões de carrinhos turbinados. Havia idiotas metidos a boys de todas as faixas de idade, a bordo dos mais variados veículos. Até mesmo "jacas velhas", que mal se agüentam sobre as rodas, eram conduzidas ensandecidamente por seu pilotos "maravilhosos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha revolta só não é maior porque vez por outra o acostamento estava bloqueado por um veículo em pane ou por um desavisado que parava sabe-se lá por qual motivo. Aí era a vez dos motoristas de fileira darem o troco, impedindo a volta dos apressadinhos para a faixa de rolamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um momento engraçado, quando uma viatura da Polícia Militar Rodoviária ocupava o acostamento e seguia bem vagarosa. Até parecia que o policial fazia de propósito para atrapalhar os auto-chifrudinhos. Você acredita que teve chifrudo que se manteve atrás da viatura para continuar no acostamento? Os espertos voltavam para a faixa de rolamento quando o policial freava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é falta de medo, gozo de impunidade. Porque se a autoridade policial parasse aqueles idiotas e lavrasse multas, não haveria essa folga toda. Pois o corno ao volante só geme quando dói o bolso. Mas tem que ser multa com abordagem, para fazer o apressadinho parar, esperar, atrasar, remoer de ódio. Só assim os demais motoristas que cumprem a lei viajariam mais tranqüilos, sabendo que nem tudo está perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois do jeito que está, o papel de idiotas é interpretado por aqueles que respeitam a vida (apesar de não serem chifrudos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Cintrão (&lt;a href="mailto:cintrao@uol.com.br"&gt;cintrao@uol.com.br&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-113797182513785745?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/113797182513785745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=113797182513785745&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/113797182513785745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/113797182513785745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2006/01/motoristas-chifrudos.html' title='Motoristas Chifrudos'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-113483075344564472</id><published>2005-12-17T18:44:00.000+04:00</published><updated>2005-12-17T18:45:53.446+04:00</updated><title type='text'>Maria do Céu</title><content type='html'>Todos já sabiam que estava para acontecer um evento. Tanto que foi aceito quebrar a rotina naquele dia. As galinhas logo cacarejaram para anunciar a chegada. Os pintinhos seguiram seus rastros interessados na alegria do cacarejo. Os anjinhos foram se aproximando, brincalhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando São Pedro viu chegar de mansinho aquela mulher firme e determinada, uma amiga de tantas gerações que enfim chegava para ficar. Ela não sabia, mas os anjos também já a conheciam de muito tempo porque ficavam ao seu lado enquanto trabalhava suas figuras por horas e horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro aproximou-se do Portão para recebê-la. Ia falar, mas ela tomou a dianteira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Licença, meu santo.Com aquela bondade de pescador, o santo respondeu com um sorriso generoso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entra, Maria. Você já é pavãozinho deste Céu. Entra que a casa é sua, mais sua do que minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anjos mais novos, saídos agorinha do barro, se apertavam nas nuvens para ver que conversação era aquela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não gruda que a massa tá fresca, ô!, reclamou um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É a Maria Figureira! É a Maria Figureira!, cochichavam os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apareceram carneirinhos de todas as cores, vaquinhas decoradas, boizinhos de Bumbá... Até um camelo verde e um bezerro amarelo deram as caras para ver quem é que chegava. Era tanta cor que mais parecia festa de São João no terreiro. Uma lindura de se ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velhinha atendeu à gentileza do santo um pouco surpresa, porque esperava ver um livro enorme, cheio de apontamentos. Ninguém chegava no Céu sem saber de seus erros e pecados. Mas não tinha livro nenhum. Tinha uma paisagem bonita ali, um arranjo cheio de flores lá, um mar de barquinhos delicados acolá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que parou espantada e logo ficou com os olhos mareados. Como há tanto não via (ah, meu Deus, igualzinho nos tempos de menina) veio a Pomba Branca, linda, iluminada e serena. Voava devagarinho, como se nem precisasse bater as asas para se sustentar acima do chão. Deu um giro suave em torno de sua cabeça e pousou em uma nuvem, dominando o cenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia ficou ainda mais claro e deu para ver a uma certa distância uma casinha de pau a pique que parecia familiar. O rancho de sapé tinha café esquentando no fogão de lenha e uma pessoa sentada à mesa, entretida com alguma coisa que repousava em cima da mesa. Aproximou-se e logo percebeu. O artesão velhinho, com o rosto negro e enrugado, era muito conhecido. Sobre a mesa, as figuras de bezerrinhos formavam um lindo conjunto de argila ainda molhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele percebeu o movimento, levantou os olhos e sorriu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vem, menina filha, vem. Ocê aprendeu a fazê as figura como ninguém. Antão se achegue logo prá modo de começá a trabaiá. As figura precisa ficá pronta antes das festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anjos sorriram e começaram a cantar. E surgiram de todos os cantos pavões azuis, cheios de desenhos coloridos, que mais apreciam obras de arte do que bichos da Mãe Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria sentou-se ao lado de seu pai para recomeçar o trabalho. A arte das figuras de barro que fez de Taubaté um lugar muito especial no mundo dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro não resistiu ao pensamento divertido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Este ano, o Natal no Céu vai ter um Presépio ainda mais bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os anjos disseram amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Cintrão&lt;br /&gt;(escreva para mim - &lt;a href="mailto:cintrao@uol.com.br"&gt;cintrao@uol.com.br&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-113483075344564472?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/113483075344564472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=113483075344564472&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/113483075344564472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/113483075344564472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2005/12/maria-do-cu.html' title='Maria do Céu'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-113483062808498080</id><published>2005-12-17T18:42:00.000+04:00</published><updated>2005-12-17T18:43:48.086+04:00</updated><title type='text'>Ilustres desconhecidos</title><content type='html'>Ontem falava com meus amigos Júnior e Ênio e tratávamos de lembrar das pessoas exóticas com as quais já tivemos que lidar. E chegamos à conclusão que não há ser mais difícil de tratar do que os quadrados por escolha. Pessoas em ângulos retos, perfeitos e, por isso, medíocres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensam o mundo com uma régua. São tão fechadas em sim mesmas que se encantam com os próprios gases. Tristes exemplos de horizontes curtos. Moldam a beleza à imagem e semelhança de suas limitações. Para elas, o feio é o diferente. E como o mundo é feito de diferenças, feio assim fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro sintoma desse engocentrismo limitador é a burocratização da vida. Se pudessem, criariam fórmulas para tudo, do consumo de papel higiênico doméstico ao dia de sair com parceiros e parceiras. Não são seres humanos, são clips.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me faz lembrar de uma capa de disco do saudoso Premeditando o Breque, conjunto paulistano que conseguiu destaque nos anos 80. A música-título do LP era "O melhor dos iguais". Pois essas almas em clips almejam a normatização dos sentimentos, a excelência na igualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já imaginaram? ISO 9000 e bolinha para o amor e suas variações operacionais. Parágrafo primeiro: prazer é a sensação alcançada segundo parâmetros da norma 74/73ª, conforme "consensado" na convenção internacional de Bereba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês já ouviram falar nesse termo? "Consensado". Refere-se à decisão por meio de consenso. Até dá para imaginar o Leite Consensado, produto da pasteurização por meio de reuniões infindáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, mas não era disso que eu falava. Tratava dos burocratas da vida. Gente que não tem coragem de arriscar e risca do caderninho qualquer possibilidade de risco. São arquivos de experiências controladas. Enciclopédias do contidiano morno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Têm aquele olhar de vampiro banguela, de perspectivas anêmicas. Esfriam qualquer possibilidade de criação por meio da seleção do "mas". Funciona mais ou menos assim: "olha, você fez um projeto muito bom, a planta está perfeita, a perspectiva é arrojada, mas..." e aí vem a saraivada de asneiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "mas" deveria ser abolido das conversas com clientes em geral. Se você já fez free-lance ou foi autônomo e precisou do julgamento de um cliente para pode trabalhar, sabe direitinho do que falo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não sabe como é, imagine a situação. O sujeito (ou a sujeita, por que a mediocridade não prefere sexo) pede estrogonofe. Você escreve a receita solicitada e o freguês admira a qualidade dos ingredientes e sua composição, mas será que não daria para trocar o filé por coxão mole? Muda aqui, muda ali e o prato vira um picadinho sem arroz com feijão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por incrível que pareça, entretanto, tornam-se pessoas divertidas, mesmo que involuntariamente. Porque viram motivos de piadas, exemplos em conversas de bar. E a vida continua apesar delas, ou com elas, porque há gente desse tipo em todos os lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Cintrão&lt;br /&gt;(escreva para mim - &lt;a href="mailto:cintrao@uol.com.br"&gt;cintrao@uol.com.br&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-113483062808498080?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/113483062808498080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=113483062808498080&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/113483062808498080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/113483062808498080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2005/12/ilustres-desconhecidos.html' title='Ilustres desconhecidos'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-113483054535677210</id><published>2005-12-17T18:39:00.000+04:00</published><updated>2005-12-17T18:42:25.360+04:00</updated><title type='text'>Indústria da impunidade</title><content type='html'>Não sou técnico na área de Transportes. Mas me incomoda muito essa discussão a respeito de aumento de arrecadação por conta de multas. Especialmente no que diz respeito a multas de trânsito. Primeiro, porque multa não foi feita para aumentar arrecadação. É para punir quem transgride. E neste País instituiu-se uma espécie de irmandade do contra. É o pessoal que reclama da suposta "indústria da multa". Chamo a essa irmandade de "indústria da impunidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maioria, são pessoas que nem abusam da velocidade, cumprem as leis de trânsito, mas morrem de medo de serem multadas nos momentos de exagero. E caem na cantilena dos infratores contumazes, transgressores que pretendem a impunidade. Saem em defesa da suposta tese de que há setores da sociedade querendo lucrar com as multas sem perceber que protegem os infratores. Se tem alguém querendo lucrar, é o pessoal que infringe a lei e ri de quem a cumpre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja nas ruas, avenidas e estradas os neuróticos apressadinhos que ultrapassam sem respeitar as regras de boa direção, que dão fechadas violentas e induzem outros motoristas aos acidentes. Esses criminosos de trânsito dificilmente se envolvem em acidentes. Quando se envolvem, são acidentes violentíssimos. Consideram-se ases do volante. E provocam mortes com seu comportamento de risco. Quando são multados, reclamam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são poucos. Por isso, quando surgem radares fotográficos e blitze de autoridades de trânsito, rebelam-se. Dizem que seus direitos não estão sendo respeitados. Ora, desreitados estamos sendo todos nós que acatamos a lei e somos submetidos aos caprichos dos playboyzinhos com veículos turbinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, não sei porque não são proibidos os veículos com equipamentos que aumentam potência de motores. Isso deveria ser banido. Pois quem "envenena" um carro quer voar. E se quer voar, vai transgredir as leis de trânsito. Por isso, deveria haver punição exemplar para essas bestas voadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trafego muito em estradas e me deparo com esses idiotas motorizados a toda hora. São irresponsáveis e traiçoeiros. Geram terror no trânsito e quase nunca são punidos. Culpam os caminhoneiros por acidentes violentos. Mas são os veículos de passeio que mais provocam acidentes a uma proporção de 3 para 1. É só verificar as estatísticas. Há caminhoneiros que abusam, sim. Mas sua quantidade é muito menor que o mito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, queria tratar das multas e dos supostos excessos de quem multa. A Sociedade precisa ficar atenta e impedir abusos dos poderes competentes, se estes estiverem de fato abusando. Mas nunca podemos esquecer que as autoridades precisam multar para que os alucinados parem de provocar mortes no trânsito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Multa não deve ser pensada como instrumento para aumentar arrecadação. Mas também não se pode generalizar. Se tem excesso de multas, é bem provável que estejam acontecendo excessos de quem é multado. Em um país onde o suborno e as carteiradas dão jeitinho a tudo, o rigor da lei não faz mal a ninguém. Pelo contrário, pode ajudar a moralizar as relações entre as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Cintrão&lt;br /&gt;(escreva para mim - &lt;a href="mailto:cintrao@uol.com.br"&gt;cintrao@uol.com.br&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-113483054535677210?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/113483054535677210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=113483054535677210&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/113483054535677210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/113483054535677210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2005/12/indstria-da-impunidade.html' title='Indústria da impunidade'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-113483037191765765</id><published>2005-12-17T18:38:00.000+04:00</published><updated>2005-12-17T18:39:31.936+04:00</updated><title type='text'>Viver de bico</title><content type='html'>Você vive de bico? Não? Pois eu conheço um monte de gente que vive de bico. O sujeito ficou desempregado, tinha que colocar dinheiro em casa e foi fazer qualquer coisa para ganhar uns trocados. Era para ser provisório, "até as coisas melhorarem". Mas "as coisas" não melhoraram e o provisório virou definitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim também com a industriária que passou a vender salgadinhos enquanto não arranjava emprego em outra fábrica. Vendia aqui, vendia ali e virou fornecedora de salgadinhos em vários escritórios porque não apareceu novo emprego que valesse a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por aí vai. Tem a psicóloga que se transformou em artesã de porcelana fria, o engenheiro que presta serviços de consertos domésticos, a professora que costura colchas de fuxico e a secretária que monta e vende bijuteria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os economistas são os reis do eufemismo para lidar com os descaminhos da economia. E deram o nome a isso de economia informal. É uma economia que não aparece nos números oficiais, não arrecada impostos, não está sujeita a multas, não engorda fiscais e funciona muito bem, graças a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Economia que não está sujeita às variações de mercado porque ela mesma é produto das variações do mercado. E se o brinquedinho de terceira linha não vende mais, surge a lapiseira colorida ou os óculos de carregação. O sanduíche natural vira coxinha e a empadinha vira pão de queijo. E as pessoas vão tocando suas vidas do jeito que dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o fenômeno do enxugamento das empresas e dos processos de achatamento salarial, também acontece o vice-bico. Gente que tem emprego fixo, com registro em carteira, mas que não dá conta das contas e, por isso, vende alguma coisa por fora para complementar a renda. É revendedor enrustido de cosméticos, representante informal de empresa de potes de plástico, vendedora de lingeries, fabricante de bijuterias, quituteira de fim de semana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse exército de quase-bicantes trafega dentro das empresas com certo sigilo e atende a uma parcela de colegas de trabalho e vizinhos de escritório que aproveitam os preços mais baixos para também reduzir seus custos fixos. Porque o sanduíche caseiro é mais barato que a refeição por quilo no restaurante da esquina e o sutiã de segunda linha tem bordado bonitinho e dá para o gasto enquanto não sobra para comprar no magazine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diriam em Harvard, o importante é que a economia gire. E ela vai girando, apesar dos contratempos do dólar, das oscilações da bolsa, dos aumentos abusivos e do cinismo dos governantes. Viver de bico é, antes de mais nada, a arte de sobreviver em um país que se livrou da inflação, mas que ainda não perdeu o medo da inflação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois viver de bico é isso. É seguir de acordo com a corrente enquanto não sopram os ventos para a descoberta de novos continentes. Ou enquanto não surgem novas descobertas que exijam colonizadores capazes de resistir a tudo. Porque o bico é uma escola fundamental nestes tempos em que as empresas do futuro exigem dos funcionários criatividade, empreendedorismo e resistência de camelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Cintrão&lt;br /&gt;(escreva para mim - &lt;a href="mailto:cintrao@uol.com.br"&gt;cintrao@uol.com.br&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-113483037191765765?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/113483037191765765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=113483037191765765&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/113483037191765765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/113483037191765765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2005/12/viver-de-bico.html' title='Viver de bico'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-113483019825212076</id><published>2005-12-17T18:34:00.000+04:00</published><updated>2005-12-17T18:36:38.266+04:00</updated><title type='text'>Sabor de história</title><content type='html'>Remexia meus guardados neste final de semana garoento, quando reencontrei receitas que não experimento desde criança. Bolos, tortas, doces e canapés preciosos que pensara ter perdido para sempre (até porque a memória nem sempre guarda sabores).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, voltei no tempo ao encontrar os mapas de tantos tesouros grafados de próprio punho pela minha mãe. Esperavam pela minha curiosidade (ou por um fim de semana bobo como esse) feito fermento que cresce preguiçoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma surpresa duplamente agradável. Primeiro, por recuperar a prescrição de iguarias dadas como perdidas pela maior parte da família. Depois, porque a evolução da maneira de escrever de mamãe mostra um pouco da sua trajetória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A letrinha antes firme vai ficando trêmula com o passar dos anos. É como se um diário se abrisse aos meus olhos entre quitutes e bolinhos de chuva. O desenho redondo e bem definido das palavras na receita da "Rosca Suíça" (que chamávamos por "Holandesa" não sei porque), é muito diferente das frases escritas com dificuldade na última vez em que me passou a receita do "Bacalhau Escondido" (com creme, uma delícia) dos tempos mais recentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a descrição de um prato e outro, aparecem as brincadeiras que mamãe sempre fazia. "Coloque três ovos inteiros (mas sem a casca!)". E as considerações da expertise ("use margarina ao invés de óleo, fica melhor"). Um toque de encanto repousa no título de cada descrição de produtos e quantidades. Ao lado do nome, está a singela citação de quem revelou a receita. É o respeito por quem iniciou a tradição da feitura do prato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no meio de tantas jóias da culinária familiar, encontrei a receita do biscoitinho salgado que a minha irmã Suely fazia quando ainda morávamos no Ipiranga. É uma espécie de rocambole com massa de torta. Ao ser cortado longitudinalmente, dá lugar a espirais recheadas de massa que, levadas ao forno, transformam-se em aperitivos deliciosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns de vocês talvez não reconheçam o que vou falar. Mas eu lembro de comer esses biscoitinhos caseiros ainda quentes enquanto assistia aos festivais de música da TV. "Eu tomo uma Coca-Cola e ela pensa em casamento...". Em branco e preto, a família reunia-se em frente à televisão à noite, no final de semana (talvez garoento, não lembro) e dividia apetites e opiniões enquanto o jovem Caetano Veloso cantava "Sem lenço Sem documento".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrio ao perceber que a memória feita de sons, perfumes, rostos e paisagens tem uma vertente fundamental, a das receitas. É sorriso de descoberta. Pois entre uma fornada e outra, talvez eu consiga resgatar muitas das minhas lembranças adormecidas (que eu pensava esquecidas). E quem sabe possa reverenciar um fato inequívoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao registrar as receitas preferidas, Dona Iza estava guardando para nós os segredos da sua deliciosa generosidade. Na verdade, sabia que um dia alguém voltaria a cozinhar seus pratos. Mas, sem querer, também estava dando uma aula de história. E legando ao futuro os fundamentos que fizeram de nós, seus filhos, felizes privilegiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Cintrão&lt;br /&gt;(escreva para mim - &lt;a href="mailto:cintrao@uol.com.br"&gt;cintrao@uol.com.br&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-113483019825212076?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/113483019825212076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=113483019825212076&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/113483019825212076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/113483019825212076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2005/12/sabor-de-histria.html' title='Sabor de história'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-112300074659747440</id><published>2005-08-02T20:38:00.000+04:00</published><updated>2005-08-02T20:39:06.606+04:00</updated><title type='text'>Cortei os cabelos, sim</title><content type='html'>As pessoas que não me vêem há muito tempo, estranham quando me encontram com cabelos curtos. Pois é, cortei os cabelos, sim. O chato dessa história não é a expressão de desagrado o aprovação de quem revela o espanto. É a pergunta quase automática que segue o olhar espantado: “o que você fez com o seu rabinho”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, peço a compreensão dos leitores. Eu usava cabelo comprido amarrado em rabo de cavalo. É a respeito desse rabo que as pessoas se referem. Sei que fica estranho tratar de assunto tão banal em uma crônica, mas é que estou ficando sem jeito com essa coisa de ficarem lamentando a perda do meu rabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos, os tempos mudaram. Os dias estavam mais quentes, os xampus mais caros e eu queria mudar o visual. Foi por isso que cortei os cabelos.  Hora dessas retomo a velha imagem de rebelde sem causa. Continuo sem causas, meio rebelde, mas com cabelos curtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que insistem em perguntar sobre meu rabo, digo que me candidatei a um cargo de gerente de supermercado. É brincadeira, é claro, mas alguns acreditam e fazem aquela cara pouco disfarçada de “poxa, a que ponto chegamos!”. Outros ficam em dúvida. Mas olham desconfiados, como se eu tivesse jeito para a coisa (de gerente, por favor, não confundam).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que estou de cabelos curtos. Mas não é preciso preocupação. Cortei os cabelos e não o cérebro. Esse continua no mesmo lugar, com as mesmas qualidades e limitações de sempre. Desisti de tentar ativar o percentual adormecido da massa encefálica (que é enorme – o percentual, não a massa). Deixe que durma. Vai que eu resolva começar a ter idéias diferentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque essa coisa de atiçar as forças da natureza é um perigo. Já imaginou se adquiro repentinamente poderes telepáticos? Ficaria preguiçoso e só publicaria crônicas pelas ondas cerebrais. Ou perderia meu espírito esportivo e ficaria interferindo nas conversas chatas das pessoas à minha volta. Poderia até provocar revelações bombásticas em almoços sociais (por parte dos outros, é claro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso deixar de imaginar aquela mulherona no carro ao lado, parada no farol ao meu lado, ouvindo de dentro de seu cérebro: “sorria para o gordinho sem rabo, sorria para o gordinho sem rabo”. E ela sorriria, encantada, menos pelo charme do gordinho, mais pela estrambólica mensagem do “sem rabo”. E seguiria seu curso sorrindo e pensando coisas do tipo: “coitado, sem rabo!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não, chega. Não me levem a perder o rumo da prosa. Eu apenas cortei os cabelos. Ou melhor, mandei cortar meus cabelos. A artista foi a Cida, que deve ter sentido dor no coração de ter cortado meu rabo. Porque cabeleireira boa do ramo, já estava imaginando banhos e tratamentos para que o cabelão ganhasse mais viço e cor. Mas teve que cortar e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, gostaria de esclarecer de uma vez por todas. Por conta de razões absolutamente pessoais, pedi à Cida que cortasse meus cabelos. Fiquei mais leve, mais fresquinho (no sentido climatológico da palavra). E até que acostumei bem. Tanto que acabo me espantando quando alguém me encontra na rua e pergunta: “o que você fez com seu rabinho?”. Justo agora que preciso ir ao proctologista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(escreva para  mim cintrao@uol.com.br)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-112300074659747440?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/112300074659747440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=112300074659747440&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/112300074659747440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/112300074659747440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2005/08/cortei-os-cabelos-sim.html' title='Cortei os cabelos, sim'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-111905997653156210</id><published>2005-06-18T05:57:00.000+04:00</published><updated>2005-06-18T05:59:36.533+04:00</updated><title type='text'>Boi Velho, Boi Novo</title><content type='html'>Depois de uma certa idade, o amor já não provoca mais aquele alvoroço da juventude. Vivem-se as alegrias das paixões de modo mais sereno. Não que as paixões deixem de chocalhar nossos sambados corações. Apenas evitamos o desperdício de energia do rock pauleira da adolescência. Vamos de mansinho, em ritmo mais cadenciado. Assim como um caminhar no parque ao amanhecer, um bolerão entregue, uma bossa nova de apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem me venha com as gracinhas maliciosas de que o amor sereno é culpa das dores nas costas e das juntas enrigecidas. Ainda temos muita energia para gastar. Só não gastamos luz à toa. Sempre vai aparecer um piadista para dizer que isso é coisa de velho, que sai pela casa apagando as lâmpadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, não tem nada de errado em economizar energia em casa. As contas de luz estão caras e o bom senso recomenda moderação. Como diria o velho filósofo, não é preciso apagão para saber que uma hora vai acabar. Mas isso nada tem a ver com amor, pois a paixão gostosa é vivida no escurinho, com ou sem desperdício de energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor sereno assemelha-se a comer a sobremesa com prazer e devagarinho. Depois de uma certa idade, já não é preciso tomar cinco sorvetes para satisfazer o apetite. Até arrisco uma bela banana split, mas em pequenas colheradas. Ou seja, equipamento não falta, o que não há é esbanjamento. Mas ainda nos divertimos lambuzando os beiços com um sorvetão de causar arrepios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a diferença entre o corre-corre de office-boy e o ceder o lugar no elevador do executivo, que prefere subir no próximo, mais vazio. A paixão tem os mesmos ingredientes, só que não cai tanta farinha para fora da tijela. No final, não sobra nada, mesmo que para acabar demore mais um pouco. Sem pressa, crianças. Esse é o verdadeiro segredo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como sempre tem algum malicioso para dar palpite nas crônicas, nunca é demais lembrar que o "sem pressa" não significa "sem vigor". Porque há muita confusão, especialmente entre os mais jovens, quando o assunto é cadenciar os movimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometo que não vou ameaçar fazer um desenhinho. Mas vou usar um exemplo fácil de entender. Seleção Brasileira de Futebol. Conhece? Pois bem, se não tem um armador mais experiente, um meio-campo capaz de parar a bola e reorganizar o time, de nada adiantam três ou quatro artilheiros lá na frente. Vem uma Argentina qualquer e entra com bola e tudo. Compreende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão de jogo permite armar melhor as jogadas, dominar o jogo e, principalmente, ganhar. Nesse sentido, a juventude precisa compreender que os mais velhos podem precisar de táxi para voltar de um ataque à linha de fundo adversária, mas sabem direitinho alguns truques fundamentais para que a energia do time não seja do outro time para ganhar o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, como diria a piada dos dois bois que, no alto da colina, observavam muitas vacas no pasto. O Boi Novo fala todo agitado para o mais velho: "Boi Velho, Boi Velho, vamos descer correndo lá na campina para namorar logo uma vaquinha nova!". E o Boi Velho responde: "Calma, Boi Novo, vamos devagar e namoraremos todas!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vamos mugindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(comente comigo: cintrao@uol.com.br)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-111905997653156210?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/111905997653156210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=111905997653156210&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/111905997653156210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/111905997653156210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2005/06/boi-velho-boi-novo.html' title='Boi Velho, Boi Novo'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-111905986645137893</id><published>2005-06-18T05:56:00.000+04:00</published><updated>2005-06-18T05:57:46.453+04:00</updated><title type='text'>O Choro de Todos os Choros</title><content type='html'>Não sei como é com vocês, mas eu choro. Sou bobo que só vendo. Choro por qualquer besteira. Choro de alegria, choro de tristeza (ah, mas isso todo mundo faz). Choro cortando cebola, choro vendo filme besta, choro de raiva, choro. Sou daqueles tipos que choram até em comédia. Disfarço, tusso, finjo que caiu um cisco no olho, mas, na verdade, choro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choro quando vejo uma criança sofrendo, quando encontro gente burra e pretensiosa, choro de desgosto porque não tem jeito para burrice e pretensão, mas deveria haver um jeito para a pobreza da infância abandonada. Choro irritado quando descubro que o cheque estourou, o aluguel atrasou e o condomínio aumentou de novo. Vocês que moram em casa não devem saber como é isso. Dá vontade de chorar, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dá vontade de chorar nas noites frias com nevoeiro sem a companhia da minha Brabu que não merece repreensão porque está cuidando da mamãe dela. Dá vontade de chorar quando vejo o pôr de sol, quando vejo pássaros voando em formação ou naqueles momentos incomparáveis em que o espírito permite um lampejo do que deve ser o paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou chorão e nem tenho como dizer o contrário. Um chorão discreto, que chora quieto, a um canto, de lágrima escorrida e soluço abafado. Choro o choro de quem não chora chorado. Choro de satisfação quando conquisto o que não era possível. E choro até com o sonho da conquista que sempre será impossível. Sonhar faz parte do choro, ou o choro faz parte do sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choro pelos nomes e rostos esquecidos, pelas histórias mal contadas e pelas lembranças que se perderam na bruma. Choro pela fome que não sinto, pelas mentiras que não minto e pelos abjetos desejos de alguns seres humanos. Choro ao tocar os cabelos de uma das minhas filhas, choro ao vê-las dormirem sossegadas, choro porque não sei o que fazer diante de sua rebeldia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu choro, amigos e amigas. Eu choro. E se o Brasil ganhar outra Copa, ou um amigo levar a Mega Sena, não tenham dúvidas, porque eu vou chorar. E vou chorar pelo último colocado da maratona, pelo bombeiro que salvou a menininha e pelo menino que não teve quem o salvasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choro pelos outros, pelas coisas, pelos acontecimentos, mas também choro por mim mesmo. Choro pelas minhas necessidades, pelas minhas maldades e pelas minhas invejas. Choro o recanto perdido, o silêncio corrompido e a ternura abandonada. Choro porque perco pessoas que amo e só nos resta chorar diante dessa perda inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos não tenho medo de confessar que choro e vou continuar a chorar. Até que um decreto proíba o choro e eu chore proibido porque assim é mais gostoso ou porque não viva sem chorar. E seguirei clandestino no meu choro até que vá preso ou perca o desejo ou o chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acho que ainda tenho muito choro por experimentar. O choro de não ter amado tantas vezes quanto deveria, de não ter me perdido nos descaminhos que reencontram, nem exagerado quando exagerar era a única forma de continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choro por tantos motivos porque sou chorão, e porque estou vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(comente comigo: cintrao@uol.com.br)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-111905986645137893?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/111905986645137893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=111905986645137893&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/111905986645137893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/111905986645137893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2005/06/o-choro-de-todos-os-choros.html' title='O Choro de Todos os Choros'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-111905974502727603</id><published>2005-06-18T05:53:00.000+04:00</published><updated>2005-06-18T05:55:45.030+04:00</updated><title type='text'>Perdendo heróis</title><content type='html'>Perdemos muitas coisas ao longo da vida: amigos, dinheiro, amados e bugigangas. O tempo passa e percebemos que a dinâmica implacável das derrotas aumenta em ritmo e intensidade. Perdem-se os dentes, a memória, o ânimo e alguns sonhos. Perdem-se amores para sempre. Alguns se vão por esclerose. Outros seguem seus caminhos por conta dos erros de cálculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vão-se os amigos, as amadas e as amarras. E nem o vento volta para nos empurrar mar adentro. Partem os vizinhos, os colegas de trabalho e os próprios empregos. Morre muita gente pelo caminho. Uns morrem de burrice. Outros morrem de velhice. Vários cederam às tentações e decepcionaram. Morreram também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sítio morre para garantir a poupança. A casa cede ao apartamento pelo desperdício de espaço. O carro falha, o sapato fura e o pijama fica. Pára o relógio mais querido, some o brinquedo que seria para sempre, fica para trás alguma coisa importante da qual agora eu já nem lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destino é infiel e decidido. Mesmo que eu acredite que nada está decidido. Fui criado para lutar e fazer o futuro que pudesse conquistar. Apesar disso, assisto espantado aos lances definitivos do acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse mundo de perdas, a pior de todas é a da sensação de invulnerabilidade. Depois de certa idade, morrem os pais, os tios, os padrinhos. Parece que combinam. Chega um momento e morrem todos aqueles que nos deram tudo o que somos (ou boa parte das perdas e dos ganhos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos percebemos que até os nossos heróis acabam sendo abatidos. E é difícil aceitar que não há mais quem nos proteja da vida. É quando, mesmo já adultos, marmanjos, perdemos de vez o que podia sobreviver da meninice protegida. Ou viramos nós mesmos os heróis de nossos filhos, sobrinhos e afilhados, ou perdemos todos e tudo, a começar pela esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste perceber que nascemos dessas perdas. Renascemos, na verdade. Recomeçamos de onde estávamos para seguir além do possível. Até que o tempo, a burrice ou as decepções nos matem. E ganhemos o status de buracos nas vidas daqueles que nos amam (ou nos amaram).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos tempos tenho perdido muita gente querida. E não gosto de acreditar no inevitável. Queria muito poder voltar a ser o cowboy de mentirinha que montava no cavalo-goiabeira do jardim. Arremessar mangas na cachoeira como se fossem granadas de uma guerra imaginária (e eu sempre vencia). E exercitar meus super poderes de brincadeira enquanto meus velhos heróis batalhavam de verdade para que eu pudesse brincar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas até os meus heróis acabaram perdendo. E como se não soubesse que isso fosse acontecer, fico muito triste. Talvez não quisesse acreditar. Pois os próximos a perder serão meus filhos, sobrinhos e afilhados, que escolheram a mim, pobrezinhos, para ser o super herói que vai morrer um dia. E eu não quero que eles cresçam, porque vão perder o que venho perdendo nestes últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nós, humanos, somos feitos daquilo que perdemos. E nada mais podemos fazer que não reconstruir em nós mesmos aqueles que nos fizeram vencer. Até para sabermos perdê-los. Até para saber que um dia também seremos perdidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Comente comigo: cintrao@uol.com.br)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-111905974502727603?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/111905974502727603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=111905974502727603&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/111905974502727603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/111905974502727603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2005/06/perdendo-heris.html' title='Perdendo heróis'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-111905957882563275</id><published>2005-06-18T05:50:00.000+04:00</published><updated>2005-06-18T05:52:58.833+04:00</updated><title type='text'>Pacificação à mesa</title><content type='html'>Almoço de família dá sempre muito trabalho. Especialmente se a comida é feita em conjunto, com carinho e muita conversa jogada fora. Se o clima familiar é bom e a fome suportável, dá para esperar duas ou três horas de atraso para comer as iguarias do domingão. Isso quando não atrasa mais. Porque o papo fica interessante e a comida vai para o segundo plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu adoro cozinhar para muita gente. E não poderia deixar de gostar dessas festas informais que fazem a vida ser melhor. Trabalho muito mais do que se fosse fazer a comida para poucas pessoas. Mas a união promovida pela refeição especial é a compensação para as dores nas costas e o cansaço do final do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste domingo, fiz o molho de tomate para o nhoque caseiro da sogra. É muito mais fácil comprar purê de tomate no supermercado. Também é muito mais simples comprar a massa pronta. Mas e o charme da produção artesanal, onde fica? E as conversas que vão acontecendo enquanto o molho apura e o nhoque vai sendo pacientemente picado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nessas horas em que a pacificação familiar acontece. Pena que nem todo mundo que poderia estar por lá pôde participar. Porque seria uma excelente oportunidade para baixar armas e recomeçar. Como bom gordinho, acredito sinceramente que os recomeços à mesa dão liga para anos de convivência pacífica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem sempre os cardápios do dia-a-dia combinam com os encontros e desencontros de família. Resta guardar receitas para novas oportunidades em que o apetite falará mais alto do que o azedume das eventuais diferenças. Porque diferenças todos temos. A grande arte da vida em família é exatamente saber lidar com delicadeza nessas horas. E vencer as dificuldades com o jeitinho que sempre foi dado nas horas de aperto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até há bem pouco tempo, eu não podia dividir esses momentos. Havia algumas arestas a serem aparadas e conversas difíceis a serem travadas. Mas o tempo e a boa vontade venceram as barreiras e hoje eu sou um privilegiado por poder desfrutar de momentos de comunhão gulosa com as pessoas que aprendi a amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é curioso, porque não nasce pronto. Tirando os casos das novelas e filmes românticos, as pessoas aprendem a se amar. E constróem esse amor no dia-a-dia, na tolerância em casos de divergência, na calma em momentos de discórdia e na curiosa prática do "deixa prá lá". Essa, talvez, a maior arte da vida em família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é pensando no "deixa prá lá" que eu vou tirar da gaveta algumas receitas centenárias e preparar o espírito para a próxima oportunidade de uma reunião familiar. E vou torcer sinceramente para que mais gente possa experimentar as delícias de matar a fome e as divergências com carinho e delicadeza. Porque comida boa em reunião de família depende muito mais de carinho e delicadeza do que de ingredientes e receitas mirabolantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a oportunidade não chega, fico pensando na marmitinha que trouxe de São Paulo e que aguarda a minha fome na geladeira. Isso se algum abelhudo já não passou na minha frente e comeu todo o resto de nhoque com o qual até salivo só de lembrar. Porque família tem dessas coisas. De repente, sempre aparece alguém e come o último pedaço quando a gente mais queria comer. Ah, se já comeram, arranjo um bom motivo para repetir a comilança no próximo fim de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Cintrão&lt;br /&gt;(comente comigo: cintrao@uol.com.br)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-111905957882563275?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/111905957882563275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=111905957882563275&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/111905957882563275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/111905957882563275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2005/06/pacificao-mesa.html' title='Pacificação à mesa'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-111638552433919122</id><published>2005-05-18T07:01:00.000+04:00</published><updated>2005-05-18T07:05:24.343+04:00</updated><title type='text'>Cordialidade já!</title><content type='html'>Cordialidade nada tem a ver com pessoas gentis. Até esses trogloditas musculosos podem ser gentis, eventualmente. Isso também não significa que as pessoas gentis sejam de fato gentis. Por conta dos compromissos sociais e da cenografia dos relacionamentos profissionais, muita gentileza acompanha atos cruéis do cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já assisti a verdadeiras performances de imbecilidade desempenhadas por baluartes da gentileza. Pessoas que aprenderam a desarmar os outros agindo mostruosamente com sorrisos nos lábios e com toda a educação que vovó ensinou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho que todo mundo precisa ser legalzinho. Isso é coisa de novela em que os bons são até chatos de tão bons e os maus são tão maus que a gente sente pena. Ninguém é 100% cordial. Ninguém é 100% grosseiro. Eu sei, eu sei, não se enquadram aí algumas pessoas que você conhece. Eu também conheço exceções, mas essas não valem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a cordialidade faz uma diferença enorme e muitas vezes ela aparece quando ninguém esperava. Já fui surpreendido por alguns exemplos singelos que quebraram minhas expectativas. Certa vez, no trânsito, um caminhão fechava todo mundo. Quase arrancou a lateral de meu carro. Alguns quarteirões mais à frente, vi o piloto neurótico estacionar de qualquer jeito para ajudar um cego a atravessar a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem a história do balconista de um bar perto de onde morei. Tratava a freguesia às tamancadas, mas era a única pessoa de quem um mendigo da região aceitava roupas e comidas. E pelo que contam, o sizudo comerciante cumpria seu papel benemerente com dedicação e até docura. Vai entender...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas revelam-se naquilo que fazem cotidianamente e não nos gestos-padrão, naquela gentileza de buffet de casamento. No dia-a-dia é que a real cordialidade aparece. Dar passagem para alguém atravessar a rua, esperar o vizinho chegar para subir no mesmo elevador, ajudar uma senhora a carregar os pacotes, enfim, ser humano e parceiro nesse mundo atrapalhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque esse mundo anda precisando muito de cordialidade. Não é preciso faculdade ou curso de idiomas para ser cordial. Basta querer. Não importa o país ou a língua que se fala. O gesto educado, companheiro, solidário não tem limite fronteiriço. E salvo os casos em que o gesto pode ser entendido de forma errada (isso acontece, às vezes), cordialidade é a melhor das diplomacias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a minha preocupação vai além da diplomacia. Estou preocupado com a falta de respeito de uma maneira geral. Parece um movimento nacional. Sinto que a cordialidade é confundida com fraqueza ou com idiotice. As pessoas fingem sizudez e mau-humor para não parecerem frágeis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, somos todos absolutamente frágeis. De que adianta disfarçar, então? Vale mais a coreografia do que a própria dança? Estamos mais atentos às aparências do que à eficácia das relações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, sugiro uma experiência. Seja cordial neste dia. Se você já é, seja mais, ultrapasse o seu cotidiano. Se o que você nunca foi, vá lá e arrisque um cumprimento ao porteiro do prédio ou um bom dia sorridente ao jornaleiro. Doer não vai. Nem vai fazer mal. O máximo que pode acontecer é ganhar um delicioso sorriso do outro lado do seu sorriso. E as distâncias serão muito menores amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Cintrão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se quiser comentar, escreva para mim:  &lt;a href="mailto:cintrao@uol.com.br"&gt;cintrao@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-111638552433919122?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/111638552433919122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=111638552433919122&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/111638552433919122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/111638552433919122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2005/05/cordialidade-j.html' title='Cordialidade já!'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-111543255782361414</id><published>2005-05-07T06:21:00.000+04:00</published><updated>2005-05-07T06:22:37.833+04:00</updated><title type='text'>Beijos de Filho</title><content type='html'>Minha mãe está doente. Nem sei se vai registrar os cumprimentos pelo Dia das Mães, no domingo. Sua memória anda pregando peças. Nós, os filhos, passaremos por lá para cumprimentá-la, é claro. Eu nem vou ficar chateado se ela me confundir com meu irmão. Isso acontece às vezes e faz parte da idade. O importante é que ela estará por lá e teremos o privilégio de ficar ao seu lado para homenageá-la, mimá-la e agradecê-la por tudo o que conseguimos conquistar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se escrevo, devo muito a meu pai, um apaixonado pelo idioma. Mas foi minha mãe quem me ensinou a não sofrer tanto com os grilhões da Gramática. "Escreva de ouvido", brincava ela. Uma lição fundamental. Porque um texto tem que soar correto. Tem que ser bonito. O mundo já está cheio de textos corretos e feios. Esse, aliás, era um dos poucos motivos de briga entre ela e papai, que prezava as regras da escrita como ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último final de semana estive com a Velha Iza. Está caidinha, em uma cadeira de rodas, desanimada. Mas seus olhos brilharam quando me viu. E ela me viu mesmo. Me chamou pelo nome, me beijou e voltou a dizer que eu estava lindo (coisa de mãe, compreendam). Fiquei duplamente feliz. Primeiro, porque ela ainda está por aqui, para servir de Norte, de referência para todos nós da família. Depois, porque é muito gostoso ainda ter mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando nela e em tantas outras mãezinhas que eu dedico um enorme beijo de Dia das Mães. Mamães que já não podem mais fazer os nossos pratos prediletos, nem contar para os netos aquelas histórias que ouvimos quando éramos crianças. Algumas nem têm filhos por perto. Pois há filhos que abandonam as mães. Também há mães que abandonam filhos. Afinal, esse mundo é cheio de incongruências. Mas não importa. Todas são mães e sempre serão, com ou sem os chatos dos filhos por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tem mãe ainda viva, aproveite. Ela vai sempre cobrar alguma coisa, reclamar de outras e eventualmente vai até lhe dar uns safanões. Não se incomode. Mãe é assim mesmo. Se não fizer isso, ela fica triste, porque acha que deixou de ser mãe. Aproveite bastante da companhia dessa mulher que é única e intransferível. Você pode dividir a mesma mãe com irmãos (esses intrusos!), mas jamais vai poder dividir-se em vários filhos de muitas mães. Pode até amar e se deixar amar por outras mães. Mas ela sempre será a titular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você já não tem a mãezinha por perto porque ela virou estrela, aproveite para olhar o céu com candura. Nem sei se é para lá que iremos todos, mas foi assim que minha mãe ensinou e eu insisto em repetir a lição. Porque não tem coisa mais gostosa do que imaginar que a mãe da gente vai para um lugar bonito, longe das preocupações, dos aborrecimentos e da tristeza por não ter alcançado algum sonho que se perdeu na noite dos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, no Dia das Mães, não desperdice seu amor. Seja filho, seja filha, por mais que doa, por mais que entristeça. Pense nas noites em que ela passou em claro por você, nas risadas escondidas por causa de alguma das suas travessuras reprováveis e nas tantas vezes em que você conseguiu porque era ela torcia desesperadamente pela sua vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se quiser comentar, escreva prá mim: cintrao@uol.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-111543255782361414?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/111543255782361414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=111543255782361414&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/111543255782361414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/111543255782361414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2005/05/beijos-de-filho.html' title='Beijos de Filho'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-111395993623877245</id><published>2005-04-20T05:18:00.000+04:00</published><updated>2005-04-20T05:20:19.673+04:00</updated><title type='text'>Chega de preconceito</title><content type='html'>Se você é branco, sugiro um exercício. Seja afro-brasileiro por um dia. Vá procurar emprego e veja se encontra as mesmas condições de um branco. Tente entrar como qualquer um em uma casa noturna. Passeie de carro à noite e não seja barrado pela polícia. Arrisque associar-se a um clube. Faça compras em uma loja sem ser observado de perto por um segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por apenas um dia, seja brasileiro como a imensa maioria da população de origem africana. Só depois disso venha me dizer que não tem preconceito apesar de espezinhar as pessoas por suas etnias como qualquer outro brasileiro. Porque no Brasil se fala muito em igualdade, quando a prática é discriminatória.Há uma atitude racista nacional que opera às escondidas, disfarçada. É histórica. Está nas instituições oficiais, nas empresas, nas agremiações, nas sociedades de bairro. Está nos livros didáticos, nas escolas, nas ruas e nas avenidas. Está na distribuição dos estamentos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenha coragem de enxergar o preconceito racial e mais coragem ainda para enfrentar esse absurdo. O primeiro passo talvez seja admitir que exista o preconceito. Essa é a única forma de encará-lo de frente, com determinação. Os brasileiros precisam largar de vez essa postura hipócrita de dizer que nós não discriminamos e assumir nossas dificuldades culturais.Se você é afro-brasileiro, faça como o Roberto Carlos. Em um jogo contra o La Coruna, toda vez que ele tocava na bola parte da torcida imitava macacos. Em determinado momento, ao invés de cobrar o lateral, seguiu até o juiz com a bola embaixo do braço e foi taxativo. Ou parava aquela palhaçada ou ele sairia de campo. Parou o jogo por conta de sua atitude corajosa. E parou a gritaria dos idiotas. O assunto virou tema de discussões pela mídia mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça como o Grafite. Denuncie um colega de profissão pelo seu racismo. Seja intolerante. Mas não faça isso apenas com argentinos. Faça com todos os idiotas que tratam você com menosprezo e racismo. Não precisa de violência, basta assumir uma atitude intransigente diante da idiotice. Seja o dono do jogo. Assuma a sua beleza de ser humano. Feios são os outros, os que discriminam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a hora dos cidadãos de bom senso unirem-se contra a insânia do preconceito racial. Que a luta seja pacífica mas determinada. Que comece pelo futebol mas saia dos estádios e ganhe as cidades. Que ultrapasse o universo da família e dos amigos e ganhe proporções nacionais.Sejamos inflexíveis não só com as demonstrações óbvias de racismo, mas também com os pequenos sintomas dessa doença social. O maior e mais arraigado sintoma do preconceito brasileiro está na piadinhas racistas. Aprendemos a dar risada com esses insultantes chistes. Precisamos desaprender. E desaprender logo, porque nosso compromisso com o futuro depende de mudança de atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de uma história contada por um amigo que é afro-brasileiro e filho adotivo de uma família branca. Certa vez, quando ainda era menino, chegou em casa chorando. Ao ser questionado pela mãe, disse que havia sido xingado de "negro". A mãe logo respondeu: "vá lá e xingue o menino de branco". Espantado, ele falou: "mas branco não é xingo". E a mãe: "negro também não".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-111395993623877245?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/111395993623877245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=111395993623877245&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/111395993623877245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/111395993623877245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2005/04/chega-de-preconceito_19.html' title='Chega de preconceito'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-111149602964569754</id><published>2005-03-22T16:52:00.000+04:00</published><updated>2005-03-22T16:53:49.646+04:00</updated><title type='text'>A Senhora da Espera</title><content type='html'>Todos os dias, sempre ao entardecer, uma senhora espera alguém que nunca chega no ponto de ônibus do km 78 da Dutra, no sentido do Rio. Segundo dizem por lá, em Roseira (SP), é um ritual repetido há anos. Ela aguarda durante horas e só vai embora vencida pelo cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contam que há muito tempo perdeu uma pessoa querida. Uns dizem que foi o companheiro. Outros garantem que foi a filha. Há quem afirme que foi o noivo. O fato é que alguém que lhe era muito querido morreu. Ninguém sabe direito como e quando aconteceu. Só se sabe que a senhora volta sempre ao ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo de carro por ali. Às vezes encontro a senhora da espera. Cheguei a ensaiar uma parada no local para perguntar por quem ela espera. Mas nunca parei. Acho que não tenho coragem de ouvir a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira tragédia humana é encenada por pessoas simples. E a liturgia do aguardo da senhora que vela o ponto no crepúsculo é feita de muita dor. Uma dor tão grande que ela nunca mais voltou à realidade. Sua memória eliminou para sempre a lembrança dilacerante da perda. E assim mantém o compromisso de esperar por alguém que nunca vai chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua fidelidade emociona. Passam bicicletas, pedestres, caminhões e muitos sonhos. E aquela senhora continua ali nos finais de tarde, ao lado do ponto de ônibus, esperando alguém que não passa. Às vezes fica brava. Fala sozinha. Reclama. Deve ficar chateada com a demora. Mesmo assim, dali não sai. Espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que será que ela pensa enquanto espera? Será que o seu tempo tem a mesma dimensão das nossas horas? Todas as tardes aparece pontualmente no local da espera. Talvez aprendêssemos com ela um pouco mais sobre os enigmas da alma. Nós que corremos tanto e não sabemos esperar. Nós que atrasamos freqüentemente e não pensamos em quem espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os familiares já devem ter tentado dissuadi-la. "Não vá, não vale a pena, não vai chegar". Não adianta, ela vai, ela nunca desiste. Em todo o final de tarde retorna ao ponto de ônibus para esperar renitente. É a espera que dá sentido à sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem repara nas loucuras que os motoristas cometem no trânsito. Nem se preocupa com a doidice das pessoas. Tem tanta gente esquisita por aí... Esse mundo insano não faz parte das suas preocupações. Ela só tem olhos para o horizonte restrito da rodovia que não traz quem tanto deseja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não seja justo escrever sobre a cerimônia da mulher que vigia o futuro pretérito. Mas são tantas as condicionantes da escrita e da espera que não resisto ao impulso de narrar o que acontece. Ao conhecê-la, passei a fazer parte da sua espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que a doença não tem nada de bonito. A espera sem sentido também não. Mas o que faz sentido então se perdemos a esperança no impossível? Pode ser que um lampejo de lucidez esteja por trás do aguardo. Porque, no fundo, adoecer é perder a esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso você passe por Roseira em um desses finais de tarde e veja a senhora da espera cumprindo seu suplício, não deixe de reverenciá-la. Um de nós poderia estar ocupando o seu lugar. Um de nós poderia ter a honra de ser o alguém que ela espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Cintrão&lt;br /&gt;se você quiser comentar, escreva para &lt;a href="mailto:cintrao@uol.com.br"&gt;cintrao@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-111149602964569754?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/111149602964569754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=111149602964569754&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/111149602964569754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/111149602964569754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2005/03/senhora-da-espera.html' title='A Senhora da Espera'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-111089104186177407</id><published>2005-03-15T16:48:00.000+04:00</published><updated>2005-03-15T16:50:41.863+04:00</updated><title type='text'>Mulher invisível</title><content type='html'>Amiga, se você está naquela fase em que nem peão de obra assobia, tenha calma, não está invisível. É que chegou a sua vez de enfrentar a entressafra. Você está na muda. É passageiro, pode confiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra da adolescência, das espinhas horrendas e do nariz que parecia maior que a cara? Foi muito pior. Porque você nem sabia se interessaria aos homens. Hoje, bem vividos os anos, sabe direitinho qual é seu poder de fogo. Neste momento, acontece o rearranjo das suas forças naturais. Seus jardins preparam novas espécies de flores para embelezar os caminhos de quem tiver a honra de vê-la passar. Nós, os homens, fomos educados a tratar você como senhora. Acabe com isso logo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não me venha com essa história de ter virado vovozinha ou loba-má. Você passa da desconfortável posição de presa à vantajosa situação de caçadora. Afinal, já sabe o que deseja. É só utilizar sua 'expertise' no encantamento do mundo. Para quê legar a meia dúzia de operários o direito de medir sua beleza? Você não é dançarina de show de calouros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá à luta, assuma a dianteira. Não é hora de ser vista e virar alvo de assobios. Ser mais um bumbum rebolante na calçada não significa nada. Aoc ontrário, é até contraproducente. Aproveite das camuflagens dessa fase de mudanças e avance. Lance mão das armas apropriadas e saia a campo com determinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não confunda. Não é para sair por aí gritando: "ô, gostosão!", a cada vez que passar por uma obra. Não, não, não! Use sua classe e seu charme para arrebentar os corações masculinos. Nós, os homens, desaprendemos a avaliar o mundo por meio dos instintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja professora, ensine. Salte da cristaleira social e deixe de ser um bibelô. Seja fêmea, avance. Seja mais mulher, esbalde-se. E quando menos esperar, ao invés de assobios você receberá, enfim, as flores que nunca mandaram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-111089104186177407?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/111089104186177407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=111089104186177407&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/111089104186177407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/111089104186177407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2005/03/mulher-invisvel.html' title='Mulher invisível'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-110665482850555441</id><published>2005-01-25T16:04:00.000+04:00</published><updated>2005-01-25T16:07:08.506+04:00</updated><title type='text'>Queimando sonhos</title><content type='html'>Realizei um sonho antigo por estes dias. Cozinhei em panela de ferro em fogão à lenha. Que maravilha experimentar um feijãozinho feito em caçarola no fogo manso. Que delícia um picadinho de carne com batata que, de tanto cozinhar, virou um creme de gostosura. De repente, são essas coisas simples que dão o toque de sofisticação ao cotidiano. É sofisticado, sim, especialmente para um sujeito urbano como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho me esforçado sinceramente para acaipirar minha vida. E não leia aí qualquer tipo de desmerecimento. Quero ficar caipira, sim, no sentido mais rico da palavra. Porque ser caipira é entender com serenidade os movimentos inesperados da natureza.É não perder o interesse pelo vôo conjunto de garças ao final da tarde. Ser caipira é falar francamente e confiar no vizinho (e não fugir do vizinho). É acertar acordos pela palavra e cumpri-los porque é assim que se faz e não haveria de ser diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser caipira, mas ainda esbarro em minha incompetência urbana. Apesar de meus pais caipiras, nasci e fui criado em São Paulo, onde, salvo exceções, a gente aprende a ser besta. Quem disse que arrastar os erres é feio? Fizeram isso ao longo das gerações para valorizar a gente da cidade grande por meio do desmerecimento da gente do campo. Isso é que é ser besta. Como também é besta falar difícil para enganar os outros. Caipira que é caipira é matuto, esperto, fala "porrrta aberrta" mas usa cadeado. Falar difícil é só besteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro tentar a simplicidade de ouvir com emoção as crônicas musicadas de Tião Carreiro e Pardinho, as declamações inspiradas de João Pacífico, a doçura quase ingênua de Cascatinha e Inhana. Prefiro rir despudoradamente das piadas maliciosas de Alvarenga e Ranchinho e cantarolar distraído esta ou aquela modinha Mazzaroppi, sem ficar com vergonha quando percebo que cantarolava distraído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu falava do fogão de lenha, Deus do Céu. Porque fiquei só um tiquinho caipira por estes dias pois aluguei um sítio na área rural de Pinda para as férias da minha gente. Mudei a "sede de governo" para o palácio do campo, um casarão de pé direito alto, três quartos, varandona, jardim gramado e piscina. Até o comecinho de fevereiro, despacho direto da roça. Foi lá que me "enturmei" com a cozinha caipira, montada em um rancho ao lado da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nivaldo, proprietário do imóvel, riu meio desconfiado quando eu disse que queria cozinha no fogão à lenha. Mas até foi solidário e arranjou as primeiras lenhas. Foi só aprender o jeito de manter o fogo aceso que logo acertei a mão de cozinheiro. O feijão lembrou vó Rosária, espanhola que mudou para o Brasil e foi formar família em São João da Boa Vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cozinhou muito em fogão de lenha. Até quando velhinha, já em São Paulo, ela fazia no fogão a gás o mesmo feijão cozinhado em fogo manso, sem panela de pressão. Tentei imitá-la, acho que ficou parecido.A única decepção foi o forno. Por incompetência minha ou inapetência do equipamento, a tentativa de fazer pizza não deu certo. Fui forçado a produzir bolos e pães no fogão normal. Quer dizer, no fogão comum, porque normal é queimar as achas em fogo bem cuidado. Anormal é falar que ser caipira é coisa de bobo. Sei, continua acreditando nisso, continua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Cintrão   &lt;br /&gt;Se quiser comentar, escreva para &lt;a href="mailto:cintrao@uol.com.br"&gt;cintrao@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicada no Valeparaibano de hoje)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-110665482850555441?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/110665482850555441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=110665482850555441&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/110665482850555441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/110665482850555441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2005/01/queimando-sonhos.html' title='Queimando sonhos'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-110623445572102438</id><published>2005-01-20T19:19:00.000+04:00</published><updated>2005-01-21T19:31:10.066+04:00</updated><title type='text'>Quem são os bichos?</title><content type='html'>No alto do prédio ao lado mora um casal de gaviões-reais. Não pense que estou usando de um eufemismo para tratar de vizinhos bizarros. São gaviões mesmo, aves de rapina, lindas, majestosas e de um guinchado (ou pipiado?) muito específico. Tenho dúvidas se são mesmo gaviões. Cidadão urbano por formação, não tenho repertório para compreender a natureza como as pessoas que são da terra. O fato é que fico encantado quando ouço aquelas aves "falando" ao vento nessa belezura de Interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caipira da Capital, mudei para o Vale do Paraíba, em São Paulo, há pouco menos de dois anos e ainda espanta a riqueza natural da região. Por enquanto, a poluição não destruiu completamente o Rio Paraíba do Sul e seus afluentes. Restam grandes áreas arborizadas com matas naturais. E os pássaros, nossa!, como são lindos de ver e ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o casal dos supostos gaviões-reais que eu vejo freqüentemente na cobertura do prédio vizinho. Cada um pousa em um ponto diferente do telhado. Um deles prefere a antena parabólica. O outro, o beiral. Param por uns instantes e voltam a voar. Mas sempre voltam. Devem ter feito ninho por ali. Preciso perguntar aos funcionários do prédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, perguntar feito menino tem sido uma constante para mim nestas bandas. Recentemente, descobri o nome do pássaro que pia tão lindo nas proximidades do escritório. É um piado que conheço desde a infância. Lembra das minhas férias na Ilhabela. Pois eu conhecia a música mas desconhecia o compositor. Um amigo da terra, o Cláudio Rabelo, esclareceu a questão. O bichinho tem nome engraçado: Curruíra. Também é conhecido como Currila, diz ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as andorinhas? Em São Paulo quase já não são vistas. Aqui elas voam como todo passarinho deveria ser. Tomam conta das imediações. Parecem criancinhas alegres e brincalhonas. E tem sabiás, bem-te-vis, quero-queros, maritacas, garças, patos selvagens e uma infinidades de bichos voejantes e barulhantes. Uma aula de colorido para quem foi criado entre cinzas.&lt;br /&gt;Outro dia, estávamos no Reino das Águas Claras, em Pindamonhangaba, quando eu e o João Paulo, meu filho, vimos um tucano voando alegremente na mata. Foi de cair o queixo. Eu nunca havia visto um bichinho desses fora de viveiro. E fiquei emocionado. Se está lá, livre, é porque nem tudo está perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo os gaviões-reais na cobertura do prédio e sinto uma inveja besta. Tenho medo de altura e não teria coragem de ficar empoleirado no beiral. Sou gordo demais para me imaginar voando fora de uma aeronave. E acho que sentiria coceiras com todas aquelas penas. Mas no fundo gostaria de ser um daqueles gaviões. Mesmo que por apenas alguns instantes. Só para saber o que pensam sobre estes seres esquisitos que moram em gaiolas verticais, destroem árvores e rios e acham que são donos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Cintrão   &lt;a href="mailto:cintrao@uol.com.br"&gt;cintrao@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado no site &lt;a href="http://www.patio.com.br"&gt;www.patio.com.br&lt;/a&gt; em Crônica do Dia (17/01/05)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-110623445572102438?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/110623445572102438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=110623445572102438&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/110623445572102438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/110623445572102438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2005/01/quem-so-os-bichos.html' title='Quem são os bichos?'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10233813.post-110606475649168876</id><published>2005-01-18T20:06:00.000+04:00</published><updated>2005-01-21T19:33:25.683+04:00</updated><title type='text'>Gatos conceituais</title><content type='html'>As diferenças conceituais são importantes para animar um debate. É a compreensão mútua das diferenças que pode apresentar um elemento novo para crescimento de todos os envolvidos.No dia-a-dia, entretanto, elas complicam as coisas simples, até porque nem sempre estamos dispostos a grandes exercícios filosóficos. Não é nada que faça eclodir uma guerra. Mas algumas dessas diferenças podem ser desagradáveis. Eventualmente, geram alguns tiroteios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu fazia terapia com a Tina, em São Paulo (oh, eu já fiz terapia!), experimentei um desses enroscos provocados por conceitos diferentes. Cheguei mais cedo à sessão noturna. Era um daqueles dias em que se acorda deprimido. Não havia um motivo em especial. Eu simplesmente estava para baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, o consultório funciona em uma casa com frente de muro baixo e um jardinzinho com uma árvore e arbustos. Fazia parte do meu ritual de chegada sentar em um degrauzinho e fumar um cigarro por lá enquanto esperava minha vez de entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite nem deu tempo de acender o cigarro. Logo que entrei, reparei no miado de um gatinho. Era um filhotinho. Estava acuado e miava triste, sentido. Dava uma dó que só vendo. Logo me afeiçoei ao bichano.Tenho um perfil de espectador de novela mexicana nessas horas. Se tem bichinho solitário, criancinha ou velhinho, me arrebento de tristeza. Deve ser efeito dos tempos em que ouvia "O direito de nascer" pelo rádio, com minha vó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, o fato é que não resisti aos miados do gato e tratei de ir buscar alguma coisa para dar de comer ao danado. A iniciativa apagou aquele desânimo do meu dia. E não demorei muito para voltar do bar onde convenci o balconista a servir leite quente no fundo de uma garrafa plástica, cortada para funcionar como pratinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faminto, o gatinho devorou o leite. Mas devia estar com muita fome, pensei naquela hora, porque logo em seguida o bicho voltou a miar. Miava triste como se não tivesse bebido o leite que dei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensava no que fazer quando deu a minha hora e tive que entrar na casa, abandonando o jardim e o gato. Apesar de tudo, fui para a sessão aliviado. Afinal, fiz o que estava ao meu alcance. E aquilo fez com que eu me sentisse um ser humano melhor, quase um herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imbuído desse espírito, entrei na sala da Tina, que já estava me esperando. Mal aconteceram os cumprimentos e ela foi logo falando, irritadíssima: "não sei porque tem tanto idiota no mundo que não pode ouvir miado de gato abandonado e vai logo dando comida para que ele continue miando embaixo da minha janela! Mas que saco!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro se contei que um dos idiotas era eu. E logo percebi que o gato já devia ter sido alimentado por outras pessoas antes de mim. Devo ter dado risada e desconversado. Olhado para cima como quem procura pulgas no teto, ou mesmo pigarreado com quase naturalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a diferença na maneira de enxergar o mesmo momento me ensinou a não dar tanta atenção para o que os gatos sugerem. E a não me levar tanto a sério, porque seria ridículo ficar chateado com aquela reação espontânea (e justificada) da Tina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Cintrão   &lt;a href="mailto:cintrao@uol.com.br"&gt;cintrao@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(publicado em 18/01/05 no jornal Valeparaibano)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10233813-110606475649168876?l=blogcintrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcintrao.blogspot.com/feeds/110606475649168876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10233813&amp;postID=110606475649168876&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/110606475649168876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10233813/posts/default/110606475649168876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcintrao.blogspot.com/2005/01/gatos-conceituais.html' title='Gatos conceituais'/><author><name>Blog do Cintrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16157581503619545329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_GzB3XNgux3c/SLYGTFmzFMI/AAAAAAAAAGk/p7nfXqvwLxc/S220/eu+corte.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
