10/11/2009

"Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,e
não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada."

Eduardo Alves da Costa - No caminho com Maiakovski

1 comentários:

TIO BETO disse...

Gotas vermelhas rolam sobre a calçada......
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... enqto tomo meu sorvete de morango com groselha!!!!

eheheheheheheh

Abraços