Único no Brasil a oferecer especialização na área, curso prepara-se para formar seus primeiros pesquisadores e dá início a uma nova geração
A Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Cultura Popular Brasileira, Profa. Zuleika Stefania Sabino Roque comemora. O segundo semestre de 2010 marcou o início de aulas da quarta turma do curso, inaugurado no início de 2009 e que já vai formar os primeiros alunos.
O principal objetivo primeiro do curso, diz a professora, de criar uma nova geração de pesquisadores e estudiosos na área de Cultura Popular, está sendo cumprido. Os pós-graduandos da primeira turma apresentam suas monografias apenas no início de 2011, mas já chamam a atenção.Vários trabalhos realizados por eles em aula ou em função das aulas estão ganhando destaque, pela combinação da excelência pessoal com as contribuições do curso.
“Em setembro, por exemplo, a aluna Magali de Castro, que é educadora, foi premiada no Simpósio de História do Instituto de Estudos Valeparaibanos por suas pesquisas sobre a relação dos moradores de São Luiz do Paraitinga (SP) com o movimento de revalorização do Saci”, cita Zuleika Stefania. “Essas pesquisas formam o eixo principal da monografia que a aluna vai apresentar na conclusão do nosso curso de Pós”.
Outro aluno, lembra Stefania, é o músico e professor de educação física Carlos Rogério, o Cagério, que está desenvolvendo uma série shows e oficinas de música infantil no SESC de São José dos Campos. “A pesquisa dele para encerramento do Pós busca entender como funciona o processo de aprendizagem e transmissão de músicas tradicionais entre famílias do Interior”, ressalta a professora.
A professora destaca que os alunos da primeira turma encerrarão seu ciclo inicial de estudos em Cultura Popular Brasileira no primeiro trimestre de 2011, com a apresentação das monografias. Mas a expectativa dos organizadores da especialização é que, mesmo depois de encerrado o curso, eles continuem ligados à área para prosseguir em suas pesquisas.
“Queremos que o Pós se transforme em ponto de encontro de gente interessada em estudar e pesquisar Cultura Popular Brasileira e, com isso, contribuir para a criação de uma nova geração de pesquisadores na área”, destaca Stefania. “Afinal, o curso nasceu como sequência natural de conquistas da região, como as reuniões da comissão setorial do Folclore, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, do Centro de Estudos da Cultura Popular, o Museu do Folclore e os Cadernos do Folclore”.
Professores de destaque
A professora Zuleika Stefania lembra que o Pós-graduação em Cultura Popular Brasileira permite não só a reunião de gente interessada na temática, como criar condições para trazer a São José dos Campos professores e pesquisadores que são referências nacionais no assunto.
“Já tivemos aulas com verdadeiros ícones dapesquisa na área, como o etnomusicólogo Alberto Ikeda, o antropólogo rural Carlos Rodrigues Brandão, a artista plástica Ana Duarte, a música e pesquisadora Eugênia Nóbrega, entre tantos outros”, destaca a coordenadora do curso. “E na medida em que esses pesquisadores conhecem o curso e os nosso alunos, viram nossos parceiros na divulgação do potencial do curso que é diferenciado”.
A coordenadora do curso faz questão de destacar que as turmas são ecléticas e isso favorece o ambiente para debates enriquecedores. “Temos educadores, historiadores, músicos, jornalistas, profissionais da área de saúde, de artes plásticas, história, comunicação e até escritores”, afirma. “Um exemplo é a escritora Christina Hernandez, recém empossada na Academia Joseense de Letras”.
Outras pesquisas realizadas pelos alunos servem de exemplo da vitalidade do curso, lembra a coordenadora, como a pesquisa de campo da aluna Miriam Cristina, orientanda de Carlos Brandão. “Além deles, há estudos sobre manifestações da cultura tradicional, discussões sobre salvaguardas do patrimônio imaterial e pesquisas abordando a questão da cultura no comércio, na indústria e na infra-estrutura da região”.
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