Uma das recentes curiosidades da Internet é o Twitter, o microblog que movimenta milhões de fãs em todo o mundo. As pessoas estão se reencontrando em um espacinho de 140 caracteres.Com poucas palavras, algumas imagens e eventualmente música, alguns voltam a amar. Outros deixam de amar uns para amar outros. A moça revela tristezas e os seios. O rapaz recita poesias e asneiras. Vetustos professores encantam menininhas. Meninas travessas enlouquecem possíveis professores. Poetas filosofam. Filósofos contam piadas.
O fato é que muitas pessoas mudaram seus hábitos diários e agora trocam aspirações, angústias, piadas e malícias (não nessa ordem necessariamente) pelo Twitter. Gente com o eu que há muito tempo não teclava ao vivo nesse mundão eletrônico. De repente, voltou a ser interessante trocar impressões no mundo digital, sem impressões digitais, na maior parte dos casos.
O mais curioso é que personagens ganham celebridade e continuam sendo personagens, sem necessidade de revelar seus criadores. Há muitos casos em que a brincadeira está exatamente em não sair da personagem e procurar variações que justifiquem a sobrevivência do alter ego.
Ainda aprendo com essas novidades. Apanho dos mecanismos de acompanhamento de comentários e mensagens, mas já me entendo bem em algumas esferas desse universo de gente conversadeira. E bote conversa nisso. Dependendo do de twitteiros que você acompanhe, as mensagens mudam na velocidade do aperto da tecla “enter”.
Mas eu estou escrevendo como se vocês não soubessem o que é Twitter. Santa ingenuidade! Aliás, enquanto perco tempo nesta lenga-lenga, um monte de gente já postou mensagens que ainda não li e, com certeza, estou ficando desatualizado.
Pena que eu não tenha tempo para acompanhar os comentários o dia inteiro. Reservo o início da manhã, a hora do almoço e a noite para xeretar o que se twitta por aí. E recebo tanta informação que nem sei o que fazer com tudo isso.
Essa talvez seja a grande novidade: como lidar com tanta novidade. Hehe.

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